A Vizinha - conto erótico

Toda vez que ela dizia "minha mãe saiu" no gtalk, eu pulava o muro e ia caçá-la em sua casa. Ela se escondia, a danada, para eu ficar doido a procurá-la, uma panela sempre chiava um feijão no fogão e eu tinha que achá-la rápido senão queimava a comida e a culpa era minha. Quando a encontrava, Ahhh, meu amigo, a apertava com os dedos fortes, beijava sua nuca erguendo seus cabelos encaracolados de morena brasileira brasileira. Passava-lhe a mão! Punha-a nos ombros como quem carrega a caça, dava uns tapas na sua belíssima traseira, mordia e a depositava na cozinha com um beijo de língua lânguido bem gostoso. Ela assumia o fogão, eu beliscava alguma coisa que já desse para botar na boca, sentava na mesa e abria uma cerveja. Ficava a observando com quem lambe até a última célula do corpo de uma deusa. Ela terminava e servia um almoço meio apressado no calor de um verão que eu nunca esqueci... Ah, e a mãe? Você pergunta. A mãe saiu! A mãe saiu e nem cheiro de Édipo.

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Texto que escrevi e li como orador dos formandos de 2008 do curso de Comunicação e MultiMeios da PUC/SP

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