As coisas comuns são estranhas

O sabor do verão já bate na minha pele e a faz lembrar de aromas e gostos passados. Tempos com uma namorada, na praia, jogando sinuca no salão do condomínio. E cada bola que caia era um beijo que um ganhava. Vezes esquecíamos do jogo, demorávamos a perceber, perdidos do mundo um no outro. Na verdade era só ela quem percebia os elevados crescentes graus célcios de nós dois e nos trazia de volta ao mundo real. Abraços por trás, mãos que passeavam pelo o outro, sorrisos de malícias e safadesas deliciosas. Férias na praia, massagem com cremes, biquíni, peles que arrepiam mais fácil à noite.

Dizem que textos escritos em climas de melancolia ficam bons. Mas esse não. Após começar a escrever, de melancólico que estava, passei para saudosista, mas não parece saudade. Lembro tudo com um sorriso no rosto. “Como foi bom”, penso. “Ah... Queria estar lá agora”, não penso.

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Bustamante

Texto que escrevi e li como orador dos formandos de 2008 do curso de Comunicação e MultiMeios da PUC/SP

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