Saudade prévia

Na Happy-ública somos três meninos (Daniel, eu e Tiago) e duas meninas (Raquel e Carol). A relação é muito boa e o clima desse apartamento, a alma desse lugar encanta a quem o visita (a alma daqui é a soma do que há melhor na de cada um que por cá passou, seja em apenas uma visita, que deixa de ser “apenas”, ou em todo um semestre de faculdade). O próprio nome diz muito sobre nós, irmãos happy-ublicanos, e sobre a nossa amizade nesse espaço: Happy-ública.

A Raquel, professora de ensino fundamental e universitária, já nos disse que pretende viajar para fazer um curso de inglês no ano que vem. Gostamos muito dela. Eu já fui assistir alguma aula com ela na pedagogia, sabemos do seu grande amor e é com ela que divido boa maior parte do tempo que vivo aqui nesse apartamento. Me ajudou no primeiro arroz que foi feito na segunda-feira e na janta de ontem que foi arroz, bife (olha: primeiro foi salsicha, depois carne-moída e agora já estamos no bife; vamo lá, Vitão! A parmediana que te aguarde) e salada previamente temperada de alface e tomate. Ontem também foi "aniversário" de namoro meu com a Sheila, mas essa data especial merece outro post só para ela ou talvez uma carta exclusiva para a Sheila. Como era a data, contei para a Raquel, mais uma vez, sobre o meu começo com a Sheila e tudo mais que um namorado que muito se encanta com seu par pode suspirar; a Raquel me falou do seu primeiro beijo com seu "grande amor"; jantamos, arrumamos a mesa, liguei para Sheila... 40 minutos no telefone que passam como 3, é impressionante; a Carol chegou do trabalho, ficou ligando para seus perdidos irmãos que estavam a caminho da happy-ública e enrolados. Foram todos hoje ao playcenter, por isso dormiram aqui. Agora espero meus pais. Hoje é casamento do Paulo e eu serei padrinho.

A amizade com todos é muito grande, mas vejo que muitas vezes, por saber que a Raquel vai embora, a relação com ela é diferente. Por exemplo, o Daniel é meu grande brother há muito tempo e eu tenho certeza que vai ser até o fim do mundo, digo, que vamos nos ver sempre. A Carol tende a morar aqui ainda muito tempo bem como o Tiago. Sei que logo todos serão meus brothers há muito tempo, mas o Daniel sempre vai ganhar pela fase a mais que vivemos (antes da faculdade) e porque sempre será o que conheço a mais tempo, ah...! Inúmeros motivos. Me relaciono com eles sem pensar que um dia iremos nos separar. Nem tem porque pensar nisso. E, às vezes, é como se essa relação sempre tivesse existido. A idéia de eternidade. Mas com a Raquel existe o pensamento de que ela irá embora - e fico feliz com isso porque é o que ela deve fazer mesmo. Esse sentimento deve ser o mesmo que o meu irmão sentia quando soube que iria vir para São Paulo fazer faculdade, "sair" de casa. Não é a mesma coisa de quando nem a possibilidade disso passa pela nossa cabeça. O olhar o outro fica diferente. E a gente não pode dizer se queríamos ou não que isso acontece, pois é algo que não entra na esfera do querer. É apenas algo que é. O que bate no coração é que torceremos sempre para o bem viver de quem nos é querido, faz com nós existimos. No mais, com um grande sorriso acenamos boa viagem após termos dado um super abraço repleto de significados em quem amamos e está de partida.

Comentários

Niara disse…
Hmmm eu sei fazer pipoca na panela!!!!!

É triste mesmo quando as pessoas vão embora, lá na pensão já saiu tanta gente, sei lá, mesmo você ma conhecendo a pessoa é chato....

Bjsss

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Bustamante

Texto que escrevi e li como orador dos formandos de 2008 do curso de Comunicação e MultiMeios da PUC/SP

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