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Mostrando postagens de Março, 2015

Meu coração no mundo

Fica difícil para eu acompanhar essa intelectualidade densa das suas reflexões acadêmicas. Meu coração no mundo ainda é muito menor do que o meu coração no Espírito.

Pequeno no mundo, esse coração segura o potencial da mente, que ainda não foi, e dos braços, que ainda não foram. Abraços. Em alguns aspectos esse meu coração ainda é bem jovem e, mesmo já tendo sido maturado anos no vinagre das desilusões, muitas de suas partes ainda se mantém em conserva. Pode de vidro, tampado. Uma enormidade de células creem que sofrer é amar demais, ficam ouvindo Los Hermanos.

Que a psicanálise que alcança a mente pequena sempre tenha tato para as células tão singulares do coração e ajude na transformação desse sangue que me percorre e é a seiva espírito-emocional que possibilita a essência. Quero mais é nascimentos. Mais natureza e menos cimento. É hora de ir pro mato! Mente e braços.

Entrei no metrô e percebi a dádiva

Entrei no metrô e percebi a dádiva. Encontrava-me em um estado de espírito do qual estava com saudades, mas a intimidade com ele, por ser intimidade de melhor amigo, não criou distância entre nós. Ao revê-lo tudo voltou. Era como se nos tivéssemos visto ontem. Olhei para as pessoas e vi beleza em cada uma! Todos eram bonitos! Era como se a essência humana e espiritual de cada um estivesse simplesmente acessível. Assim como quando lemos um desses clássicos imortais da literatura universal e somos despidos das travas do olhar para enxergar a poesia existente na prosa dos fatos. Havia 40 poesias encarnadas ao alcance dos meus olhos e foi um estado de graça. A seiva da vida banhou meu sangue até os olhos. Recebi seu toque e tocado pude ir feliz com a paz para onde é minha toca, tocar o violão dos anjos internos criadores dos sonhos bons.

Para L.

Ah, que saudade desse fim de semana em que nossos corpos se encontraram e nossas vidas fluiam na harmonia de tudo, cachoeira de coincidências e bondade da Criação. Bondade da Criação há nos seios seus! Nos cabelo macios roçando-lhes ao lado, a superfície do seu corpo recebendo os olhos e dedos meus. Bondade em cada perna para percorrer o mundo em beleza feita em pé num ser que se chama "ah, que mulher". O gosto bom do entre elas, entra sai da minha boca ao deslizar salivas, que quando lembro tudo e te vejo inteira, pelada e disponível na minha frente, comanda minha garganta sem respeitar pensamento e faz sair de mim um gemido rouco e que de pouco a pouco me faz gozar de novo e de novo, de novo e de novo, na fractal em mandala que se formou na aura e se chama chacra de um dia que virou memória e reuniu desejos para realizar, os quais eu nem sabia que estavam lá.

Me perguntei se foi difícil para você também encarar o dia de hoje, 
o trabalho que não agrada tanto quanto vida …

Às vezes, vem um borbulhar

Às vezes, vem um borbulhar interno que a gente se sente vazio e as bolhas que estouram parecem contidas de vácuos. Outras vezes, vem um borbulhar que a gente se enche, as bolhas que estouram dentro parecem contidas de luz. Ora, o Ser é frágil ainda e se influencia por borbulhares do coração no estômago. Sim, acontece de o coração descer pro estômago e também acontece dele subir e quase pular pela boca, esquecendo-se dos conselhos soprados aos seus ouvidos na respiração calmante dos amigos pulmões. O Ser e os borbulhares... Quanta meditação ainda falta para que o primeiro retome o seu lugar e os borbulhares se apaziguem?

Se você quisesse chorar em São Paulo

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Se você quisesse chorar em São Paulo, sem ser na sua casa, qual chão da cidade escolheria para sustentar seu corpo choroso? Para onde você iria?



Carla LimaEu ja fui!  March 12 at 9:06pm · Unlike · 1