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Mostrando postagens de Abril, 2016

Carta para as minhas ex-namoradas

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(carece revisão, careço descanso: amanhã) Eu vou casar. Sim, um começo assim retumbante na carta de um ser que volta a falar. A conexão com papel, ao escrever, ao jorrar alma pela catarata das letras é similar a conexão com vocês. Que nela reste apenas a eternidade dos seres que somos, do encontro que já foi. As miudezas das mazelas humanas queimaram como incenso de cheiros azuis e violetas subindo em fumaça incolores... E descendo em cinzas indolores, a serem levadas pelo vento do dias. Feito relva andada. Ninguém larga a grande roda. Não se sabe onde é que andou. De tudo fica um pouco. Ficou um pouco em mim nos nascimentos meus que tive com vocês. Amo esses momentos. Ficou um pouco em vocês dos nascimentos que tiveram comigo... É sacrilégio unificá-las em um plural. Eu sei. Tão única cada experiência que nem encarnações poderiam ser suficientes para propor as diferenças. Mas o marco que se aproxima, a floricultura nova que eu estou abrindo depõem a favor da calcificação desse passad…