Mas e a vida...

Ela é alegria, é, meu irmão. Quando voltamos pro peito e deixamos o leito da doce ilusão.

Falar, assim em verdade e em verdade, é tão complicado quanto viver é perigoso. E a Preguiça e o Medo? ...quando dão as mãos e se transformam num casal de praça de cidade do interior? O país da alma tem Caipiras nada Mazzaropis. Mas tem suas cachoeiras também. Transformando pedra em areia com o poder mágico que se espreme de um negócio chamado Tempo. Você insiste e aperta ele assim, que o feitiço pula. Pula porque o inacreditável é à vista, o cotidiano que vem nas prestações dos dias. O incrível vem em cash, meu amigo. Porque o que é real é rico e tem o todo o dinheiro do existir. Traz sobrando na carteira que vai enfiada no bolso esquerdo da frente da calça. O que é real não dá pra acreditar, pois nos acostumamos com a roda do candycrush caleidoscópico da ilusão. Deixar de ser criança não é pra qualquer um. E ainda pros que são, nunca é completo.

Venho pelos cantos internos de meus espaços musicais mais íntimos atingindo minha imperfeições. Eu miro o dardo da esperança na consciência mais plena e acerto ilusões. Miro na certeza de minhas qualidades orgulhosas e acerto imperfeições. E, dentro de mim, eu quero viver. Amar. E dar abraço de pele. Mas nudez é tão complicado quanto viver é perigoso. E a Preguiça e o Medo quando dão as mãos? Só com a mágica do tempo bem espremido... É que o orgasmo acontece. O músculo pula. E o corpo branda pro mundo indo nele se existir. Se esvai em líquido, sai da pedra brilhando excalibur. Puro, é nascente, é do rei bom e da lei correto. Impuro é até gostoso mas solitário e muito quebradiço. "Um" não faz multiplicação. E estar sozinho é ilusão, que eu já expliquei que não me serve.

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Bustamante

Texto que escrevi e li como orador dos formandos de 2008 do curso de Comunicação e MultiMeios da PUC/SP

Tema da redação: Heróis reais