Corrigindo contos - capítulo 6 de 8

Aproximou-se de mim e meus braços, que queriam mastiga-la, ergueram-se para recebe-la; mas recuaram ao ouvirem o lento “não me toque” sussurrado. Com um nó, ela pôde largar o seu vestido sem preocupações de nua se mostrar. Começou a me despir enquanto engolia toda a luz que entrava pelo vitrô e era refletiva por mim; devorava com soslaios provocantes que só me faziam excitar cada vez mais. Quando eu nu, ela ergueu-se e na ponta dos pés com os lábios quase tocando o lóbulo da minha orelha, soltou: “abra o chuveiro”. Puxou-me pelo pau ereto para debaixo da água e começou a me banhar proibindo qualquer toque que eu ousasse não conter. Acariciava-me com a esponja como nunca havia sido, percorria toda a minha pele, às vezes esfregava com força. Lavou-me e enxugou-me, mas assim que seco parecia sentir os meus poros gozando um suor inevitável. Nos levou para fora do banheiro e me pôs seco sentado em sua cama; saiu do quarto arrastando a cortina entre as pernas.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Bustamante

Texto que escrevi e li como orador dos formandos de 2008 do curso de Comunicação e MultiMeios da PUC/SP

Tema da redação: Heróis reais