quinta-feira, fevereiro 26, 2004

Ontem eu realmente fui na casa do Lucas e cheguei só agora em Aparecida. O Tuninho também dormiu por lá: suruba! Vimos um fita de vídeo da galera do colégio e acabei escrevendo algo que acabamos gravando eu lendo no final do vídeo. Segue o rascunho original. Click para ampliar. =]

quarta-feira, fevereiro 25, 2004

Eu tinha prometido um post para hoje, mas talvez eu esteja em Roseira na casa do Lucas e não dê para escrever. Desculpas, Dani. =/

segunda-feira, fevereiro 23, 2004

Nunca escrever um começo para esse texto

Até que um dia ele trocara suas recompensas solitárias às imagens concretas vistas na tela do monitor por recompensas solitárias para imagens abstratas vistas na tela de sua imaginação, mais reais do que as concretas. E assim pôde terminar, finalmente, aquelas festinhas em si mesmo feliz e satisfeito, como se via em seu rosto, e não como antes: frio, como se tivesse apenas amarrado os cadarços ou feito qualquer outra tarefa.

quinta-feira, fevereiro 19, 2004

Discos e goiabas

Hoje eu descobri a dupla Vinicius de Moraes e Toquinho nos vinis do meu pai. Descobri também, que aqui tem um disco dos Paralamas do Sucesso de 88: Bora-bora. É o próximo a sair tonto, mas alegre da vitrola; deixemos, antes, acabar a apresentação dessa boa dupla de escritores e brasileiramente melodiosa. Voltei da cozinha para esse texto, deixei a sacola de goiabas ao lado do microondas.

Como é bom descobrir o cheiro do interior e o gosto do privilégio!

Devido ao tormento climático, essa velha e companheira árvore só está com a sua roupa de bolinhas amarelas nesse mês de fevereiro, dois ou três depois do normal.

Descosturando os pontos amarelos de sua roupagem elegante com a euforia de uma criança levada fazendo arte ouvia esse álbum: Toquinho e Vinicius. Não tem data, mas deve ser do tempo que inventaram o som (gravado) stereo, pois está na capa destacadamente rubro completando o logotipo da gravadora RGE discos: STEREO.

Contudo a sacola não ficou totalmente cheia, como poderia, de redondos amarelos - se tirássemos todos, sem dúvidas, daria uma bela e ensolarada colcha de retalhos.

Insetos, monstruosamente belos, copulando amedrontaram a minha mão traquina que despia a frutífera assanhada, safada e risonha de suas cores e acabou decidindo costurar essas palavras.
Arte

O poder que a arte tem de mudar com o tempo, essa metamorfose, me arrepia até o último neurônio. Quando eu, por exemplo, ouço uma música que há muito ficou guardada no silêncio cruel de um armário; quando ela explode sua ressurreição nas caixas de som revelando-me uma nova interpretação, sinto a minha alma vibrar e afetar todas as minhas células, todos os meus átomos me transformando numa fonte instantaneamente infinita e insaciável de neutritos (energia).

quarta-feira, fevereiro 18, 2004




Bundeira

Depois de ler uma entrevista da Fabíola da Silva, minha musa dos patins, no site do estadão, fui dar uma volta pelos sites de roller que freqüento.


Pesseando pelo lifelounge.com na sessão de patins eu acabei clickando em snown. E sem querer clickei bem na reportagem sobre snowboard que tinha uma moça muito pura na imagem-link.

E não é que a bunda da modelo de biquini do link era para falar de bunda mesmo!

Apesar de não deixar de ser uma apelação sexual como forma publicitária, não teve muita falsidade. Proteger o bumbum, sem dúvidas, seria muito últil para todos os que caem de bunda. E principalmente para os que dão uma quicadinha nesse tombo: eu. Tirar as manobras alley-oops (de costas) com os patins nos corrimãos ficaria bem mais encorajado. São essas manobras que quando você erra fazem a alegria dos sádicos.

Pensei em comprar uma segurança dessa para mim, mas qual será o número da minha bunda? PP infantil? Levando-se em conta que quando eu fico na frente da minha mãe, e ela está querendo passar, ganho no mínimo três beslicões na bunda para satisfaze-la, a minha bunda deve valer um terço de uma normal. Logo, tamanho ppp para mim, moça!

Só isso, moço? Não quer levar também a incrível cueca externa que, além de deixar a bundeira firme em qualquer tombo, ainda deixa o seu bumbum com o sex design de bumbum de capoerista? Temos várias cores, samba-canção de bolinhas marelas, ant-transpirantes e são todas elásticas. Somadas a um conforto sem igual, segundo os que usam. Olha essa preta. Que linda!

terça-feira, fevereiro 17, 2004

Falar não é um sentido?

Por que falar não é um sentido? Ouvimos, vemos, tateamos, lambemos e cafungamos. Essas cinco ações contêm os nossos cinco sentidos. Me esqueci que: "We see dead people" = "Vemos gente morta", e isso é considerado - só na sétima arte? - um outro sentido, o sexto. Entretanto eles não têm ordem alguma, mas não é disso que eu quero falar.

Por que e o ato de se expressar, de falarmos, por exemplo, não é um sentido? Será que as respostas aos sentidos não são sentidos? Blah, fui confuso, entenda com os exemplos:

Ouvimos, falamos;
vemos, fazemos gestos;
tateamos, criamos formas;
lambemos, ????????;
cafungamos, soltamos puns;
vemos gente morta, morremos.


Dá para fazer despertar cada um dos sentidos (tá, quase todos - mas talvez exista uma forma de despertarmos gosto). E isso é um poder incrível, tão incrível quanto poder perceber cores, gostos, texturas, sons, gente morta e puns. Mas...

Big ops! Pára tudo! Pára! Esquece o que eu disse!


Puta merda! Que bosta! Agora que eu parei para pensar. A palavra já diz: Sentido. Está na cara o porquê. Modos de despertar os sentidos não são considerados sentidos porque nós não os sentimos, são na verdade atos, coisas que a gente é capaz de fazer e não o que a gente é capaz de captar. Vitor seu BURRO! Idiota! Energúmeno!

Parei. E boto a culpa na madrugada solitária.

segunda-feira, fevereiro 16, 2004

L O L I T A

De Vladimir Nabokov. Estou lendo esse livro faz um tempo. Leio muito devagar e gosto de ler o dicionário paralelamente =P Cheguei agora na segunda parte e metade da história do louco Humbert. Escrito com metáforas fascinantes, a linguagem usada me inspira a escrever aspirando chegar no mesmo grau de comunicação do autor. O livro é muito bom!

"É em "Lolita" que o termo ninfeta aparece pela primeira vez. Humbert explica, pacientemente, que ninfetas são seres demoníacos entre os 9 e os 14 anos, e que poucas garotinhas nesta faixa se enquadram nesta categoria. Ele diz que um homem normal, olhando fotos de meninas de escola ou de bandeirantes, não reconheceria uma ninfeta. É necessário ser artista e louco"

Descobri que eu não gosto de ninfetas, não me dão tesão algum. Conheço uma que estuda no mesmo colégio que eu, mas à tarde. Gosto de moças, 15 anos para cima. Aí sim. Mas não é por não gostar de ninfetas que eu deixe de gostar de garotas cuja pele que reveste o corpo não sede espaço suficiente para seus seios e bunda deixando-os extremamente tentadores, apertados. Ainda se revestidos daquela clara penugem que só aparecem sobre certa exposição à luz e podemos sentir presenteando-as com uma suave e erótica carícia.

Tudo bem, não cheguei nem no mindinho do Nabokov nessa curta tentativa.

domingo, fevereiro 15, 2004

Fui na missa

Sétimo dia de minha Tia Zezé... Mas eu quero falar sobre a missa. Me deu muita vontade de me dirigir ao Padre no meio do sermão com perguntas começando com: "Mas por que então o Senhor tinha dito que...", "Como assim a...", "E o que você pensa sobre...". Talvez o costume de ouvir professores indagando-os durante as aulas tenha me causado esse desejo. Não, não é nada disso! Foi a discordância de opinião, as contradições do Padre e o outro ponto vista, o meu (ou dos meus professores de história? o meu), que fez perguntar tudo mentalmente, fuzila-lo na parede dos meus pensamentos. E por quê raios o Padre tinha que fazer campanha política anti-Lula? E por que falar mal do Brasil quando em sua frase poderia ter se dirigido à raça humana?

Entretanto, por que estou sendo tão cruel e impiedoso? E também, por que quis eu estar no lugar do Padre falando algo para todos?

Talvez o fato de ter assistido sermões de Padre franciscanos intelectualizados - sermões fantásticos, análises sociais profundas, críticas à igreja católica - responda a primeira questão do parágrafo anterior. E a resposta da segunda seria o desejo infantil de recriar uma aula de geografia para todas aquelas pessoas, falando de como é errado o sistema de transporte coletivo carro nesse planeta. Ou redigir o livro Reengenharia do Tempo, da Rosiska Darcy de Oliveira, da série Idéias Contemporâneas, e falar sobre a crise mundial da família, a concepção de valores e falar da possível solução para o sistema capitalista.

Um último e chatíssimo "mas por que...": Mas por que eu não falo disso no meu blog: repito a aula de geografia e falo sobre o livro? Só fico reclamando por aqui rabugentamente? "Pareço" um revoltado e que nem está muito afim de escrever, mas o está fazendo.
Layout 1

Esse não foi o primeiro layout do cab, mas foi o primeiro feito por mim. Agredecimentos especiais ao Pablo que me mostrou que editar html e imagens era possível. =] Repare na lista de blogs original da epóca e que eu tinha dois anos a menos.

cab volta a ativa

Sem dúvidas perdi muitos posts escritos mentalmente nessas semanas de férias. Ou foram Vocês que perderam? E é esse motivo que me faz virar a chave do carro cab.blogspot.com e tirá-lo da garagem Blogger para dar uma volta em seus computadores (deveria ter feito uma metáfora com patins. Droga!)

Receita

Compre aquele tracional doce de banana que vende na feira (tem também o industrializado, mas compre o da feira) e o corte em pedaços do tamanho de torrões de açucar (com certeza você já viu um no desenho do Tio Patinhas). Coloque os pedaços que você cortou na gelareira, feche-a e venha visitar meu blog, verifique e responda todos os seus e-mails, atualize o Seu blog e faça alguns comentários nos weblogs que costuma ler. Feito isso agora é só abrir a gelareira novamente e você terá balas de goma sabôr banana. Uma delícia!

Beijos

Para: Flávia, Liana, Isabela, Flávia Things, Fernanda, Josi, Má, Yara, Dani (amiga da Yara), Bruna, Lílian, Gláucia, Joise, AD, Camila, Ellen, Larissa, Gabi, Aline, Natália, Grace, Thaís, Lídia, Cecilinha, Kiara, Maísa, Elisa, Gabriela, Isabel, Tatá, Júlia, Edna, Ana, Marília, Camila, Tia Zezé, Jerilee, Ângela, Nhac Nhoc Come Tudo, Ítala, Nossa Senhora Aparecida, Luísa, Gislene, Minha Mãe, Maiassag, Elisa, Ivone, Carla, Dora, Rita, Marcia, Mônica, Fátima, Fabíola da Silva e para todas as garotas que eu me esqueci. Essa não é nenhuma ordem especial. Eu joguei todos os nomes num programa que mistura as palavras.

Emoticon

= D

sábado, fevereiro 14, 2004



Pois o cab ainda está de férias e estarei em São Paulo na semana que vem.
Esse é o jornal dessa cidade - que não é São Paulo - que me orgulho tanto de não ter nenhum semáforo. Morar no inteiro é bem legal!

Se você leu a parte que fala do SAAE, o tal Silvino é o meu vizinho nessa rua asfaltada que faço morada. E também pai da talvez primeira menina com quem eu tive algo que posso chamar de algo. Mas isso foi quando estudávamos na primeira série. E prosseguiu até a segunda.

Se você leu a parte que fala que a Lú Alckmim, mulher do governador desse estado, visitou nossa cidade, a vice-prefeita, Marylaine Alves Nunes, é parente minha. Todos os 7 irmãos da minha mãe têm Alves Nunes como sobrenome, inclusive minha mãe, mas a Marylaine não é minha tia, é prima de alguns graus que não sei agora bem quantos são. Chutando alto, minha meu avô é primo do pai dela.

Se você leu a notícia do assalto ao Banco Real... Fiquei sabendo do ocorrido lá no pátio da Basílica manobrando com os meus rollers novos. Dois dos skatistas que andam lá chegaram do local com a notícia e um miguelito que pegaram. Até então não sabia o que era um miguelito. Uma bola de pregos usada em abundância nesse e em muitos outros assaltos para parar o trânsito furando o pneus dos carros. Estratégia óbvia para impedir a aproximação das viaturas. Tinha polícia na cidade toda, carro rodando com sirene ligada por tudo quanto é canto. Pegaram 5 dos 12 que acreditam ser o total de bandidos envolvidos na ação criminosa, talvez pelo motivo deles terem pulado no Rio Paraíba.

Se você leu a notícia do 1º Encontro da Companhia de Reis, sabia que essa comemoração cultural-religiosa aos Santos Reis acontece dentro das casas das pessoas. Em Janeiro. Tem a festa na praça também, mas a verdadeira, que segue a tradição, é realiazada dentro das casas das pessoas. Aqui em casa, veio a Companhia de Machado, MG. Cada família que quisesse receber uma companhia marcava seu endereço na lista. Deveria ser preparado um almoço para recebê-los em sua morada. A recompensa da família, além da festa animada regada de muita alegria, risos inconscientes e mais outros bem-vindos sentimentos, era a oração feita em seu lar, seguindo fielmente as tradições de Santos Reis. Outros destaques interessantes são as máscaras dos palhaços, dois em cada grupo e, no grupo, cada pessoal tem a sua função especial. As máscaras feitas totalmente à mão têm desde cordas desfiadas a óculos escuros no mais moderno design.

Se você leu essa notícia scaneada não da primeira página do jornal, o Dionatas é amigo meu! Grande amigo. Foi o mais presente em determinada época na qual estudávamos juntos - sétima e oitava série. São, ele e o Denis, os mais amigos nessa cidade, pelo menos nos últimos tempos. Lógico, antes do Dionatas viajar.

Apesar dos finais de semana lotados de turistas-devotos, muito calor, eu gosto muito dessa terrinha.

Livro com uma mão não dá

Ler segurando o livro com apenas uma das mão não dá. É como fazer sexo ativo sem ter as duas mãos na parceira, não dá. E uma mão escondida s...