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Mostrando postagens de Janeiro, 2005

Discordo

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Eu discordo plenamente do companheiro Lunatic e, ainda, digo mais! Digo mais! Ele, o companheiro Lunatic, falou que aquele horóscopo de sagitário não tem nada a ver com o cab sem um pingo de envergadura moral para com isso. Vejamos bem. Estou indo para a faculdade esse ano, lá no horóscopo diz que “planos em longo prazo estarão favorecido em 2005”, isso é ótimo e, ainda digo mais... Digo mais! Tem T-U-D-O a ver. Fazer um curso de quatro anos é um plano a longo prazo. Lá diz também que as economias pessoais melhoram no meio do ano. Sendo a faculdade particular e causando um rombo danado no orçamento da família, é muito possível que a estabilidade chegue no meio do ano. Tem T-U-D-O a ver! Tudo a ver, companheiro, Lunatic.

Outra: “Os caminhos vão se abrir”, não há o que discutir aqui. É bóbvio dizer que quando se está na faculdade muito mais portas se abrem para você. Outra: “Mais confiança faz seu discurso muito mais convincente, e o trabalho cresce a olhos vistos”, bem, eu sou meio cal…

Já vai amanhecer

Fui ao banheiro agora. Saí daqui um pouco. O céu está lindo. Já não é o escuro da noite, mas as estrelas mais vivas ainda aparecem. A lua está maravilhosa! Tem com ela uma estrela, a sua preferida, que lhe dá um charme de pintinha no rosto. Elogiei o céu para ele mesmo.

Pensar Enlouquece, Pense Nisso

efêmero1 -editado-

[Do gr. ephémeros.]
Adj.
1. Que dura um só dia.
2. De pouca duração; passageiro, transitório.
3. Bot. Diz-se da flor que fenece no próprio dia em que se abre.
Fonte: Dicionário Aurélio Buarque de Hollanda

Gostei muito desse número 3 (oh, eu tinha lido "florecem" e não "fenecem" - bem que parecia não ter muito sentido). Estou doido/curioso para que 2005 comece logo.

Sagitário

Estou feliz

Mesmo por ter cometido um erro bobo em raciocínio e ter simplificado porcamente algo tão complexo como é definir o espírito humano, eu fico contente por vocês entrarem em contato, amigos. Muito contente! Afinal, são amigos que nos constroem nas nossas melhores partes. Obrigado.

Comentário -editado 2 vezes-

Ana Paula:só uma opinião: o físico muitas vezes pode interferir no psicológico. Basta ver Machado de Assis no cap CLX das MPBC. tudo o que o Brás Cubas não foi, o Machado também não. além de Bocage no seu famoso poema sobre seu próprio nariz. de certo o povo ficava tirando com o nariz dele e então decidiu escrever o poema, para descontar a sua angústia de ser narigudo. às vezes o fisico das personagens nos ajuda a descobrir sua mente. espero que tire um bom proveito da minha opinião.

Assino em baixo, Ananinha. E ainda digo mais, a alma do ser humano é a soma do seu físico com o seu psicológico. Algo que gosto quando chamam de Coração. E nesse psicológico estão: raciocínio, emoções, desejos e tudo mais o que é grande e tem valor.

Tá explicado

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Ainda sobre rostos

Na história, para mim, não importa como eles eram, mas sim, como estavam. Isto pois.

Descreve-se expressões (3)

Sartre, no seu livro A Idade da Razão, fala de um homem que tem "os olhos muito unidos e os lábios grossos", logo no 3º parágrafo do capítulo 1. Eu imagino tudo quanto é tipo de sujeito, mas nenhum parece chegar perto do que o autor quer demonstrar; acabo sempre desistindo de tentar imaginar. Parece que algo me impede e que isso não tem a menor importância. Não crio rostos para personagens de livros que estou lendo; rosto, simplesmente, é uma coisa que não existe nas histórias que se passam em minha cabeça. Acho estranho, porém eu gosto disso. O que vale mesmo é a alma do personagem; o que ele sente, expressa, pensa e etc.

Odeio (não seria bem essa palavra, mas que seja), odeio descrições detalhadas de coisas físicas que enxergaríamos. Ler O Primo Basílio do Eça de Queirós foi um verdadeiro trabalho desenvolvido. Para mim, o que vale mesmo no personagem, é a sua descrição psicológica. É isso o que importa. Eu, quando for descrever um personagem, falarei se é branco ou negro,…

Registra-se almas (2) -editado-

Às vezes penso que eu (espírito; cérebro, coração/expressão, pulmão, estômago, rins, intestino e fígado) registro mesmo é a alma de cada um, a sua vibração, o seu jeito de pensar e expressar esse pensamento; como sente e expressa esse sentimento também. E por isso não guardo rostos. Ou talvez não seja bem por isso. Guardo o espírito da pessoa, o que realmente vale/importa. Quando penso e sinto que sou assim, estou ótimo.

Não se registra faces (1)

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Estudávamos juntos. No colégio que tudo começou. Já fazia uns três meses que namorávamos. Víamo-nos todos os dias, sem falta. Até que chegaram as nossas férias. As viagens com os familiares nos separaram durante duas semanas, uma eternidade naquela fase apaixonada em que vivíamos. A primeira vez sem se ver por tanto tempo assim foi dramatizada demais por nós dois e adorávamos viver dramaticamente, tornava tudo mais Shakespeare, mais amor de verdade. Dois adolescentes.

Quando a encontrei de novo não acreditava na face dela, aquele rosto não era ela, nem a pau! E não havia nenhum outro rosto desenhado na minha memória que lhe servisse. Parecia que a lembrança dela não tinha rosto na minha memória. Fui tomado por uma sensação excessivamente estranha. Lembrei de uma coisa que vira na TV, algum personagem falando em um filme qualquer:

Quando você tenta lembrar do rosto de uma pessoa, não consegue; mas tente lembrar de algo que ela fazia, que você gostava nela, que o rosto lhe vem à mente n…

L.

O seu pai? Bem... Eu conheci o seu pai no colégio. Estudamos juntos. Não éramos lá muito próximos nem nada ou coisa que o valha. Ele até tinha uma namorada. Em 2004 eu fui para São Paulo, fazer a usp, e em 2005 ele foi para lá também, fazer a puc. Tínhamos um contato, nada demais, éramos amigos. Um dia voltamos juntos para Aparecida, nós dois éramos de lá, você sabe. Chegando, fui para casa da sua avó e ele para a casa da mãe dele que ainda era viva na época, você ia adorar ela, ela era professora de primeira série assim como a sua noiva. Chegamos na sexta-feira e no sábado ele me ligou marcando um almoço no domingo. Bem... Eu aceitei. Estava lendo o blog dele e gostava de algumas coisas que eram realmente muito boas. Não é à toa que os livros dele venderam um bocado, você sabe. Ele tinha levado uma pá de textos antigos do cab para o almoço, pode? Alguns hilários, como de quando ele confessou que fazia xixi sentado, que certa vez pintou de vermelho os pêlos do saco, outro que fez um t…

L. V.

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Nos conhecemos no colégio. Estudamos dois anos na mesma sala. Eu tinha namorada na época. Ela, não a minha namorada, era linda. Um corpo perfeito. Deve ter recebido homenagens de cada um dos sexualmente solitários estudantes. Em mim, era bom quando a homenagem era para ela. Devia transar como um furacão, se imaginava. Aqueles cabelos compridos, ondulados, soltos. Os seios gostosos, muito sexy se cobertos por uma camisa bem solta no corpo; irresistíveis se desnudos. Perna e bunda, duas peças, carnes fortes com contornos suaves de mulher. Ela era deliciosamente atraente. Carnuda. Seu temperamento não nos permitia classifica-la como gostosa. Ela não era essa palavra. Era tentadora. Sexualmente tentadora. Queria-se abraça-la, mas, na amizade por ela permitida, isso não cabia.

Terminado o terceiro ano do colegial, o próximo ano veio. Ela já na usp fazia letras, eu, ainda no interior, cursinho. Esse ano se passou com poucos encontros da turma. Cheguei a dar carona para ela, tinha permissão…

Férias

enfim

2005

O silêncio. Cheguei bem perto, olhos-nos-olhos, meu queixo quase roçava seu nariz. Havia um resto de barba. Tremia. Funguei forte, tão forte como nunca ninguém jamais fungou. Escarrei-lhe na cara. Pensava em bater. Podia fazer melhor, escarrei-lhe. O cuspe se misturou com lágrimas, lágrimas que não valiam nada. Nada.

Saí disposto a dar todo o meu salário à primeira prostituta que encontrasse no caminho, mas, ao sorrir, aquela primeira quase me deu mais nojo do que a minha mulher. A segunda, também não. Outra, não. Encontrei uma gordinha sentada na mureta do calçadão, vendo o mar. Cigarro, copo plástico vazio. Sem olhar, boa noite. Sem responder, sentei-me. Já ia amanhecer. Do céu se viam dois pontos mudos na areia. Estranhos dividindo a noite. Por uma hora na mesma posição.

Dois mil e cinco subiu no horizonte, revelando toda a sujeira que havia na nossa praia. Rolhas de plástico, garraffas quebradas. E as sombras eram maiores do que a realidade. Sujeira humana. Contribuí com um último c…
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