Chegando tarde em casa

Escrevi isso enquanto ainda morava com meu pai em São Paulo e meu irmão não tinha viajado pro Canadá.

Ouço um som do quarto. Cheguei e meu pai e meu irmão já dormiam. O som era música. Apartamento vazio de luzes, ruídos e palavras. Percebo que quando eu não venho dormir no apartamento meu irmão coloca música para dormir. Toca agora without do Silver Chair. Música que marcou minhas antigas vindas para São Paulo, quando eu ainda morava no interior e uma garota linda, criada em apartamentos me recebia na capital, como sendo a prima, dada a imensa amizade dos nossos pais. Ela cantava em inglês essa música e eu e meu irmão, que vinha junto, caipiras que éramos, ficávamos babando. Apaixonados. Ah, que lindo. Admiração absurda. rs

Assim que cheguei pensei que ainda não tinha comido... Estava certo. A fome quase cansada de tanto se manifestar ainda estava na porta da esperança. Para meu literal delírio uma panela de pressão no fogão esfriava de ter preparado o que eu vim descobrir ser a melhor declaração de amor de pai e filho do ano: uma carne com batata fenomenal feita por meu pai... Bênção! Que salvou minha noite!

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Bustamante

Texto que escrevi e li como orador dos formandos de 2008 do curso de Comunicação e MultiMeios da PUC/SP

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