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Mostrando postagens de Fevereiro, 2005

Capítulo 5

Aquela sexta-feira seria um dia a lavrar fundo uma página da vida do nosso jovem rapaz. Iria ao cinema com três amigas. A Luana, a Dani e mais a garota que havia lhe telefonado acertando o passeio. Barbeou-se, pôs roupas mais novas. Camiseta regata, bermuda e nada de tênis com meias nos pés. Fazia um dia muito quente. Era começo de fevereiro. Suar transformaria o banho caprichado numa inutilidade. O cinema ficava dentro de um parque da cidade. Um lugar agradável, muito aberto; porém, pouco freqüentado. Assim que chegou, de longe, pôde avistar a moça do telefone sentada sob a sombra, em uma espécie de varanda, onde ficavam as mesas de uma lanchonete. Ela tinha cabelos cacheados, escuros e compridos. Usava óculos e agora, como reparava Vitor ao se aproximar, estava mais bonita do que antes. A pele do rosto havia se limpado das espinhas da adolescência e ela estava ganhando um ar de mulher madura. Algo que agradou muito o nosso jovem. Desde o sentido mais carinhoso de agradar, ternura; a…

Capítulo 4

Aquela semana seria mesmo muito lembrada em tempos futuros nos pensamentos do jovem Vitor. Pensamentos esses que vagariam pelo seu passado buscando as mais fantásticas épocas. Para assim colocar-lhe no rosto os melhores sorrisos que dizem como eram bons aqueles tempos. Quantos erros, quantos sabores novos, quantas amizades, quantas pessoas que ele conhecia, quantos risos que ele podia gerar e quantas risadas o podiam fazer dar. A primeira vez alegre de cerveja. Fora na segunda-feira da mesma semana da aprovação do Pablo e do Daniel. Era carnaval. Vitor fora para São Luís do Paraitinga em uma excursão com amigos. Repetir a viagem do ano passado. Sabendo que nunca uma nova viagem pode ser uma repetição. Dessa vez, ele ficou mais centrado em duas amigas, Luana e Dani. Grandes amigas essas. A Dani era um verdadeiro apoio ao espírito do nosso jovem em conversas via Internet de madrugada. Amiga desse jeito. Uma graça. A Luana era geradora de um sentimento estranho no nosso rapaz. Quando lon…

Capítulo 3

O meio da semana trouxera grandes notícias sobre grandes pessoas. O Vitor até fora à missa alguns dias antes. Rezar para os dois amigos, para que eles fossem aprovados pela seleção da universidade de São Paulo. Ele não estava mais dentro da religião católica como há alguns anos atrás, mas tinha algo com Nossa Senhora Aparecida que ninguém explica. Sabe-se que a entidade feminina lhe era muito mais válida do que a masculina (ou não seria “válida” a palavra). Era coisa da fé do rapaz. Sobre a existência de Deus e de Jesus, ele já havia discutido muito em pensamento; mas com a Santa era diferente. Nunca duvidou mentalmente da veracidade daquele ser divino. Aceitava sua crença e tinha bastante e carinhosa fé, apoio, na Padroeira. Na padroeira do país. Estava tão bom aquele final de férias passado em casa. A semana pós-carnaval. Vitor pensava: “Nós três na faculdade. Eu na PUC e meus dois maiores amigos na USP”. Pablo cursaria Ciências Sociais, o mesmo curso daquele henrique cardoso presid…

Capítulo 29

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Daniel já era jornalista mesmo sem estar formado, cursava USP. André, seu primo, era pianista, autodidata, professor. Tentava a vida em São Paulo. Vitor tinha passado em comunicação numa universidade particular. Daniel também estava no primeiro ano. Três jovens. Estavam dividindo um apartamento na grande cidade. Era domingo, André tinha ido tocar e logo chegaria. Vitor e Daniel preparavam a janta, macarrão, há uma semana atrás fizeram seu primeiro arroz. André chegou, sentaram-se os três na cozinha. Nono andar, da janela do prédio via-se boa parte da cidade, a parte que o prédio vizinho não tampava. Começaram a comer em silêncio, esse lhes dava uma sensação de conquista, olhavam um para cara do outro. Mal haviam saído de casa, do ninho, saído das mães. Sentiam-se grandes. André: "Liga o rádio". Daniel o ligou. Começa a música Por Enquanto do Renato Russo, mas pela voz da Cássia Eller. Vitor sorriu expressando ser uma perfeição divina aquela trilha sonora. Comiam a boas garf…

Capítulo 2

Como estava feliz! Pablo e Daniel eram os seus maiores amigos. Torcia e vibrava com aquelas conquistas. Tentou ligar para o Daniel; os parabéns. Mas só “tus” seguidos ressoavam em seu ouvido. “Viram primeiro”, pensou errado o nosso garoto de 19 anos, “está tudo mundo ligado para ele agora, só pode”. Ligou para o Pablo, cujo número teve que procurar na agenda, e o pegou na marginal, chegando em São Paulo, vindo de Curitiba. Pensou em como os telefones celulares eram ótimos e que, quando se mudasse para São Paulo também, deveria ter o seu, isso seria uma necessidade. Não foi o primeiro a dar a notícia ao amigo, outro já lhe informara e o pusera num banho de felicidade com espumas sorridentes fascinante. Comemorou com ele por 5 minutos no telefone. Estavam ótimos. Desligaram. Antes que pudesse chegar na cozinha e pegar um copo no armário, o telefone tocou. Era o Daniel. Juntos celebraram. Felizes de mais. Os três estavam ótimos, cada qual em seu canto; separados, mas ótimos. Assim como o…

Capítulo 1

No interior do estado de São Paulo, jazia um quase homem. Era um rapaz, era um destino fantástico, sortido e fabuloso. Deitado em sua cama, lia o Código Da Vinci – emprestado de uma amiga de sua mãe. Portava o livro em uma das mãos, a outra mexia no sexo distraidamente, sem culpa ou inocência alguma. Os olhos passavam regularmente entre as linhas e seu espírito estava em outro lugar. Era mundo das histórias dos livros. Antes que pudesse virar mais uma página, seu espírito voltava. Novamente seus olhos saltavam para o relógio ao outro lado do quarto e verificavam que ainda não era hora. E ia de novo a ler, ia novamente àquele mundo. Achava a narrativa genial, mas era totalmente estranho o fato de não ter parado em uma frase sequer para lê-la novamente bradando a sua qualidade. Literatura esquisita. Agora, faltavam apenas dois minutos. Já tinha deixado o computador ligado e já na página. Pressionar o F5 e aguardar menos de 5 segundos era o único movimento que teria que fazer para saber …

Lu

Adorei seu e-mail. E, ah, esses convites para escrever! Eu adoro escrever! Te devo desculpas pelo não envio daquele prometido e-mail. Agora, já estou em São Paulo, essa é a semana de recepção dos calouros na puc. Enfim mudado para cá, estou com “mais tempo” – por assim dizer. Menos coisas a se fazer e menos nuvens nos pensamentos, principalmente. Também te devo uma explicação de como eu te acho linda: Fiquei divagando um pouco sobre quem você é e não sobre quem eu sou; como você sugeriu no final do seu e-mail. Fiquei poetizando definições siderais de beleza a você. Algo muito além do estético. Versos dos quais não me recordo, mas que sei: foram pensados. Os meus exageros adoráveis. Adoro exagerar quando tenho nas mãos palavras a escrever. Isso foi comentado ontem à noite com uma amiga. Imagino que saiba a linda que é. E, se não tem consigo essa definição, creio que parando um segundo para pensar, a encontra. Duas perguntas: Como faço para escrever ou mandar textos já escritos para o E…

Matando aula na casa do Pedro [editado]

Antes de começar: Eu dedico esse texto ao Branco Leone, meu "tio", grande e ilustre amigo! Que recentemente me titulou “esperança” em um post no seu blog. Um post que, em mim, gerou muita e sensacional emoção. Eu imprimi, mostrei para os meus pais, sentiram-se orgulhosos, até meu irmão leu. A folha ficou na mesa da copa por um bom tempo, até ser guardada. Não tinha ainda agradecido aqui o ato dele porque eu queria dizer algo mais do que simplesmente um obrigado, queria retribuir, da melhor maneira possível. Então aí está esse texto dedicado a ele. Um relato dos meus tempos de oitava série, amigos vizinhos e colégio público. Tinha 14 anos.

Matando aula na casa do Pedro

--Vitor, vai lá que a sua mãe está no telefone.
--Não! Pedro, ela não sabe que eu estou matando aula...

Vitor pensa um pouco consigo mesmo e continua a falar:

--Não sabia, pelo menos.

Pensa mais um pouco e conclui:

--Merda!

Paulo tem uma idéia:
--Hei, Vitão, já sei! Relaxa. Xá* comigo!

*deixa

3 minutos depois, Vitor:
--Ent…

Os Três Mosqueteiros

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Tem um capítulo (XLVII) que te prende; você gruda, mergulha totalmente na cena narrada e isso te absorve uma energia tal que, quando você o termina, respira e diz: “Poxa que foda! – Maravilhoso, fantástico!”. Pára-se de ler, pois, “por hoje”, está ótimo. Os Três Mosqueteiros não é como livros modernos onde a leitura desce como a água cristalina de um riacho; Os Três Mosqueteiros de Alexandre Dumas desce como um bom e saboroso vinho.

Colorido Carnaval

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”Sonhei com a imagem sua, caguei na cama e joguei rua. O troço endureceu, passou um carro e furou o pneu. Levaram pra prefeitura, examinaram, era bosta pura. Prenderam eu no xadrez, fiquei com raiva e caguei outra vez. Sonhei com a imagem sua...”

Há exatamente um ano, estávamos atrás de um trio elétrico pulando e cantando com fervor a marchinha O Troço. Uma felicidade sem fim! Uma chuva que não parava e dava, para todos, um toque especial à festa. Era visível que ficávamos mais crianças por estarmos pulando na chuva. Fazendo arte. Todos moleques. (amigos homens e sapatões... As meninas de camiseta molhada... Davam ainda mais alegria a toda a comemoração. Se é que não eram o nosso motivo) Havia uma bêbada no nosso grupo que gerou muito assunto para depois da festa e, agora, vivendo nós mais um carnaval, lembramos dela. A louca cometeu tudo o que uma bêbada pode fazer, com exceção de exageros sexuais. Talvez, por ter a sorte de estar sob a proteção dos puxões das amigas mais fortes. Ela …

Leiaute Novo

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Eis aqui duas semanas de enrolares e lento aperfeiçoamento de um dos quatro melhores leiautes que o cab já teve. Vamos recapitular? O primeiro foi um de roller, lembram desse? Só os leitores mais antigos lembraram. O segundo foi um que tinha trechos de textos meus na coluna da esquerda, era escuro – inspirado no site do Chico. O terceiro foi o que esteve até ontem aqui e que teve uma variável, que é a versão original; essa, não era em branco e preto, mas sim, nos agradáveis, clássicos e preferíveis tons azuis. O quarto está nas vistas dos leitores agora e espero muito que ele lhes dê conforto na leitura e lhes seja bonito e prático.

Tendo dito haver quatro melhores leiautes do cab, paro e penso que isso não é verdade. É um julgamento errado meu. Devo dizer que houve quatro leiautes mais “elaborados” por aqui. Tiveram tantos outros (estão passando nesse momento nas minhas lembranças) que foram: engraçados, super leves, feitos na raça e excêntricos. E tantos outros também. Sem certeza, …

ctrl+alt+blog? Será que tem aqui?

Dentre Googles e Yahoos, caíram por aqui, só nesses últimos três dias, pessoas procurando por:

alecrim dourado
colonia de ferias de areado
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Eta música, que fica na cabeça, alecrim dourado!
Passei uma semana na colônia de Areado. Lembro que estava namorando e que, sendo o primeiro grande período em que não nos veríamos, combinamos cada um escrever um diário para o outro. Eu, logicamente, acabei es…

Lunatic comentou:

"haha!! olha a outra se confundindo toda... Bom, me desculpe pela liberdade de comentar no blog, mas é q gostei mto do blog, mto mesmo. E achei q o horoscopo não coube nele. Se você reparar, assim como a maioria dos videntes(porque há excessões) é uma grande farsa e isso pode ser um comparativo para os horóscopos. É tudo generalizado. Quem não tem planos a longo prazo em 2005? Todo mundo têm, todo ano. Outra coisa, no meio do ano, todos que leram esse horóscopos já vão ter esquecido dele, e se, por um acaso, a renda melhorar, o cara pode ter um estalo e lembra daquele marivolhoso e perfeito horoscopo. Ora, o que é isso? É enganação. "Os caminhos vão se abrir". Não há o que discutir aqui. Sempre há caminhos abertos para todos, por mais ocultos que estejam. Novamente generalizado. E assim por diante... Eu acho Astrologia ridículo, mas é opinião própria. Acredito que os astros interfiram sim em nossa vida, mas nós não temos envergadura moral para com a complexidade disso d…

Rombo é diferente de investimento

Imprimi o rascunho do último post para corrigi-lo nas mãos, onde é sempre melhor. Deixei a folha aqui ao lado do teclado, meu pai a pegou e leu. Quando me encontrou em casa, explicou o título desse post de agora. Concordei, lógico. É diferente mesmo. E como!