Primeira declaração no caderno 1

Parece visível a mim a cadeia das coisas, como é visível a cadeia de ondas na praia. Hoje é o último dia das férias de 2012. Almoçamos no centro cultural com uma amiga. A última frase que havia escrito nesse caderno foi a da folha anterior: "Ter é deixar ir". Achei a frase como quem acha o sentido numa escolha que não pensou em fazer mas já está nela. Como foi difícil te ter, já que ter é deixar ir. Fiquei tão perdido que acabei na igreja a rezar e yoga. Depois fiz escrever. Como posso seguir na madrugada das horas dos tempos sem ti? É como se fosse num corpo sem sangue, vazio do coração que te entrego.

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Bustamante

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