segunda-feira, fevereiro 25, 2008

As coisas que ela faz

Por mais que escreva das coisas que outros fazem, as que me dão gás para me erguer sempre que preciso, para me atirar no novo, são as coisas que ela faz.

Eu não sabia o que era o amor, que o amor podia ser assim tão bom. Soube depois que a minha alma criança pode repousar em seus braços de carinho, namorada.

sábado, fevereiro 23, 2008

Essa coisa que os outros fazem

A frase no post abaixo eu escrevi para o final de um slide de fotos, onde cada foto era a foto de uma criança olhando para a lente. Fotos de olhares. Olhares das crianças com as quais um amigo fez muito mais que um trabalho, fez grandes amizades. Montando o slide, os outros amigos que ajudavam a preparar a surpresa, falaram de pôr uma frase. Queriam que eu escrevesse, é do conhecimento geral dos meus amigos que eu gosto de escrever, mas fui procurar no google "olhar é" + frases. Não achamos algo que servisse. Aí, insistiram para eu fazer uma. Pensei na situação e sob a pressão deles algumas idéias foram vindo, mas com formas muito ruins na minha cabeça, porém que eu ia descartando e, buscando entender porque descartava, tentava novamente uma outra frase para expressar a idéia que queria. Até que eu cheguei nessa que vemos no post abaixo. Só depois de tudo pronto, muita complicação no computador e o já dvd gravado, eu fui ver a frase com olhos novos e gostei mesmo do que escrevi. Ainda mais pelo contexto do amigo, Rafinha, que irá ver as fotos das humildes crianças sorrindo para o olho de uma câmera que sabiam que no momento do clique era os olhos de quem as ama e com elas caminhou e caminha estando na felicidade.
A voz da gratidão está no olhar de quem é amado.

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

Quadra

Se perguntasses à pessoa certa,
certamente verias porta aberta.
Foste confiar em quem não presta,
agora bate a parede na testa!
sobre pedir informações para andar em São Paulo

sábado, fevereiro 16, 2008

Comentário de minha namorada sobre eu sobre rodas =)

Quando vivemos o momento presente, simples coisas são capazes de nos trazer
felicidade, ou quando fazemos isso, somos capazes de enxergá-las.

Nossa existência é complexa e não complicada. Nossos planos se tornam difíceis ou são abandonados porque nós adiamos sempre o primeiro passo, aquele que depende
apenas do nosso sim, o que incluiu nossa vontade, nossa coragem e determinação.

Lamentamos porque não sentimos mais a adrenalina de ultrapassar nossos
próprios limites, a sensação libertadora do risco e velocidade, o sentimento
entusiástico de se perceber que somos mais humanos do que pensamos, de que
podemos ser mais, pelo simples fato de termos rodinhas nos pés, e isso faz toda
diferença.

Fiquei um dia entusiasmada com um largo sorriso só de
visualizar os trajetos que meus olhinhos quase negros percorriam sobre 8 rodas
(4 para cada pé, alinhadas numa reta). Acompanhada de um sentimento de risco e
de "Ai, meu Deus! Esse menino é mais louco do que eu pensava!", outro sentimento
vencia todo o receio por ele e sua segurança, um sentimento de orgulho e de "E,
como eu gosto disso!".

Minhas palavras se resumiam a "Nossa!" a cada vez
que ele me falava que já tinha pulado por aquelas escadas, que já tinha descido
aquela longa íngrime ladeira, que já tinha pulado de cima daquele muro, que já
tinha despistado alguns seguranças com suas rodinhas, que já tinha se estourado
todo tentando fazer aquela manobra...e meus olhos brilhavam cada vez mais.
Dentro de mim apenas dizia: "Que máximo! Meu namorado anda de patins!"
Ju(liana)

terça-feira, fevereiro 12, 2008

Você se lembra?


Do you remember, upload feito originalmente por TomLA.

Eu olhei para essa imagem a tarde inteira - salvo que eu exagero às vezes. É linda! São lindos esses patins e me dão vontade de patinar novamente por aí. Desde que a cidade em que moro ficou gigante de repente, desde que me mudei para São Paulo, a minha vida sobre rodas ficou esquecida dos meus dias e só existente em lembranças e em vontades. Às vezes acontece de eu ver um patinador entre os carros. Um perigo, se diz! Uma alegria, vejo eu. Mas contudo não arrisco e não é essa a vontade que eu tenho. Eu patinava pela cidade no interior. É uma delícia fazer isso! Mas também patinava dentro de casa deslizando incontáveis manobras e combinações num cano firme de ferro feito sob medida. O meu corpo ia... Um impulso numa direção escolhida e lá ia ele! Magro, moleque, medindo até onde poderia ir sem que tivesse de dar outro impulso. Passeava com o cachorro a me puxar - isso foi raro. Escolhia ladeiras desertas de carros para descer e até pulava escadas. Era gostoso! Gostoso escolher se lançar e depois de lançado não ter mais volta. Meu corpo se mexia muito mais do que meus dedos num teclado. Ia de frente, de costas, de lado e de outro lado, pulando e girando e pulando girando, horário e ante-horário. A minha vontade agora é me mexer novamente. Uma vontade que se faz mais do que só vontade pois me põe em equilíbrio! Não era só equilibrar-me em pé sobre as rodas... Patinar era equilibrar a minha biologia, a minha vida. Está fazendo falta!

Livro com uma mão não dá

Ler segurando o livro com apenas uma das mão não dá. É como fazer sexo ativo sem ter as duas mãos na parceira, não dá. E uma mão escondida s...