quinta-feira, agosto 31, 2006

A coisa mais linda

Ontem, quarta-feira, fui almoçar com o meu pai. Lá perto do trabalho dele. Fazia tempo que não nos víamos. Essa coisa de ir estudar fora de casa e, consecutivamente, viver um outro lugar. Minhas visitas à família são poucas nesses tempos letivos cheios de coisas para fazer com os amigos. Coisas da faculdade? Nem tantas.

Me atrasei para chegar porque resolvi ir de ônibus até o outro lado de São Paulo. Normalmente, vou o primeiro pedaço de ônibus, depois pego o metrô, mas botaram um ônibus novíssimo na linha: piso baixo, todo limpinho, motor silencioso. Como o mesmo ônibus que leva até o metro, também levava para a região do trabalho do meu pai, fiquei no ônibus curtindo como o transporte público quase deveria realmente ser.

Almoçamos conversando. As conversas são sempre boas, apesar de não serem o algo maior contido nesse tipo de encontro. O que está posto é toda a minha vida, toda a vida dele, vidas que eu vejo nos olhos do homem que me olha. Toda a dedicação, a sua realização pelo meu bem estar, a recompensa por mil esforços ter valido à pena. Meu velho era só felicidade – aquele sorriso transbordava orgulho ao mirar no filho cheio de barba (pois a deixará crescer para o show dos Los Hermanos e, talvez, a manterá para além disso) e mais alto do que ele.

A coisa mais linda foi a despedida. A coisa mais linda para mim. Nós parados numa esquina. Ele ia descer a rua pela calçada e eu ia atravessar para a outra. O abraço, ele desceu. Eu parei e fiquei olhando aquele homem caminhando vestido de terno, as mãos nos bolsos da calça. O via de costas, mas o tinha inteiro. A coisa mais linda. Ele encontra alguns colegas no caminho. Pára sorridente, cumprimenta-os e logo segue. Eu fiquei olhando o caminhar tranqüilo daquele homem de sapatos pretos. Olhando por um período mágico de tempo. Ele não me via olhando e eu o olhava a fundo, como poucos já o olharam. Até que ele entrou no prédio cinza e foi a coisa mais linda.

segunda-feira, agosto 28, 2006

segunda-feira, 28 de Agosto de 2006

Cá estou na internet. E estava enrolando uma semana para aparecer no blog. Talvez fosse a espera pela solidão necessária para esses momentos de escrita, talvez fosse por antes não ter posto uma música que inspirasse uma sensação de à vontade (ouço Zeca Baleiro - Por Onde Andará Stephen Fry?), posto uma música que tocasse o apartamento e não só os meus ouvidos através de fones (transformasse o ambiente), talvez pelo puro ato de estar exausto para algo que você não fez ainda, o que denominamos preguiça.

Aqui na Happy-ública tem internet agora. Discada, porém ilimitada. No pulsos. Yes linha ocupada. Yes e-mails, blogs e flogs. No more trabalhos de faculdade acabados antes da hora. É melhor ir para eles, mas, juro, antes de acabá-los, estarei aqui novamente.

Livro com uma mão não dá

Ler segurando o livro com apenas uma das mão não dá. É como fazer sexo ativo sem ter as duas mãos na parceira, não dá. E uma mão escondida s...