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Mostrando postagens de Novembro, 2007
Republico esse texto em homenagem aos meus Irmãos da Igreja Batista, que receberam de peito aberto esse católico que vos fala num fim de semana nada normal, dos mais emocionantes que se pode ter. Com um beijo especial para a Dani que me convidou! Que se viva um Mundo Unido!

Visitante Inusitado 2

Ontem, anteontem, esses dias... Ele me visitou inúmeras vezes. Fiquei feliz! Tudo ótimo em casa enquanto o recebia, sentava-se na mesa sereno como sempre, olhando-me, ensinando muita coisa, simplificando antigos problemas... Até que eu algum erro cometia. Na hora de servi-lo, por exemplo, e pronto! Por conta disso, pedia para que fosse embora, abria a porta sem nem mesmo olhar em seu rosto; ficando sozinho a pensar. Na casa, eu só, buscando o que deveria ter feito para julgar perfeito os atos meus, julgar perfeito o que preparo para lhe dar (nesses momentos escuros sempre me dá uma confusão danada, pois descubro que julgo perfeitos tempos em que não sei o que é julgar). Como eu pude errar um pas…

Fomos à Paulista dois - por ela mesma

"Ele falou para irmos para outro lado do largo poste na calçada, pois batia um vento da noite e ali estaríamos mais protegidos enquanto o sinal de pedestres não abria. Eu fiz que somente iria me proteger do forte vento que enunciava uma forte futura chuva, mas me escondi atrás do poste, esperando ansiosa para que ele se escondesse também e assim, tranformasse comigo, aquele instante ingênuo, num jogo lúdico simples e grande. Para mim, tudo que é tão singelo, é sempre tudo tantas coisas ao mesmo tempo..todo instante é sempre uma grande potencialidade para o esquecimento ou para o acontecimento. As pequenas coisas são sempre tão repletas de grandes coisas.Ou subjulgamos sua pequenez e a tranformamos em ordinárias, ou a vemos como oportunidades para serem inesquecíveis, mágicas, dignas de toda sua inutilidade e simplicidade, só por serem como são. Eu sabia que se ele aceitasse o meu convite, ele seria meu cúmplice para que aquele momento não fosse apenas mais uma espera pelo sinal. …

Fomos à Paulista

Falei para irmos para outro lado do largo poste na calçada, pois batia um vento da noite e ali estaríamos mais protegidos enquanto o sinal de pedestres não abria. Mas ela fez que foi e se escondeu atrás do poste graciosamente. Aquele chapeuzinho na cabeça, aqueles grandes olhos claros, aquela inocência na brincadeira infantil que desaba qualquer postura adulta socialmente construída em cada um de nós. Fugir um pouco dos olhos do outro nesse esconder e, sem ver, saber do sorriso e apreço de quem está buscando ali o que há de mais belo na vida. Continuar fugindo como criança, dando voltas no poste. Quem procurava, finalmente ser mais rápido ao dar uma volta por trás, sumir e, de repente, um susto! A brincadeira acabar num novo começo das palavras que não param de vir e dos risos que prosseguem junto aos passos na calçada. Passos de quatro pés de duas pessoas felizes de sorrisos que miram a adorável alegria dos que caminham juntos.

A mesma amiga me disse...

"Voa com a vida, abre as asas e voa... não te prendas às teimosias de uma mente que acha dominar o coração!"

E eu não quis mais pensar.

Palavras

"às vezes é melhor deixar a dúvida de um sentimento ser esquecida pelo tempo do que, pela teimosia do esclarecimento, vir um sofrimento...!"

Uma amiga me disse isso
E eu adorei a conversa

Outro amigo
acha que mais do que concordar
é importante como ponto de reflexão

Penso sobre as mensagens do incômodo