Corrigindo contos - capítulo 2 de 8

Estava todo sem jeito ali no carro da minha professora preferida. Nunca havia tido um contato tão próximo com ela e parecia algo tão natural a gente ali. Era muito bom! Num daqueles papeis todos espalhados pelo banco de trás deveria estar o meu último conto erótico, o que mais gostei, o mais pornográfico também. Quando olhei para os papéis, ela percebeu e pediu para eu não ligar não... Que ela era meio desorganizada mesmo... E que isso, pelo contrário do que se pensa por aí, a fazia achar mais rápido qualquer coisa que procurasse. Não acreditei, mas lhe dei um sorriso. Pela primeira vez a senti reparando em mim. Fugindo disso sem porquê, virei o rosto para frente a tempo de ver o carro virando para esquerda, ao invés de ir para a direita na rotatória. Indaguei a fim dela perceber o erro, pois Aparecida era para o outro lado:
- Sora, onde a gente está indo?
- Ah, vou passar em casa rapidinho, não vai demorar... Vou ter que ir para Aparecida daqui a pouquinho... Já disse, te levo, meu querido.


Parando num sinal, ela se esticou sobre mim para pegar uma garrafinha de água que estava na minha porta e, como quem não queria, arrastou o braço sobre o meu colo. Tomou um gole de água, o sinal abriu e me deu a garrafa para eu segurar:
-Obrigada, Vitor.
- Que isso... (sorriso)Nesse arrastar de braço, meus hormônios começaram a se mostrar e a taxa de adrenalina subiu um pouco; estava nervoso, imaginando coisas que tentava evitar.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Bustamante

Texto que escrevi e li como orador dos formandos de 2008 do curso de Comunicação e MultiMeios da PUC/SP

Tema da redação: Heróis reais