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Mostrando postagens de Julho, 2007

Visitante inusitado 2

Ontem, anteontem, esses dias... Ele me visitou inúmeras vezes. Fiquei feliz! Tudo ótimo em casa enquanto o recebia, sentava-se na mesa sereno como sempre, olhando-me, ensinando muita coisa, simplificando antigos problemas... Até que eu algum erro cometia. Na hora de servi-lo, por exemplo, e pronto! Por conta disso, pedia para que fosse embora, abria a porta sem nem mesmo olhar em seu rosto; ficando sozinho a pensar. Na casa, eu só, buscando o que deveria ter feito para julgar perfeito os atos meus, julgar perfeito o que preparo para lhe dar (nesses momentos escuros sempre me dá uma confusão danada, pois descubro que julgo perfeitos tempos em que não sei o que é julgar). Como eu pude errar um passo tão óbvio dessa receita? Eu pensava. Aí, nesses dias aprendi algo de toda a diferença. Ao invés de ficar andando pela sala, abrindo e fechando a geladeira, os armários, ir a cozinha e voltar e não pegar nada, não fazer mais do que coçar a cabeça durante o percurso em busca de algo que eu nem…

tree

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tree, upload feito originalmente por Flavs Paradise. Livro-me do livro fechando-o. E abrindo os olhos para o mundo ao meu redor, não compreendo. Como posso levar um outro tão grande e belo quanto em minhas mãos. As olho e, como não sei fazer a pergunta certa, elas não respondem, contudo se mostram inteiras a mim. É engraçado.

"...a todos que sofreram acidente no vôo da TAM"

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Capela das velas - Basílica (Aparecida-SP), upload feito originalmente por nlorena2008. Peguei a vela na estante e fui até meu pai que esperava no portão. Subimos a pé em direção a Basílica de Aparecida. Lá chegando, nos separamos. Ele foi conversar com um padre, comemorará 25 anos de casado amanhã; eu fui até a capela das velas. Pensei no acidente da TAM. Com a chama da vela vizinha acendi a minha, vela de sete dias. Como dói perder! Lembrei. Que os belos anjos tragam do céu o que é preciso na terra - mais uma vez. Oração. Que o manto azul cubra do frio os que agora tremem. Meu olhar fixo na chama. Em nome de um Deus, que é Pai, Filho e Espírito Santo. Olhar para cima e ver um crucifixo; muito mais que vê-lo, sentí-lo. O ar da capela das velas tem uma suave fumaça, que faz ali reinar mais belas as luzes do céu, quando é dia. À noite, só se vêem as luzes da terra - fazemos o possível. Era dia. O sol mandava o presente por entre as frestas artisticamente propositais da parede e todo o c…

Scrap

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E,
por opção dela,
quedam poesias em seu perfil

Uma de Quintana
outra de Drummond

Meus olhos rolam pelas verdades dos versos
Imagino se um dia direi assim
quando o que soprou nesses poetas
soprar também em mim

Minhas palavras ainda são novas
Dizem-me: envelheça, poetinha!
No depois se enxerga melhor a juventude
Você pode balançá-la e pesar seu valor...

Oras!
Mesmo que eu não tenha como dizer com esplendor
O que é tudo isso em minhas mãos,
Sinto
percorrer por dentro delas

Vem do coração

Obrigado pela inspiração, Nina

Crise?

-Crise?
-Pois é...
-Por quê?
-Não sei...
-O que acontece?
-Sinto-me distante de Deus.
-Como é isso? O que é estar perto?
-Com toda a descoberta e encontro no começo do ano eu estava divino! Sentia-me viver muito forte o plano espiritual. Sabia medir em cada coisa o que era e o que não era vontade de Deus: mil providências a todo momento. Mas parece que eu fui deixando de seguir a Sua vontade... Pode ser. Será um tempo de depuração? Suportar um mundo nos ombros, como diz o poema? Mas para que um único homem erga o mundo, é preciso que esse esteja vazio. Tá tudo dando certo de uma forma, mas uma forma vazia. Como um livro para colorir que está cheio de formas e esperando que a mãozinha da criança venha. Não adianta ter o mundo para colorir sem os lápis-de-cor. Lápis-de-cor... Lápis-de-cor são pessoas. Pessoas se encontram quando você está se desprendendo de você mesmo. Se você não está mais em si, pronto: não pode levar o mundo nos ombros, ele não é só seu. Existe o outro. Na verdade, ele é de…

OS OMBROS SUPORTAM O MUNDO

Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.

Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
...
A vida apenas, sem mistificação.

Carlos Drummont de Andrade

Sábado

Acordar nocauteado da semana ótima que foi recheada de cultura, aprendizado, novas pessoas, novos lugares, lugares comuns, vida que preenche a minha e a faz ser. Ah, sábado! Acordar bem tarde de propósito. Boiar um pouco na internet. Comer um pão de forma assistindo um programa porcaria enlatado na mtv, desses que enferrujam a feijoada da cultura nacional. Resolver cuidar da vida, trocar de roupa e ir ao supermercado só comprar chocolate, derivados e iogurte. Um pote de Toddy também porque tinha acabado. Mas esse eu não vou pôr na mochila. Deixar as coisas no apartamento e ir até o bar/lanchonete/restaurante da esquina comprar uma feijoada para almoçar. Aceitar a caipirinha free para tomar enquanto espero o moço montar o martitex. Sim, eu tenho garfo em casa, não precisa. Valeu. Tá aqui. Tomar o meio copo-americano da bebida nacional restante às pressas, pois o moço foi mais rápido do que eu. Nada bom somar pressa e álcool. Em casa, preencher o estômago da comida nacional. Divagar no …

Para m.

Enxergar a dimensão espiritual da vida esclareceu muita coisa para mim... Mas, às vezes, não quero as coisas esclarecidas, compreendidas; geralmente quando caio. Aí, fecho os olhos e só vejo esse organismo chamado mundo, sem sua alma. Mas, se os abro novamente, preciso de algo para me apoiar e manter-me em pé. Só há um lugar que pode nos manter assim, o chamo Amor.

Lina!

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Estava na rua Traipú às 18h e 10min no domingo passado. Quando ela atendeu o celular dizendo o seu Oiiiií... na sua voz meiga e sotaque coreano, o sorriso que nasceu em mim era fruto de lembranças e do contentamento em estar novamente diante de alguém muito querida.

RiNa Yoo (lê-se Linaiô) estudou multimeios por um ano na puc comigo, no primeiro ano do curso. Já fazia um ano e meio que não nos víamos.

Desde que entrei na faculdade, cada semestre mais parece um ano inteiro. Assim, parecia que não nos víamos a três anos. Mas, quando me cumprimentou, Lina rompeu o que a minha mente humana constrói e chama de “distância do tempo”. O novo encontro ligou-se ao último como quem une um novo novelo de lã e pode continuar a tricotar um presente que vai dar com tanto carinho. Como é bom poder sorver da taça da vida esses momentos!

Outra alegria me veio ao ver aquela tímida graça, que não falava português com a agilidade brasileira pouco tempo atrás e se reservava muito quando entre os numerosos col…