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Mostrando postagens de Janeiro, 2017

Labirintimiei

Labirintimiei no ritmo e signos e, no último verso, o chão, voraz, me tragou. Feito em água, e da água tendo vindo a erguer o barro, esse chão que se imensa e traga, me secou. Há coisas que não se podem dizer mas se podem mostrar e a poesia, por absurdo, não diz, mas mostra e com ela podemos saber, sentir, sem ter, com Ser. Não há ponte maior na Terra do que a arte. Não barco maior e mais poderoso do que signos. Neles vamos, neles habitamos tudo aquilo que somos e não pode ser dito mas derramamos!

Ondas vem

Ondas vem Pessoas superfície se deformam ao seu impulso. Algumas espumam, brilham como metal e do metal por sorte são só a ilusão do corte! "Nem tudo que aparenta ser é. Tudo que é é." Peixes, tartarugas de óculos, golfinhos marinhos, estrelas num chão que imita o céu.
O paraíso dos que são, o medo dos que não.
Ah, profundidade! Há profundidade! Há profundidade! Quando a onda passa,
na superfície vai a massa.
Um abacaxi só de casca.
De doce possível
apenas o ridículo de um açúcar união... Quando a onda passa,
Embaixo está a graça
De uma roupa que amassa
Amor possível
Dos que podem coração!
Se coração fosse para parar, não tinha ação no nome. Tinha azar. Se fosse em branco e preto, não começava com cor. Seria Xadrezar!