Segunda-feira

Há um dia em que se tem certeza das coisas improváveis,
devaneios infelizes da mente.
Quer-se fechar tudo o que abriu.
Para abrir coisas novas.
Filtrar com fino pente o que
nesse momento
chama passado
chama construido.

Há um dia em que se deixa de ser o que se é,
a transformação no que sai da boca.
Virar-se em mais externo que interno.
Para entrar-se em si depois doendo
Existir falsamente na fala
e, no pensamento,
ser real e indizível.

Há dias que nos traímos
contenção impossível do erro
E a palavra...
De tão incapaz de carregar sentimento
O leva mais completo a quem lê

Nesses dias
Não ligamos para os pés sujos de chão
Já cruzamos as pernas e estamos agora
em cima deles
sentados.

Comentários

Niara disse…
Nunca sei comentar essas coisas.... ai ai...

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Bustamante

Texto que escrevi e li como orador dos formandos de 2008 do curso de Comunicação e MultiMeios da PUC/SP

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