"Honras me alem da comesurabilidade, atribuindo grande sabedoria a minha pessoa"
Guiga
Comentários assim (repare na excelência do humor), aquele trecho do Primo Basílio postado aqui este mês, Alberto Caeiro e, o mais importante, enxergar a vida como se lesse um livro, que fazem o milagre do Vitor escrever algo que preste de vez em quando.
O triste é que Valéria não foi à aula após a produção de rebento das minhas viagens mentais -- será que está doente, meu deus? Apesar dos ruins, é isso que está me dando coragem para mostrar o texto para ela ou sei lá, qualquer coisa, e assim fazer com que uma das partes tome a atitude porque até agora somos os 99% platéia, ou seja, os que esperam um primeiro bater palma por causa de um medo bobo de sentir vergonha. Mas eu queria mostrá-lo de um jeito legal, sabe? Quando você diz: "É agora!" e tira o texto do bolso entregando-o e as palavras lhe abandonam, somem da sua boca para aparecerem no olhar e saltar dos seus olhos em mergulho penetrando no papel. Só que, realmente, Não é agora! Ainda é cedo.
quarta-feira, março 31, 2004
segunda-feira, março 29, 2004
domingo, março 28, 2004
Valéria
Sem dúvidas quando entramos em uma nova classe de alunos onde não conhecemos as pessoas, cria-se um interesse por alguém do sexo oposto que estamos por descobrir e sempre há expectativas e imaginações.
Sem dúvidas não é por apenas uma pessoa que ocorre esse interesse em cada um de nós. Num dia podemos projetar um futuro com tal criatura e até virarmos poetas nos nossos pensamentos, mas no outro, já há um outro alguém nos servindo de musa para os poemas.
Sem dúvidas isso aconteceu comigo. E ao mesmo tempo a uma garota que se senta lá na frente. Ah, ela era a minha musa e eu o príncipe dela. A situação perfeita para a realização da imaginação dos dois estudantes, que é a mesma, porém com lógicas diferentes que vão se desfazer perante a uma terceira, uma nova lógica que se criará quando todo for posto no plano da realidade.
Sem dúvidas nos interessa o nosso envolvimento e andamos imaginando vários futuros, juntos um ao outro, dias seguidos; transparecia nos olhares que compartilhávamos.
Sem dúvidas seria ótimo que algo acontece.
Era sábado e lá estava ela no show da Maria Rita. Nos encontramos e começamos a nossa conversa antes do início das músicas. Parecíamos bons amigos e o interesse, habitando a ambos, fazia com que a conversa fluísse como o riacho da aldeia, que carrega as folhas que caem com os novos assuntos e os leva para o mar de letras, onde as ondas são palavras, até que quebram explodindo suavemente frases nas praias do diálogo.
O show começou e quietos ficamos, mas não totalmente. Não nos privamos de nenhum comentário e ouvíamo-nos com uma atenção que de tão natural fazia com que as melodias e os ritmos se perdessem na trilha que leva à audição, ficando apenas harmonia servindo de paisagem as palavras do outro.
--Ela faz caretas iguais as da mãe dela nas notas difíceis; são engraçadas.
--Nossa, mas você não pode ter chegado a conhece-la, não é mesmo? Fala como se tivesse vivido um show da Grande Ellis - Valéria responde ao meu comentário que iniciou a última conversa salpicada de nervosismo que teríamos aquela noite.
--Mas eu vivi.
--Impossível! Você não tem mais de vinte anos.
--Vivi através dos meus pais que lá estiveram e sendo eu a continuação da vida delas, tudo fica dentro de uma vida só, a que está comigo. É tudo passado com as histórias que nos são contadas, com as perguntas que nos são respondidas, com os comentários sobre os documentários da TV, sobre as músicas... Não percamos o que nossos pais, avós... Viveram. Tragamos as vidas deles para da nossa e misturemos as nossas memórias.
--Ah, falou! Filósofo-poeta!
--(sorriso) Tudo bem, vou parar com isso. Queria ser filosofo e poeta, se é que alguém assim possa existir, pois tenho dúvidas se os poetas e os filósofos não são apenas classificações de algum outro substantivo, se eles são separados por causa das características: ciência e arte. Mas eu não me acho nem um nem outro. Sou apenas admirador dessas pessoas de idéias interessantes.
--Não seriam, o poeta e o filósofo, gêneros de pensadores?
--Acho que é exatamente isso! (pausa - olhamos para o show) J... (pausa) Já... Já te disse que o seu jeito... que você é uma gracinha? Que é muito bonita?
--E eu já te disse que também te acho bonito e que seu jeito singular me traz admiração, rapazinho?
Surpreendido levei a cabeça para trás sem levar junto os ombros ou o corpo que sofria a gravidade do calor do corpo dela. Nos olhamos. Prevendo o futuro. E a situação brincou com as nossas almas, jogando uma na outra, esticando-as em fios e embaraçando-as enquanto ria e se divertia. Nos aproximamos e os nossos olhos se fecharam.
O teu corpo moreno
Vai abrindo caminhos
Acelera meu peito,
Nem acredito no sonho que vejo
E seguimos dançando
Um balanço malandro
E tudo rodando
Parece que o mundo foi feito prá nós
Nesse som que nos toca
Escrito por Vitor antes do show
Sem dúvidas não é por apenas uma pessoa que ocorre esse interesse em cada um de nós. Num dia podemos projetar um futuro com tal criatura e até virarmos poetas nos nossos pensamentos, mas no outro, já há um outro alguém nos servindo de musa para os poemas.
Sem dúvidas isso aconteceu comigo. E ao mesmo tempo a uma garota que se senta lá na frente. Ah, ela era a minha musa e eu o príncipe dela. A situação perfeita para a realização da imaginação dos dois estudantes, que é a mesma, porém com lógicas diferentes que vão se desfazer perante a uma terceira, uma nova lógica que se criará quando todo for posto no plano da realidade.
Sem dúvidas nos interessa o nosso envolvimento e andamos imaginando vários futuros, juntos um ao outro, dias seguidos; transparecia nos olhares que compartilhávamos.
Sem dúvidas seria ótimo que algo acontece.
Era sábado e lá estava ela no show da Maria Rita. Nos encontramos e começamos a nossa conversa antes do início das músicas. Parecíamos bons amigos e o interesse, habitando a ambos, fazia com que a conversa fluísse como o riacho da aldeia, que carrega as folhas que caem com os novos assuntos e os leva para o mar de letras, onde as ondas são palavras, até que quebram explodindo suavemente frases nas praias do diálogo.
O show começou e quietos ficamos, mas não totalmente. Não nos privamos de nenhum comentário e ouvíamo-nos com uma atenção que de tão natural fazia com que as melodias e os ritmos se perdessem na trilha que leva à audição, ficando apenas harmonia servindo de paisagem as palavras do outro.
--Ela faz caretas iguais as da mãe dela nas notas difíceis; são engraçadas.
--Nossa, mas você não pode ter chegado a conhece-la, não é mesmo? Fala como se tivesse vivido um show da Grande Ellis - Valéria responde ao meu comentário que iniciou a última conversa salpicada de nervosismo que teríamos aquela noite.
--Mas eu vivi.
--Impossível! Você não tem mais de vinte anos.
--Vivi através dos meus pais que lá estiveram e sendo eu a continuação da vida delas, tudo fica dentro de uma vida só, a que está comigo. É tudo passado com as histórias que nos são contadas, com as perguntas que nos são respondidas, com os comentários sobre os documentários da TV, sobre as músicas... Não percamos o que nossos pais, avós... Viveram. Tragamos as vidas deles para da nossa e misturemos as nossas memórias.
--Ah, falou! Filósofo-poeta!
--(sorriso) Tudo bem, vou parar com isso. Queria ser filosofo e poeta, se é que alguém assim possa existir, pois tenho dúvidas se os poetas e os filósofos não são apenas classificações de algum outro substantivo, se eles são separados por causa das características: ciência e arte. Mas eu não me acho nem um nem outro. Sou apenas admirador dessas pessoas de idéias interessantes.
--Não seriam, o poeta e o filósofo, gêneros de pensadores?
--Acho que é exatamente isso! (pausa - olhamos para o show) J... (pausa) Já... Já te disse que o seu jeito... que você é uma gracinha? Que é muito bonita?
--E eu já te disse que também te acho bonito e que seu jeito singular me traz admiração, rapazinho?
Surpreendido levei a cabeça para trás sem levar junto os ombros ou o corpo que sofria a gravidade do calor do corpo dela. Nos olhamos. Prevendo o futuro. E a situação brincou com as nossas almas, jogando uma na outra, esticando-as em fios e embaraçando-as enquanto ria e se divertia. Nos aproximamos e os nossos olhos se fecharam.
O teu corpo moreno
Vai abrindo caminhos
Acelera meu peito,
Nem acredito no sonho que vejo
E seguimos dançando
Um balanço malandro
E tudo rodando
Parece que o mundo foi feito prá nós
Nesse som que nos toca
Escrito por Vitor antes do show
sábado, março 27, 2004
Estou indo ao show da Maria Rita
Se entrar no site, olha ali nos shows e procura o do dia 27, é nesse que eu...
Tá, mãe! Tô desligando o micro...
Se entrar no site, olha ali nos shows e procura o do dia 27, é nesse que eu...
Tá, mãe! Tô desligando o micro...
sexta-feira, março 26, 2004
Aí estão os blogs que eu visito! =D
cab | Ana | GPF | Pablo | Liana | Bloog | Guiga | Sushi | Oliver | *Dani* | Flávia | Danilo | Combo | Rubens | mechuta | BlogDPI | FelipeJB | Catarro Verde | Lucas Catón | Lucas - Plague | Propagandas | Blog do Tas | Instante Aterior | Aumenta Um | Pensar enlouquece
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quinta-feira, março 25, 2004
Ao Guiga e ao Danilo
Na verdade eu ainda não comecei a ler o Primo Basílio. Há uns dois anos atrás, quando meu pai comprou o livro, eu li a primeira página e desisti. Muito chato-complicado. Mas vamos ver agora se eu vejo o livro de uma outra forma; apesar muitos o ter como o mais chato para o vestibular -- Os Lusíadas não é mais, não? Aquele trecho que eu postei no dia 19, sexta-feira passada, nem fui eu escolhi, posso dizer. É o trecho que o Arnaldo Antunes declama na música Amor I Love You no cd da Marisa Monte que eu tenho. E eu já até o decorei de tanto que gosto.
Abraços, rapazes!
Na verdade eu ainda não comecei a ler o Primo Basílio. Há uns dois anos atrás, quando meu pai comprou o livro, eu li a primeira página e desisti. Muito chato-complicado. Mas vamos ver agora se eu vejo o livro de uma outra forma; apesar muitos o ter como o mais chato para o vestibular -- Os Lusíadas não é mais, não? Aquele trecho que eu postei no dia 19, sexta-feira passada, nem fui eu escolhi, posso dizer. É o trecho que o Arnaldo Antunes declama na música Amor I Love You no cd da Marisa Monte que eu tenho. E eu já até o decorei de tanto que gosto.
Abraços, rapazes!
quarta-feira, março 24, 2004
Aumenta um.
Estou lendo esse livro que, assim como alguns livros antigos que temos que ler para os vestibulares da vida, é publicado aos poucos, por capítulos. Está sendo escrito pelo Bruno Medina, tecladista dos Los Hermanos, e assim que um capítulo sai da minha impressora vai ouvir comigo Complainte De La Butte pouco antes do dia morrer no meu travesseiro. Música essa, da trilha do filme Moulin Rouge. Cantada em francês, se encaixa perfeitamente com a leitura do livro -- ou seria do capítulo? --, já que a história se passa em Paris. Confesso que estou apaixonado pela música e ando a ouvindo todos os dias. Francês é a língua que mais me agrada esteticamente.
Olhem esse trecho do livro, não da música: "(...)Entretanto com o passar dos meses Jean descobriu que Claire é uma daquelas pessoas apegada as palavras; gosta de dizer coisas fortes sem se preocupar muito com a conseqüência do que foi dito"
Eu acho que eu sou esse tipo de pessoa. Que sou como a Claire. Sendo assim, é preciso ter mais cuidado!
PS: Sempre que me vir usando -- como travessão lembre-se que eu roubei isso do Bruno.
Estou lendo esse livro que, assim como alguns livros antigos que temos que ler para os vestibulares da vida, é publicado aos poucos, por capítulos. Está sendo escrito pelo Bruno Medina, tecladista dos Los Hermanos, e assim que um capítulo sai da minha impressora vai ouvir comigo Complainte De La Butte pouco antes do dia morrer no meu travesseiro. Música essa, da trilha do filme Moulin Rouge. Cantada em francês, se encaixa perfeitamente com a leitura do livro -- ou seria do capítulo? --, já que a história se passa em Paris. Confesso que estou apaixonado pela música e ando a ouvindo todos os dias. Francês é a língua que mais me agrada esteticamente.
Olhem esse trecho do livro, não da música: "(...)Entretanto com o passar dos meses Jean descobriu que Claire é uma daquelas pessoas apegada as palavras; gosta de dizer coisas fortes sem se preocupar muito com a conseqüência do que foi dito"
Eu acho que eu sou esse tipo de pessoa. Que sou como a Claire. Sendo assim, é preciso ter mais cuidado!
PS: Sempre que me vir usando -- como travessão lembre-se que eu roubei isso do Bruno.
domingo, março 21, 2004
Senhor dos Anéis III
Finalmente eu vi -- aqui no interior os filmes chegam um pouco depois mesmo. Há três coisas que me chamaram a atenção:
-Por que os Orcs ficaram com medo, sendo que nos outros filmes eles eram criaturas idiotas assassinas sem medo?
-Por que os do bem usavam trajes antigos europeus e os vilões (aqueles ficavam nos elefantes gigantes) usavam trajes árabes?
-Por que a águia (símbolo americano) era do bem e o dragão (símbolo chinês, japonês...?) era do mal?
Deve ter sido tudo coincidência!
Outra: Por que o Frodo não beijou o Sam no final?
Mas, parando com a minha chatice, o filme é ducarallo. Fenomenal. Acho que mereceu todos os prêmios que ganhou. E, além de tudo, me deixou com vontade de ler o livro, mas tenho todos os da fuvest na frente e até lá já vou estar querendo ler outro.
Finalmente eu vi -- aqui no interior os filmes chegam um pouco depois mesmo. Há três coisas que me chamaram a atenção:
-Por que os Orcs ficaram com medo, sendo que nos outros filmes eles eram criaturas idiotas assassinas sem medo?
-Por que os do bem usavam trajes antigos europeus e os vilões (aqueles ficavam nos elefantes gigantes) usavam trajes árabes?
-Por que a águia (símbolo americano) era do bem e o dragão (símbolo chinês, japonês...?) era do mal?
Deve ter sido tudo coincidência!
Outra: Por que o Frodo não beijou o Sam no final?
Mas, parando com a minha chatice, o filme é ducarallo. Fenomenal. Acho que mereceu todos os prêmios que ganhou. E, além de tudo, me deixou com vontade de ler o livro, mas tenho todos os da fuvest na frente e até lá já vou estar querendo ler outro.
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