Capítulo 3

O meio da semana trouxera grandes notícias sobre grandes pessoas. O Vitor até fora à missa alguns dias antes. Rezar para os dois amigos, para que eles fossem aprovados pela seleção da universidade de São Paulo. Ele não estava mais dentro da religião católica como há alguns anos atrás, mas tinha algo com Nossa Senhora Aparecida que ninguém explica. Sabe-se que a entidade feminina lhe era muito mais válida do que a masculina (ou não seria “válida” a palavra). Era coisa da fé do rapaz. Sobre a existência de Deus e de Jesus, ele já havia discutido muito em pensamento; mas com a Santa era diferente. Nunca duvidou mentalmente da veracidade daquele ser divino. Aceitava sua crença e tinha bastante e carinhosa fé, apoio, na Padroeira. Na padroeira do país. Estava tão bom aquele final de férias passado em casa. A semana pós-carnaval. Vitor pensava: “Nós três na faculdade. Eu na PUC e meus dois maiores amigos na USP”. Pablo cursaria Ciências Sociais, o mesmo curso daquele henrique cardoso presidente. Já o Daniel estaria na disputada sala de jornalismo da universidade. A lista de aprovados saíra na quarta-feira, ontem, e hoje, quinta-feira, era um dia calmo, desprovido da ansiedade angustiante. Na segunda-feira seria o primeiro dia de Vitor na faculdade. Agora ele estava no computador, checava os e-mails, dava uma olhada no blog e bebia a poucos goles, um copo d’água quando o telefone tocou. Aquela semana repleta de acontecimentos não se cansaria tão cedo. Era uma voz feminina.

Comentários

Paulo Bross Nunes heheh disse…
KcT quem era ao telefone?

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Bustamante

Texto que escrevi e li como orador dos formandos de 2008 do curso de Comunicação e MultiMeios da PUC/SP

Tema da redação: Heróis reais