segunda-feira, agosto 26, 2013
Ah, meus cabelos compridos
terça-feira, julho 02, 2013
Atenção
Manifestações 2013
O brasileiro tem o costume de por panos quentes nos conflitos para manter as situações "agradáveis", “apresentáveis”, “imagiiiiína...”, “a aparência é muito importante”, “...o que se passa dentro de nós? Depois a gente vê”. O show tem que continuar...! No movimento de manada do povo brasileiro costumava ser assim. Pra inglês ver era a nossa marcha automática, se tirarmos pela média. Mas, claro, o Brasil apazigua até onde dá. E, ainda, se acontece o conflito a tendência é a postura de “isso não é comigo”, “precisamos achar alguém em quem pôr a culpa”, “como eu tiro o meu da reta?”. Esses panos quentes acabaram chegando aos protestos depois do crescimento da manifestação, em São Paulo, no 5º Ato; o que o embrasileirou em sua maior parte. Ali, a máscara da polícia do estado já tinha caído, já tinha sido mostrado que a repressão é que destruía a cidade (gerando o vandalismo) e não o grito que bloqueia a ruas para poder ser ouvido, pacificamente e rudimentarmente bate depois que apanha.
Mas no caminho até aí, meu amigo, cheiramos gás lacrimogêneo, tomamos tiro de borracha, spray, bombas de efeito vencido... Contudo, nos mantivemos animados (cheios de alma), cada vez mais. Energia muito diferente da que se formou no meio da manifestação dos motivos múltiplos – válida, claro. Era assim: “Houve vandalismo mas ele é de uma terceira força, que não conhecemos, nem existe, não liga, deve ser os tais anarquistas, ninguém fala com eles, e a responsabilidade está lá, em qualquer outro lugar menos aqui!”, “esse conflito não é meu”.
Quando participei do primeiro confronto da polícia, entrei numa fissura depois que tudo acabou. Dada à nova experiência, adrenalina, sensação de pertencimento e querer se munir cada vez mais de entendimento - pesquisando na vivência da experiência recente e na internet. Fichas caindo a mil... “Não é a guerra que aparece na TV com seus enquadramentos escandalosos, é horrível mas dá para andar”. “A polícia do estado faz com que a depredação aconteça, manipula a situação, ataca quem está na paz e visa criminalizar o movimento – que absurdo essa verdade caindo dentro de mim!”.
A paz se constrói com a boa luta, para ser pacífico é preciso agir na construção da paz. Agimos! Ninguém suportará mais tanto desamor. Negamos a repressão, tacamos pedra na tropa de choque que ataca covardemente e fere nossa manifestação sob o motivo de manter a máquina exploratória dos transportes, que a alimenta. É um cão feroz e nós mexemos no seu prato. Ela abocanha nossos companheiros para o estômago de suas delegacias ilegalmente, com medo da fome... Reagimos para dizer, não só com as ideias, mas com o corpo (quase esquecido na civilização mental/virtual, mas presente na manifestação) que grita para quem está além do choque:
"Eu descobri que eu existo, porra! Quero usufruir dessa cidade. Solta ele! Pára de atirar! Não é você quem vai determinar como as coisas são, pois isso está errado por A + B e você se fudeu porque é óbvio, todos poderão ver! Seu medo em ser revelado na sua força egoísta faz com que você aja com troculência e, assim, se auto-revele. Mas esse tipo de revelação precisa sempre de um palco. Estamos nele! Em nosso caso, isso aconteceu! Montado para a sociedade do espetáculo. Um palco o mais cheio possível de iOlhos. O palco artéria! A Avenida Paulista! AHHHHHH... AHHHHHH... BOOOOOMMMM... BOOOOOMMMM ... Filho da Puta!".
A depredação de alguns símbolos foi importante para trazer energia para o movimento. Quebrar estação de metrô na Av. Paulista – símbolo dentro do símbolo – mostra que a coisa é séria, que há disposição em enfrentar os poderosos maquiadores da verdade. Ninguém ousa tanto por simples vandalismo, nesse dia teve mais autodefesa dos manifestantes colocando coisas na rua para atrasar o choque em sua caça do que depredação avulsa a isso. Porém a depredação foi positiva nesse início dos protestos! Foi ato político, com intensão ou não. Valeu! Lembre-se e entenda: foi ação dominó da truculência do choque, mas que nos beneficiou. Eu estava ao lado do cara que atirou uma mesma pedra no vidro da estação alto design da linha verde várias vezes até quebrar. Não senti a mínima vontade de reprimí-lo, não naquele momento, algumas pessoas tentaram apenas falando para parar. Hoje, eu ajudo e incentivo a reprimir a depredação, porque a ideia é outra.
Cheio de gás na face e finalmente acordado o suficiente para enxergar como a manipulação pela força acontece socialmente. A criminalização de algo bom. Você percebe que não é totalmente contra depredações. O que interessa é a arma política. Quebrar inicialmente chamou a atenção, disse que é sério: arma política. Não quebrar chamou mais a atenção, mostrou que viemos em paz: arma política. Não importa tanto quando são símbolos que podem ser refeitos (nunca vou apoiar depredar, por exemplo, o teatro municipal – mas estações de metrô? Mas ônibus? Porta de agência bancária? Que quebrem quando for necessário, quando isso for político), a mudança precisa dessas armas sendo usadas.
Ao invés das depredações serem postas a margem de tudo, quase com nojo, elas devem ser integradas como ações eficientes. Tanto a sua execução, quanto a sua não execução. Pois, planejadas ou não, são as fúrias que não dá para segurar, são as ações que a inteligência pode controlar.
Então, não se trata de uma ONG das boas ações politicamente corretas que se esparramou ajudando nisso, que estamos vendo agora. Elas vão ao ritmo da carroça que é o Brasil. Não foram maximizadas suas ações. Criou-se algo novo, que estava faltando e rompe o sistema estabelecido na exploração dos transportes. Com as portas abertas e as boas ideias plantadas na mente, o corpo do povo veio às ruas. Como declarou o MPL após a conquista da revogação da tarifa:
“O povo constrói e faz a cidade funcionar a cada dia. Mas não tem direito de usufruir dela, porque o transporte custa caro. A derrubada do aumento é um passo importante para a retomada e a transformação dessa cidade pelos de baixo.
A caminhada do Movimento Passe Livre, que não começa nem termina hoje, continua rumo a um transporte público sem tarifa, onde as decisões são tomadas pelos usuários e não pelos políticos e pelos empresários. Se antes eles diziam que baixar a passagem era impossível, a revolta do povo provou que não é. Se agora eles dizem que a tarifa zero é impossível, nossa luta provará que eles estão errados”
Um ladrão já foi bem atacado. A marcha, que continuará, fará os outros 39 ladrões se atacarem, se auto-revelarem e se auto-destruirem, pois não sobrevivem ao palco dos acontecimentos. A luta é por bastidores a serviço do povo, não a serviço da exploração do mesmo. Mas para isso as manifestações que não se auto-destruam antes, perdidas em ingenuidades. Os vampiros não suportam luz do sol que está nascendo e estão sendo trazidos para a rua. O Brasil está brilhando o ouro que nasce de suas próprias terras. Minha gratidão imensurável ao movimento que mudou o Brasil: Movimento Passe Livre, um professor do povo, que quer aprender e espero que realmente aprenda.
Vitor Bustamante, ex-povo-merda.
Nascido em 11.06.2013 como cidadão brasileiro ouro!
sexta-feira, maio 17, 2013
Chegando tarde em casa
Escrevi isso enquanto ainda morava com meu pai em São Paulo e meu irmão não tinha viajado pro Canadá.
Ouço um som do quarto. Cheguei e meu pai e meu irmão já dormiam. O som era música. Apartamento vazio de luzes, ruídos e palavras. Percebo que quando eu não venho dormir no apartamento meu irmão coloca música para dormir. Toca agora without do Silver Chair. Música que marcou minhas antigas vindas para São Paulo, quando eu ainda morava no interior e uma garota linda, criada em apartamentos me recebia na capital, como sendo a prima, dada a imensa amizade dos nossos pais. Ela cantava em inglês essa música e eu e meu irmão, que vinha junto, caipiras que éramos, ficávamos babando. Apaixonados. Ah, que lindo. Admiração absurda. rs
Assim que cheguei pensei que ainda não tinha comido... Estava certo. A fome quase cansada de tanto se manifestar ainda estava na porta da esperança. Para meu literal delírio uma panela de pressão no fogão esfriava de ter preparado o que eu vim descobrir ser a melhor declaração de amor de pai e filho do ano: uma carne com batata fenomenal feita por meu pai... Bênção! Que salvou minha noite!
domingo, maio 12, 2013
Dia das mães
sexta-feira, março 29, 2013
Instagram ou instangram?
Eu pensava que instangram era a grama de um instante. As fotos de momentos leves pesando 1g.
Sei que alguns momentos pesam 1kg ou até uma tonelada. Torcemos que eles passem rápido. E nos deixem em paz. Mas os momentos que queremos viver, fotografar e postar no Instagram são instantes leves... E por serem leves instantes davam o nome a ferramenta de Instagram, o instante de uma grama.
quinta-feira, março 28, 2013
Instagram hoje não
Desde que estou com o celular novo tenho registrado algumas cenas no Instagram. Essas cenas têm um ar específico delas. É um ar ao contrário, que ao invés de eu inspirar, ele é que me inspira.
Com alguma sensação literária percorrendo a pele, fotografo e posto no Instagram. Acredito que a foto ficou ótima sempre.
Ontem eu estava entrando no metrô clínicas e havia um sanfoneiro tocando lindas músicas. Cena muito poética. Inclusive a aparência do músico me levava para as memórias do filme O Carteiro e o Poeta. Dei-lhe umas moedas. Andava devagar para ouvir por mais tempo aquela cena e não resisti: parei para ouvir. Era som de Cinema Paradiso. No fim de tudo, quando já ia embora e me virava para cumprimenta-lo antes de ir, pensei: Instagram! Mas não. Era a típica coisa que eu fotografaria porém eu estava tão inteiro ali que não me ligava a esse novo universo do compartilhamento que se instaurou no comportamento das pessoas. Essa ideia só veio no final. Aquele momento foi só meu e do músico, que ficou meu cúmplice depois da troca de moeda por arte. Gostei assim.
quarta-feira, março 27, 2013
Fim do dia
terça-feira, março 26, 2013
Oi
Olá, querida leitora! Vi que você veio falar comigo no gtalk mais de uma vez... E eu não respondi... Comprei um celular novo e me mostra online sem que eu esteja dedicado ao bate papo. Me desculpe.
Se aproxima a data do retiro espiritual para o qual você me convidou. Não poderei ir. Infelizmente.
Gostaríamos de estar em todos os eventos legais com as pessoas que gostamos.
Mesmo sendo poucas e simples, as nossas escolhas exigem de nós dedicação para bancá-las. Com o andar do tempo vamos refinando essa habilidade. Que o tempo sempre seja tempo e sempre ande.
segunda-feira, março 25, 2013
Minha Natureza Selvagem
Não sei dizer em idioma da ilusão que é a civilização. Na natureza Selvagem só existe a verdade.
terça-feira, janeiro 15, 2013
Sonho
Mantenha aberto o seu piano
No outro dia, depois das visitas terem ido, pensei no seu piano fechado e gostei dele aberto. A vida pode ser tão cheia a ponto de nunca fecharmos o piano? Não pode, eu sei... Guardar beleza pode ter a sua função, como é apagar a luz para dormir. Mas abra sempre o seu piano, meu amor. É um prazer olhá-lo e... Faz mais sentido ele aberto! Sorrindo os dentes das suas teclas, respirando no pulmão das suas cordas e tem penteado o cabelo da sua tampa, um formoso topete. Mantenha aberto o piano.
sábado, janeiro 12, 2013
Não sei flutuar nas nuvens como você
Disparo como pífano pelos cômodos. Regos com as lágrimas escondidas e inúteis do meu fundo as suas plantas. Arrumo sua cozinha como quem arruma idéias. Lavo os panos de prato na máquina, omo multiação, e ponho pra secar a quente na secadora. A tentativa de girar calor nesse pequeno frio verdinho do sábado. Me perco dentro do amor e tenho a certeza que me encontro dentro dele. O que é do um sem o outro? Do um sem o outro é só saudade sob medida para 15 dias hospedando a eternidade. Nem foi e já quero pra ontem a sua volta!
Amo. Ana. A vida me concede amar. Amo mesmo! Quando voltar direi que carolinei pelos dias que passaram...
sexta-feira, janeiro 04, 2013
Déficit de falar
Teorizar num texto ainda é estar na fuga fácil que o silêncio proporciona. Falar é o melhor remédio nesse caso. Que ele seja tomado, mesmo que pareça ter um gosto ruim ou que sua picada dolorida cause um curto pânico.
Post de Natal no insta
É falado que Jesus ensinou o poder do perdão. Eu concordo. Mas penso que o perdão veio pelo motivo de honrar a vida. Não desperdiçar o grand...
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Tratando um pouco sobre o sobrenome que mais me sobressai Há um mês e seis dias atrás, o lucas amigo da incrível foto aí, deu uma comunidade...
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Poesia erótica, Seu Vitor? Os hormônios estão chegando nos dedos já? Alguém os atiçou! Não tenho dúvida, meu caro.