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Mostrando postagens de Março, 2005

É Páscoa. Levei Pirapanema à missa

Mal saiu de sua aldeia e já estava comigo dentro de umas maiores construções do país: A Basílica de Nossa Senhora Aparecida. Essa igreja, com seu imenso tamanho, deixou Pirapanema bastante atordoada e amedrontada, achando a mãe do meu Deus muito muito poderosa. Ainda não estávamos nas comemorações do dia oficial da Páscoa, mas sim nas que antecedem... E, apesar de bastante parecida, aquela celebração não uma era missa. Era uma Vigília. Qual a diferença? Bem... A minha opinião se forma totalmente superficial e em minha análise concluí que na Vigília cada um tem uma vela em mãos e na missa não. As velas ficam acesas em dois grandes bocados da cerimônia, o que foi ótimo. Admirando a chama, Pirapanema distraía a sua assustidez, gerada pelo raciocínio que dizia ser a mãe do meu Deus brava com ela porque Pirapanema nem conhecia o filho Deus dela... A Caeté (da tribo dos Caetés) se perdia olhando para aquilo; da vela, o quarto estado da matéria a hipnotizava fácil. Havia fogueiras em sua ald…

Sobre os homens e suas calçadas

Por Pirapanema
É estranho. O chão é de terra, bom para caminhar, mas o homem põe sobre ele as calçadas de cimento, pedra... E chama isso de concreto. Não dá para andar descalço nesses pisos, pois eles esquentam ao sol, são muito duros e machucam. Então ele, o homem, inventa o calçado para proteger os pés. Pirapanema não entende isso. O homem inventar problemas para depois resolve-los com outra invenção sendo que, se não tivessem feito a primeira invenção, a segunda não precisava existir. Pirapanema não entende isso.

Capítulo 8

Aquela semana fora mesmo umas das mais repletas na vida do nosso jovem Vitor; preenchida com festa (carnaval), comemorações com amigos (vestibulares), corações (cinema), reflexões sobre ficar com alguém: a fome de prazer da carne versus à sede de pureza do espírito! A despedida de sua cidade teve, em uma semana, história que poderia formar um livro. Agora era sábado de manhã. A família Bustamante tomava café e se preparava para a viagem a São Paulo, essa teria duas coisas muito especiais. A primeira que vamos dizer era o Chá de Bebê da grávida Ana. Ana já tinha por volta seus 25 anos e era irmã do Pablo, aquele grande amigo que havia sido aprovado pela seleção da USP em Comunicação Social... aquele que junto ao Daniel (também USP, jornalismo) formava a dupla de amigos mais vibrantes desse momento que narramos da vida do nosso Vitor. Ana era irmã de Pablo e, esses irmãos, eram filhos de Cristina. A mãe que possibilitara o segundo evento especial que aquela família, que tomava café ante…

São Paulo, SP - 21 de Março de 2005

Laboratório de informática do prédio de comunicação e filosofia (COMFIL) da PUC

Tudo ótimo, minha prima linda!!
Estou agora morando numa república. Nela está também o meu amigo Daniel, lá de Guará. Não sei se você lembra dele. No apê, basicamente, do pessoal sou só eu não faço USP. No total, somos 5 indivíduos: Cristian, Daniel, eu, Carol e Raquel (é sempre bom ter mulher junto para botar ordem no funcionamento da casa =P Sabe como homem é: meio desapercebido).

Do apartamento até a PUC, eu levo meia hora de busão. O que é MUITO POUCO para as proporções que se tem aqui em São Paulo. O meu curso, comunicação em multimeios, é muito vitor se assim o podemos definir. Não estaria melhor em outro lugar! =D O conteúdo do primeiro ano é, na sua maioria, filosófico (em relação à comunicação e realidades), assim como em outro qualquer curso de graduação: "taca teoria nos meninos do primeiro ano!" A partir do segundo, a coisa ficará mais prática e nós começaremos a produzir mesmo. Há em mi…

Alô, alô, Marciano

Imagem
Obs: a ser corrigido e editado
Ou seria uma Marciana? Quem será o novo personagem que veio figurar nessa humilde página da web que é o cab? E, ainda mais intrigante para mim: quem será que indicou ao extraterrestre pousar seu óvni por essas bandas? Só tenho a agradecer. Afinal, escrever para o nada nunca foi objetivo. Gente que visita o cab é sempre bem-vinda e que comenta então!...

Eu gosto sim de críticas construtivas, Marciano(a)! Alô, alô! Admito que eu comecei a novela num clima muito melhor nos primeiros capítulos e que depois a bichana foi perdendo a qualidade. Mas havia mais coisa envolvida: um medo de magoar ainda mais alguém postando desenfreadamente. Isso me fez censurar um pouco o que dizia, logo a escrita perde a qualidade. Ora, vamos lá, eu não sou nenhum Chico Buarque capaz de usar de uma tal censura para alimentar a criatividade. Sou um moleque de 19 que crê ter um Q.I. na média. E que está desde o carnaval lendo o tal do livro pop Código Da Vinci e ainda não terminou.

Ag…

Duas coisas

Quem será o raio do ET que fez aqui dois comentários?
O Paulo Bross, meu primo, é muito ou pouco exagerado?

De repente Deus existe

[...]e entre as cinzas nuvens da cidade de São Paulo, as mãos de Deus rasgaram o céu e o Magnânimo disse: "Vitor, meu filho, pausarás as atividades internéticas de costume e conhecerás com afinco os estudos universitários. Balançarás nos busãos e não reclamarás. Roncarás o estômago e suportarás até a padoca mais próxima. Quererás para a casa voltar, mas aqui ficarás. Segurarás na minha mão e irás. E também não se esqueça que lerás tudo o que tiver de ler e, para isso, xerocarás tudo o que os mestres terrenos indicarem. Tem a minha bênção"

Capítulo 6

Um pouco mais à frente daquela fatídica sexta-feira, o nosso herói faria um paralelo muito interessante daquilo que estávamos por ver, com a música Formato Mínimo da banda Skank, composição de Samuel Rosa e Rodrigo F. Leão.

Começou de súbito
A festa estava mesmo ótima
Ela procurava um príncipe
Ele procurava a próxima

Ele reparou nos óculos
Ela reparou nas vírgulas
Ele ofereceu-lhe um ácido
E ela achou aquilo o máximo

Os lábios se tocaram ásperos
Em beijos de tirar o fôlego
Tímidos, transaram trôpegos
E ávidos, gozaram rápido

Ele procurava álibis
Ela flutuava lépida
Ele sucumbia ao pânico
E ela descansava lívida

O medo redigiu-se, ínfimo
E ele percebeu a dádiva
Declarou-se dela, o súdito
Desenhou-se a história trágica

Ele, enfim, dormiu apático
Na noite segredosa e cálida
Ela despertou-se tímida
Feita do desejo à vítima

Fugiu dali tão rápido
Caminhando passos tétricos
Amor em sua mente épico
Transformado em jogo cínico

Para ele, uma transa típica
O amor em seu formato mínimo
O corpo se expressando, clínico
Da triste…