Minha mão já perdeu a linha

Vi hoje, no centro cultural, um jovem casal
Ela pegou suas mãos em análise
Como a lua avalia um semideus na Terra

Ele, ser humano anormal, julgava-se casual
Ela com suas mãos em análise...
Como a luva que nunca acenará adeus e espera

Ela caçava nas linhas motivos simples
Como a paz balança as folhas de uma árvore

Ele encerrava no gesto todas suas dores
Como cores que imperam em atos sabores ávidos 

O rapaz olhou-a cheio de cachoeira
Ao que ela perguntou sobre as linhas, ele disse
"Minha mão já perdeu a linha ao pousar nas suas curvas"

Ao ouvir, não pude evitar o registo do bem quisto comentário
Mesmo num dia em que pareço estar com poeta de mim deixado no antiquário

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Bustamante

Texto que escrevi e li como orador dos formandos de 2008 do curso de Comunicação e MultiMeios da PUC/SP

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