Corrigindo contos - capítulo 8 - final

Ainda estava proibido de toca-la. Foi ela que se sentou, ajeitou o seu tomara que caia, abriu as pernas botando-as em contato com o ar e desprotegidas do olhar do seu rapaz que sugava a imagem provocante; deixou o resto do vestido escorrer por entre as fortes coxas. Quando ele viu tudo aquilo, quando ele a olhou por inteiro, quis falar, não sabemos o quê, pois foi interrompido pelo corte afiado do “ponha um pé aqui na cadeira” que saiu dos lábios dela. Seguiu duro e tenso até ela e pôs o pé direito no braço esquerdo da cadeira; estava de frente para alguém que não era nada senão uma mulher. Mulher essa que, com o olhar, o fez pôr o outro pé no outro braço, fazendo-o subir na cadeira e, para equilibrar-se, sem perceber, ele segurava na barra gélida do batente. Ela o comandava:


- Fique parado e não tente nada. Eu vou te lamber do escroto à ponta e você só vai sentir a minha língua, depois eu te chuparei pelo mesmo caminho sem tocar na cabeça e repetirei o primeiro ato, vou me afastar e ficar ameaçando te abocanhar sem o fazer. Você irá manter as duas mãos na barra, nada de me tocar. As minhas duas mãos ficarão nos seus pés. Sugarei-te só quando eu quiser e achar que for a hora que bastarão de ameaças de o fazer, delire. Quando seu pau na minha boca estiver e antes disso também,


só eu conduzo o balanço da cadeira,
só eu conduzo a andar da brincadeira
só eu conduzo os batimentos corações
só eu conduzo velocidade de ações.


Quando ela iniciou, nosso rapaz ia à loucura. Contorcia-se e às vezes batia a cabeça na barra, delirava... Pancadas não eram dor. Quando ela o sugou e forte sugou, ele urrou, e urrou feio um bicho, um animal só de instintos; sua boca salivava, seus olhos reviravam, não havia músculo que não estivesse contraído e sua alma parecia girar como um tufão dentro do corpo que dinamitava hormônios de existência duvidosa.


Tirando as mãos dos pés, ela percorreu as pernas já bastante peludas até começar uma masturbação no ávido rapaz. Aumentou o ritmo do balanço da cadeira, punha cada vez mais força, mais velocidade, apertava com as duas mãos enquanto com lábios sugava toda a energia acumulada que o garoto já tinha guardado, até a língua o apertava, essa que se esfregava na ponta daquele pecado brutalmente movimentada, a carne-músculo-língua da boca parecia ter uma vida própria e uma velocidade sobre-humana.
Não podendo mais se conter, ele gozou. E gozou como nunca, um jato forte, toda a sua energia, todos os hormônios, toda a sua vida... E ela não desperdiçou uma gota sequer daquele ápice carregado, bebendo com gula para dentro de si o caldo jovem e amargo; sugando até secar aquela mina que, pela a expressão dela, julgava ser de onde vinha... de onde brotava o néctar do sexual prazer existente.

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Bustamante

Texto que escrevi e li como orador dos formandos de 2008 do curso de Comunicação e MultiMeios da PUC/SP

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