Capítulo 8

Aquela semana fora mesmo umas das mais repletas na vida do nosso jovem Vitor; preenchida com festa (carnaval), comemorações com amigos (vestibulares), corações (cinema), reflexões sobre ficar com alguém: a fome de prazer da carne versus à sede de pureza do espírito! A despedida de sua cidade teve, em uma semana, história que poderia formar um livro. Agora era sábado de manhã. A família Bustamante tomava café e se preparava para a viagem a São Paulo, essa teria duas coisas muito especiais. A primeira que vamos dizer era o Chá de Bebê da grávida Ana. Ana já tinha por volta seus 25 anos e era irmã do Pablo, aquele grande amigo que havia sido aprovado pela seleção da USP em Comunicação Social... aquele que junto ao Daniel (também USP, jornalismo) formava a dupla de amigos mais vibrantes desse momento que narramos da vida do nosso Vitor. Ana era irmã de Pablo e, esses irmãos, eram filhos de Cristina. A mãe que possibilitara o segundo evento especial que aquela família, que tomava café antes de viajar, esperava para o dia. Cristina adotaria em sua casa o nosso jovem do interior e o ajudaria muito dando essa força no começo da sua vida na capital, na metrópole. Vitor sentiu de verdade o significado desse segundo evento quando olhou para o porta-malas do Volkswagen e deparou com apenas a sua mala, só ele estava indo para, indo para ficar. O Pai, a Mãe e o Irmão voltariam. Tardou um pouco a fechar o porta-malas olhando aquela fotografia e o sorrindo com o significado que ela trazia: o tempo não pára e a hora do próximo e mais importante passo havia chegado.

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Bustamante

Texto que escrevi e li como orador dos formandos de 2008 do curso de Comunicação e MultiMeios da PUC/SP

Tema da redação: Heróis reais