Sobre idéias

[editado]
É horrível ter uma idéia que alguém já teve. Primeiro, porque sempre tem um chato que não acredita em você; segundo, porque você pode ter visto algo por aí, esquecido que viu e seu cérebro repensar o assunto te enganando que é idéia sua.

Terceiros, a sua idéia pode ser totalmente impossível e boba (inicialmente você a acha um máximo, depois percebe). Ou, a sua idéia pode ser roubada e registrada por quem já tem dinheiro. Ou então, você pode contar a sua idéia à toa, por cair em ciladas de alguma conversa, e acabar perdendo qualquer espécie de paternidade que tinha sobre esse seu rebento. Tudo por causa do espalhar dos faladeiros. A sua idéia pode, um dia, de repente, aparecer no noticiário, é de outro alguém. Essa pessoa teve a mesma idéia e soube melhor lidar com ela, colocando-a em prática antes de você. Enfim, uma caralhada pilha de coisas.

Mas a sua idéia pode dar certo! Não desista, Vitor (eu). Algum dia, alguma idéia sua vai... quem sabe? O que a gente acaba descobrindo é que, melhor do que as idéias, são as realizações delas. É como se a idéia fosse o papel, e a realização, o poema que é escrito nele, o que encanta de verdade. Entretanto não são infelizes as pessoas que têm em suas idéias algum dos citados a cima; infelizes mesmo são aquelas que já não têm mais idéias.

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Bustamante

Texto que escrevi e li como orador dos formandos de 2008 do curso de Comunicação e MultiMeios da PUC/SP

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