Tá foda!

Tá muito foda. Nunca mais eu escrevi algo decente. Puta merda! Eu que era o garoto cujo maior prazer era escrever porque ainda não tinha feito sexo. Não fiz sexo e agora não escrevo algo que presta faz tempo. Meus leitores/amigos/visitantes que o digam. Parece até que um dos meus eus, esse do qual estamos falando, morreu ou, torço para isso, está encoberto por uma lona grossa de caminhão, quatro vezes dobrada que pesa bem sobre ele. Muito mais peso do que ele seria capaz de levantar na sua melhor forma. E, às vezes, dá medo, pois parece que os ossos dele estão trincando e ele está gritando de dor tentando sair dali. Ele grita mais alto do que qualquer ouvido poderia suportar, mas não consegue sair e quando parece que a lona está se movendo de cima dele, acontece alguma coisa e ela cai pesada novamente sobre ele que suspira uma desistência de dar dó. Não sei se foi a muda nas companhias freqüentes, se é coisa dos astros ou kriptonita, mas uma coisa é evidentemente certa: ele está doido para rasgar essa bosta laranja de caminhão velho e muito usado, para correr, nadar, brincar, balançar, amar o mundo e suas coisas bobas novamente. Dar um mergulho na luz da vida-satisfatória será o seu primeiro ato. Assim que a lona o deixar. Agora, quem foi o filho da puta que colocou essa coisa em cima dele? Quer fazer o favor de ter o bom senso!

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Bustamante

Texto que escrevi e li como orador dos formandos de 2008 do curso de Comunicação e MultiMeios da PUC/SP

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