sexta-feira, março 29, 2013

Instagram ou instangram?

Sempre falei instangram... Ontem quando fui ler o texto anterior no sarau no apartamento da Ana, percebi que lia errado e o certo é Instagram.
Eu pensava que instangram era a grama de um instante. As fotos de momentos leves pesando 1g.
Sei que alguns momentos pesam 1kg ou até uma tonelada. Torcemos que eles passem rápido. E nos deixem em paz. Mas os momentos que queremos viver, fotografar e postar no Instagram são instantes leves... E por serem leves instantes davam o nome a ferramenta de Instagram, o instante de uma grama.

quinta-feira, março 28, 2013

Instagram hoje não

Desde que estou com o celular novo tenho registrado algumas cenas no Instagram. Essas cenas têm um ar específico delas. É um ar ao contrário, que ao invés de eu inspirar, ele é que me inspira.

Com alguma sensação literária percorrendo a pele, fotografo e posto no Instagram. Acredito que a foto ficou ótima sempre.

Ontem eu estava entrando no metrô clínicas e havia um sanfoneiro tocando lindas músicas. Cena muito poética. Inclusive a aparência do músico me levava para as memórias do filme O Carteiro e o Poeta. Dei-lhe umas moedas. Andava devagar para ouvir por mais tempo aquela cena e não resisti: parei para ouvir. Era som de Cinema Paradiso. No fim de tudo, quando já ia embora e me virava para cumprimenta-lo antes de ir, pensei: Instagram! Mas não. Era a típica coisa que eu fotografaria porém eu estava tão inteiro ali que não me ligava a esse novo universo do compartilhamento que se instaurou no comportamento das pessoas. Essa ideia só veio no final. Aquele momento foi só meu e do músico, que ficou meu cúmplice depois da troca de moeda por arte. Gostei assim.

quarta-feira, março 27, 2013

Fim do dia

No fim do dia, paira uma aura de pedra pelos espaços do apartamento... Há dias em que essa aura é de uma ametista azul celeste. Há dias em que é a alma cinza de pedregulhos fragmentados. Pedras farelo granudo. Mas fique com a imagem da ametista azul celeste. A aura pauta o seu caminho para a cama, a maneira dos seus gestos. Modula as suas sensações pessoais antes de ultrapassar o portal para o sonho. Você, que tem o chão nos pés, a acessa por baixo. As mãos estão levando para cozinha o prato sujo de janta, que ficará na pia até o dia seguinte, e o papel plástico do chocolate, que vai para o lixo reciclável e, por isso, diminui a sua culpa insustentável indicando uma possível sustentabilidade. É a ação semi-depressiva, que fugiu para uma ilusão. No automático domínio do cotidiano, você dá a aura de pedra o poder de basear seus pensamentos. Mas no domínio de si, você a reforma. Cada pensamento é uma sinápse relampiando vontades nos ocos do mundo. Quando deita na cama, o prazer vem da antítese. Pedra vs. Colchão. As molas conversam com os músculos cansados, como esposas de maridos que chegaram, abandoram a fadiga e agora se estiram em braços femininos. Despidos de mundo. Limitados, livres e protegidos no íntimo. Dentro da letra "o" da palavra expressão "que bom!". Você adormece e a aura desaparece.

terça-feira, março 26, 2013

Oi

Olá, querida leitora! Vi que você veio falar comigo no gtalk mais de uma vez... E eu não respondi... Comprei um celular novo e me mostra online sem que eu esteja dedicado ao bate papo. Me desculpe.

Se aproxima a data do retiro espiritual para o qual você me convidou. Não poderei ir. Infelizmente.

Gostaríamos de estar em todos os eventos legais com as pessoas que gostamos.

Mesmo sendo poucas e simples, as nossas escolhas exigem de nós dedicação para bancá-las. Com o andar do tempo vamos refinando essa habilidade. Que o tempo sempre seja tempo e sempre ande.

segunda-feira, março 25, 2013

Minha Natureza Selvagem

Não sei dizer em idioma da ilusão que é a civilização. Na natureza Selvagem só existe a verdade.

Livro com uma mão não dá

Ler segurando o livro com apenas uma das mão não dá. É como fazer sexo ativo sem ter as duas mãos na parceira, não dá. E uma mão escondida s...