Que Saltimbanco você é?
quinta-feira, fevereiro 28, 2002
O primeiro contato foi na sétima série quando entrei na sala dele. Ele anda de roller, assim com eu, hoje estuda na minha sala, vai na mesma topic que eu, ele é "o gordinho". Ele não é gordo, mas é mais cheinho da turma. Ele é muito chato às vezes, mas muito mesmo. Eu queria tanto que ele deixa-se de ser chato comigo e com tudo mundo, mas quando você vai falar com ele sobre suas chatices, para ele ser mais legal, ele diz: "É o meu jeito, é o meu jeito". Porra! Ser chato não é jeito, é ser chato. Tudo quanto é novidade que você chega para falar para ele, ou ele fez e é bom nisso ou tem um parente dele que faz a algum tempo e já campeão no assunto. Sempre que vai falar algo que sabe ele eleva o tom de voz e quer passar superioridade. Ele também ta sempre arrumando rolo (briga) por causa do seu "jeito". Outra coisa também é ficar contando coisas chatas sobre, alguma gafe que você deu. Ele sempre quer expor a tudo mundo sua gafe e te ridiculariza-lo com isso. Dá muita raiva quando ele faz isso. Tinha tudo para eu ser o Paul e ele ser o Kavin, ou vise-versa, dos anos incríveis. Eu já desisti de tentar muda-lo, seria tão bom ele ser legal como os outros. Ele é um dos poucos caras que andam de roller em Aparecida, na verdade é o único que ainda anda, os outros todos pararam. Ele gosta de mim e eu também gosto dele, ele sabe ser legal, mas às vezes vem algo e eleva a voz e fica chato, ou alguma faz piadinha sem graça te pondo lá em baixo, se é que alguém me entende. Eu não estou aqui para julgar ninguém. Quem sou eu para isso? Nem sou psicólogo nem entendido no assunto. Espero que se ele ler isso ele tente melhorar um pouco. Seria muito bom ele ser um cara gente boa em tudo, e não só às vezes, poderia ser meu amigo mais "chegado".
Denis, se você leu isso, não leve a mau, encare como algo que pode te ajudar a crescer, você tem melhorado, mas não é o suficiente. Todos querem que você seja uma boa pessoa. Principalmente eu. Um abraço do te teu amigo Vitor, que só quer o seu bem. Gosto de você cara, só falta cortar alguns "jeitos" seus.
Vitor ouvindo Cássia Eller - Maluca
quarta-feira, fevereiro 27, 2002
Outra praia, outro descobrir. Um índio, que até então nem sabia que era índio, estendeu a mão e ofereceu a Cristóvão Colombo um tomate.
-Um pomo d'ouro! - exclamou o almirante, confundindo o fruto que brilhava ao sol novo da América com uma maçã selvagem. Depois examinou o fruto mais de perto e perguntou:
-Para que serve?
-Saladas - respondeu o índio. -Refogados. Molhos.
-Para o espaguete! - exclamou Colombo, compreendendo por que o destino o trouxera até ali. Lembrando que seu nono, em Gênova, vivia elogiando Marco Polo por ter trazido o espaguete do Oriente e sua nona dizendo que sim, o espaguete era bom, mas faltava alguma coisa. Sua missão estava revelada: numa só viagem, superara o Marco polo do nono e descobrira o que faltava na macarronada da nona. Ficou com o tomate.
-O que você me dá em troca? - quis saber o índio.
Não se sabe que língua falavam. A linguagem mágica dos grandes encontros. Não interessa.
-Dou em troca um dos produtos supremos da nossa civilização. Uma preciosidade. Um dos frutos da indústria que breve chegará aqui e transformará este mato em outra Europa.
E Colombo deu uma miçanga ao índio.
Colombo perguntou que outra novidade o índio tinha para lhe dar. Eo índio ofereceu uma batata.
-O que faremos com isso? - perguntou Colombo, olhando a feia batata com pouco entusiasmo.
O índio descreveu o futuro da batata,desde a sua importância na alimentação dos camponeses europeus em fomes ainda por vir até a noisette e as fritas. E Colombo botou a batata na algibeira e deu em troca uma moedinha de valor tão baixo que em vez da cara mostrava o joelho do rei. O que mais o índio tinha para lhe dar?
O fruto do cacaueiro, de onde sairia o chocolate. O índio descreveu o significado do chocolate para a história do mundo, especialmente da Suíça e da Bahia, e como seriam os bombons, e as barras recheadas com avelãs, e suspeita-se que tenha mencionado até a musse. E Colombo trocou o cacau por um espelhinho. Que mais?
Fumo! Em breve, todos estariam experimentando as delícias do tabaco e o novo hábito dominaria o mundo. E, para quem quisesse um barato ainda maior, o índio incuía a planta da coca junto com a planta do fumo em troca das contas que Colombo lhe oferecia. Que mais?
Milho, Aipim. Um papagaio.
-E isso que você tem na nariz? - perguntou Colombo, apontando para a argola de ouro.
-O que você dá em troca?
Colombo ofereceu mais miçangas, que o índio não quis. Outra moedinha. Comprimidos. Vale-transporte. Finalmente apontou sua pistola para a cabeça do índio e disse "Isto". E disparou. Depois deu ordens a seus homens para recolher todo o ouro à vista, mesmo que tivessem que trazer os narizes juntos.
Do chão, antes de morrer, o índio amaldiçoou Colombo e praguejou. Que a batata tornasse a sua raça obesa, que o chocolate enchesse as suas artérias de colesterol, que o fumo lhe desse câncer, que a cocaína o enlouquecesse e que o ouro destruísse a sua alma. E que o tomate - pediu o índio aos céus, com seu último suspiro - se transformasse em katchup e molho enlatado sem graça que estragasse o espaguete para todo o sempre. E assim aconteceu.
(Luis Fernando Veríssimo)
Vitor ouvindo O Trem
terça-feira, fevereiro 26, 2002
Conhecimento: S. m. 1. Ato ou efeito de conhecer. 2. Idéia, noção. 3. Informação, notícia, ciência. 4. Prática de vida; experiência. 5. Discernimento, critério, apreciação. 6. Consciência de si mesmo; acordo. 7. Pessoa com quem travamos relações.
Inteligência: S. f. 1. Faculdade de aprender, apreender ou compreender; percepção, apreensão, intelecto, intelectualidade. 2. Qualidade ou capacidade de compreender e adaptar-se facilmente; capacidade, penetração, agudeza, perspicácia. 3. Maneira de entender ou interpretar; interpretação. 4. Acordo, harmonia, entendimento recíproco. 5. Relações ou entendimentos secretos; conjulo, maquinação, trama. 6. Destreza mental; habilidade. 7. Pessoa inteligente.
Vitor ouvindo Cássia Eller - Música Urbana 2
segunda-feira, fevereiro 25, 2002
Acorda, dá um tapa no despertador, dorme mais cinco minutos, acorda, outro tapa no despertador, cochila cinco minutos, da outro tapa no maldito, sua mãe chama-te, vira-se na cama, fica com preguiça de descer, tem uma breve crise existencial, desci da cama, de imediato tira o rádio-relógio da tomada para não tocar mais uma vez, troca de roupa, desbébi, escova os dentes, bagunça mais o cabelo, vai comer a refeição matinal preparada com todo amor e carinho pela mamãe, suco e bananas em rodelas com aveia e mel (Não! Porra! Eu não sou gay, seus putos preconceituosos com quem come banana com aveia a mel e toma suco laranja de manhã), dá beijinhos em mamãe, pega o material de três toneladas e vai para a frente da casa esperar a topic, dá bons-dias para uma ou outra pessoa, chega a topic e vem:
Momento de revolta II: Porra de Topic!
É um saco pagar 60 paus de topic e ainda ir de quatro para a escola (Epa! Deixem-me explicar). Cê tá num lugar legal na topic, lá atrais que é o lugar que você tem que ir para não ficar descendo da escolar para os outros entrarem e não para de entrar gente na geringonça, até quando você vê tem quatro pessoas no banco de traz e você é umas delas, você fica mó encolhido, desconfortável, espremido, com a possibilidade das pessoas fazerem trocadilhos com você, chega torto na escola, podendo ficar meio mau-humorado durante alguns instantes, tem que alongar um pouco depois para poder voltar ao normal, isso é o cúmulo. Tá certo que é feito para ir quatro pessoas atrais, mas sempre tem o gordinho. O gordinho! Que além de chato é gordinho. Esse gordinho é “o amigo” do post do Ney Mato Grosso. Nada contra gordinhos, que isso? Só contra esse em especial, mas é que gordinhos ocupam mais espaço e a força centrípeta gerada numa curva pode te apertar ainda mais. E não acabou, isso não é o pior. O pior é quando seu pai não esquece de levar os disc-man para São Paulo e você é obrigado a ouvir "músicas" de uma "rádio" fuleira, pagodeira, sertanejeira, e mais "estilos musicais" que não merecem a minha citação por causa que a maioria da população topical prefere aquela rádio. Como ando meio revoltado: Vão se fuder maioria populacional da minha topic que gosta dessas coisas! Posso me arrepender depois, mas precisava fazer isso, estou melhor agora.
"Aja duas vezes antes de pensar"
Vitor
domingo, fevereiro 24, 2002
A globo é uma bosta mesmo. Acordo cedo, assisto tudo o programinha de esportes dela, ela passa a prova vertical de roller e não passa a de street. Porra! Bem a prova que o Caio tinha passado! O Mateus e o Vinícios não passaram para a final de vertical.
Quero deixar claro aqui que o que aquela reporter disse está errado, o Viba não é o único in-liner brasileiro que dá o 1080 graus, o Vinícios de Guará também manda. Eu vi com esse olhos que um dia serão decomposto por esse planeta azul. Meu amigo disse ter visto o Vinícios num canto da pista quando estava tendo a prova de bike street, mas eu não o vi.
Fiquei seco para torcer pelo Caio, que raiva! Ficou mostrando os cara lá atráz na pista, se aquecendo, mas aí eles não passam. Desgraçados! Pelo menos passaram o vertical de in-line. Nota 2,5 em matéria de patins in-line para a globo e 1260 para ESPN que é insuperável.
Vitor ouvindo Beatles
Cama carnal, alma calma
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