quarta-feira, maio 09, 2007

Vaga-lume

Estou a voar como um vaga-lume: ora cheio de luz, ora vazio Dela; ora olhando e querendo o que vem, ora olhando e querendo o que foi.

sexta-feira, abril 20, 2007

Guaratinguetá-SP - Hospital Frei Galvão

Dez dias se passaram desde aquela terça
Mais de dez mil vezes bateu meu coração
Mais de dez mil corações bateram ao meu redor em São Paulo, em Aparecida... Na Estrada
Todo o calor gerado tento trazer comigo agora
Inundar esse hospital palmo a palmo
De tudo carregar o melhor: o amor que Ele nos dá
Saber que o útero onde fui gerado e meu irmão
De minha mãe será tirado – Mioma
Quantas mãos se juntaram próximas a peitos quentes em oração

A Mãe do Vitor; a Professora Áurea; a Mulher do Agostinho; a Dona Áurea; a Mãe do Caio; a Tia Áurea; a Patroa da Fátima; a Irmã da Bel; Irmã do Carlinho; do Paulinho; a Tia Amarelinha; a Áurea do Agostinho... Irmã do Adriano; Madrinha da Fernanda; prima da Marivete que vive na varanda. Aquela que pega os alunos difíceis e os coloca no eixo; em um ano põe cinqüenta a ler e escrever, se encanta com eles, nos encanta com seus encantamentos; anima e recebe a todos em casa, é só lá onde muitos se encontram. Une a família, querida por todos.

Quantas mãos estão agora a cuidar dela
Enfermeiras, médicas, amigos, família... Oração
As mãos dos pedreiros que ergueram esse hospital
As mãos dos pesquisadores que descobriram medicamentos, tratamentos
Também cuidam de minha mãe
As mãos pequeninas que escreveram um bilhete de carinho a professora
As mãos que a batizaram
Também cuidam de minha mãe
As mãos humanas que plantaram
Que massagearam a Terra, que retribuiu alimento
Também cuidam de minha mãe agora, que está em jejum, anestesiada
As mãos de Deus que a fez, agora lapida mais o seu projeto trazendo do Céu o que é preciso na Terra

Ainda viajará muito mais, Mulher
Por esse mundo que Ele criou
Essa caminhada que só se faz a pé
Onde se encontra a Verdade, a Beleza e a Bondade

Com Fé

Seu filho
Vitor

terça-feira, abril 10, 2007

Às vezes, comprar a passagem pode ser o melhor da viagem

O Antonio Afonso foi comigo até a esquina. Despedimo-nos e entrei no metrô São Joaquim. Em pouco tempo estava no Tietê. Era quinta-feira da Semana Santa. Quando cheguei na rodoviária e parei um pouco para olhá-la, ver que, na verdade, a rodoviária são as pessoas em movimento e não o prédio estático, deslizei os polegares pelas alças da mochila que carregara o dia todo. Estampada em meu rosto estava a frase "Ir pra casa". Na covinha da minha bochecha estava a palavra "satisfação" disputando um pouco daquele espaço com a palavra "enfim". Até que eu vi que uma não anulava a outra e assim meu sorriso aumentou, a covinha também e as duas com espaço puderam ali dançar uma música em homenagem a harmonia.

Pensando que "enfim" nascia do desejo de chegar e que "satisfação" nascia de onde já se estava, andei até a fila do guichê para comprar minha passagem. Havia mais duas filas a minha direita e, em cada uma delas, uma mãe e, em cada mãe, duas pernas e, em cada par de pernas, uma filha que segurava a calça adulta com seus dedinhos pequeninos. Meus polegares novamente pelas alças da mochila deslizavam. Olhei para a primeira menina, que estava bem ao meu lado. Ela me olhou séria. Voltei. Olhei de novo com o meu sorriso estrelado por minha covinha. Pareceu que algum brilho refletiu no rosto dela e ela me sorriu. Segurando o sorriso, olhei para a frente como quem está fazendo arte. Estava na minha fila. Percebi a segunda menina me olhando. Um sorriso em mim, um sorriso nela. Cúmplices de um sorrir. As mães olhavam só para a frente, estavam em suas filas com o dinheiro na mão. Coisa de adulto. Eu, quando estava olhando para frente e com a carteira na mão, era só uma criança brincando de gente séria. Fazia isso para fazer graça com as duas. Comprar a passagem era o que menos tinha a minha atenção naquele momento.

Eu “sério”, virar o rosto de repente e pegá-las me olhando em flagrante. Ou, elas me pegando em flagrante, eu virar o rosto de repente e fingir estar sério continuando o meu caminho reto. A brincadeira deu a nós três um tempo totalmente diferente do que era o tempo para as outras pessoas nas filas, do que era o tempo que corria no grande ponteiro dos segundos no grande e pesado relógio da rodoviária. Um em cada fila estávamos todos num mesmo lugar e nele vivíamos intensamente. Conversando horas só com os olhos. Longos papos plenos e profundos. Nossos espíritos usando os nossos corpos. Como éramos grandes e leves ali.

Cada um havia chegado vindos de um lugar diferente e diferentes eram os destinos escritos nas passagens, diferente seriam os ônibus, os motoristas que nos levariam a diferentes locais, mas naquele momento era tudo um um. A união nas diferenças. Diferenciar e unir. Não dividir e misturar! Que força éramos nós três! Uma força única habitanto três pessoas naquele momento.

A menina que vi primeiro foi embora primeiro. Saiu quando eu estava sério com carteira na mão e quando a vi já estava de costas, ela saltitava feliz de mãos dadas a mãe, que não presenciara o nosso segredo. Aqueles pulinhos da alegria da menina eram fogozinhos de artifício que raiavam o meu coração iluminado. Trazer para a felicidade. A segunda menina eu não perdi de vista na despedida. Muito preocupada em manter o segredo, demorou um pouco para responder o tchau com a mão que havia lhe dado. Quando viu que ninguém estava olhando, com uma carinha tímida em seu um metro de altura, disfarçando, me respondeu com a mãozinha mais graciosa que já vi em uma criança. Aqueles cinco dedinhos apontavam para o que há de melhor no mundo, eram os raios de um círculo perfeito chamado amor e me entregavam o maior presente de todos mostrado a mim na palma daquela mão: a vida. Aquelas duas na quinta-feira... Saltinhos e dedinhos! Foi a coisa mais linda.

domingo, abril 08, 2007

Meu avô

Belmiro Bustamante Reis, meu avô, é o RETRATO do Jornal Lince em Aparecida no mês de março de 2007.

sexta-feira, março 30, 2007

Estrelas

Elas não sabem que brilham
Por isso não há orgulho ou barulho

Elas não sabem que trilham
Com isso muitos homens no escuro

A luz da minha vela
É o desejo estrela
Que aponta enfim
Ao infinito de mim

A luz que há em vê-las
É não querer tê-las
Simples assim
Sorriso sem fim

Se da visão esplêndida me molho
Se há razão em vê-las em seus olhos
Todas têm um nome
E sem elas não sou homem

domingo, março 11, 2007

Queria

Queria que ouvisse todos os trechos de música que canto interpretando o personagem da vida que sou
Queria que ouvisse todo o eu que é dito quando paro para falar sobre mim
Queria que ao telefone estivesse realmente entregue o que sentimos, sem abafos; desabafos
Queria que todo encontro nosso fosse uma terça-feira de manhã no jardim da saúde pública

Queria que me visse tentando correr atrás de Deus em todos os momentos de consciência
Queria que me visse falar com as pessoas e saber o que está por trás das palavras que solto

Queria que você visse o que os amigos me falam e o que aprendo com eles sobre mim e sobre os outros
Queria que você visse todos os momentos felizes que me esforço para viver e a comunhão com Ele que tenho neles
Queria que você visse todas as possibilidades que tenho e as escolhas que faço agora
Queria que você visse como enxergo as mensagens Dele em relação a cada escolha
Queria que você visse tudo o que escrevo para você e pensasse no que está detrás dessas palavras
Queria que você visse que quero te querer e por isso te quero como ninguém

Eu queria que você me visse dançar e assim seus olhos dançariam juntos embalados pela felicidade e alegria que posso viver

terça-feira, março 06, 2007

Amigos

Olhem o que me chega para fechar esse dia maravilhoso... Nossa! Que dia maravilhoso tive hoje! Acordei 6:20, li meu livro, e-mails, encontrei a Carol para fazermos trabalho de manhã, almocei bem, ensaiei músicas que cantarei amanhã na puc, digitei e imprimi as letras das músicas para as pessoas acompanharem, li textos grandes de e-mails, fui bem na aula de sintaxe visual no meu desenho a mão de tipografia, encontrei a Vi na paulista para receber pela happy o convite de sua formatura, ....... ..... ... ........!!!, jantei super bem, vim a pé da Paulista até em casa no Butantã. Corri um pouco também. Cheguei em casa e a Nati e a Camila estavam na cozinha fazendo pão de queijo. Liguei para os meus pais. Para as meninas do possível trabalho na faculdade. A Nati e a Camila me orientaram no bom uso da máquina de lavar, estou comendo o pão de queijo que elas fizeram e vendo meus e-mail. E, num deles, encontro isso aí embaixo! Que dia maravilhoso!

Amigos não são apenas amigos,
São manifestações do Amor,
São acesso ao transcendente,
Porta de entrada do meu profundo eu
São multiplicadores dos sentimentos,
Indicam o infinito.
Amigos me fazem Te experimentar
São protagonistas de milagres
Sem eles, Tu estarias ofuscado
Amigos são o brilho de Deus!
por Cristian Sebok

Obrigado Vitão (escrevi pensando em você)!
Cristian

domingo, março 04, 2007

Nunca se esqueça (a duas mãos)

Eis que recebo aqui um comentário da Argentina e tenho meus versos continuados por outras mãos. As mão femininas de Maria Ines, responsável pelo ARCOIRIS, amiga que me deu o prazer de recebê-la em São Paulo e conhecer o centro histórico da cidade nesse último janeiro quando visitou o Brasil. Esses novos versos são um prazer imenso para mim, um presente todo desprovido do lado material da nossa vida. Coisas que fazem o peito sorrir da bela e simples amizade! Obrigado, Ines! Alguém quer se juntar a nós e continuar o continuado?

Nunca se esqueça

Nunca se esqueça de se tornar a pessoa mais incrível que você conhece
Nunca esqueça de buscar conhecer as pessoas mais incríveis e, como elas, Viver
Nunca se esqueça de ver quem as pessoas são
Se esqueça completamente de olhar para o que elas não são
Assim, você sempre terá as imagens na retina do coração

Nunca se esqueça de adorar o Momento que você tem agora
Nunca se esqueça de dar uma mão ao seu próximo mais próximo
Nunca se esqueça de deixar uma marca no coração das pessoas com as quais você convive
Se esqueça completamente de pensar que você NÃO é capaz de Amar
Para assim poder ver milagres ao redor de você

sábado, março 03, 2007

Correndo

Estou correndo na noite
O corpo sua
O coração,
As pernas e
A mente
Não param

Estou correndo na noite
Sou todo seu
O coração,
As idéias
Da gente
Não param

Estou correndo na noite
O corpo sua
A inspiração
As idéias
A mente
Não param

Estou correndo na noite
Sou todo seu
Minha razão
Eu vou
Para frente
Não paro

Exigência

Parece que eu fiz errado
Ao agora com ela falar
Ahhh... Onde se quer chegar?

Só se caminha errado
Se em algum momento
Não se anda em direção
Ao lugar desejado

Medir as palavras e as minhas repostas
Achar que elas não levavam
Ao bom lugar

Não se sentir à vontade
Não se sentir Aquele Vitor Amor
Mas no fundo estar bem
Deus
Sorrir

Sentir-se errar
Mais não foi nada demais
No fundo se está bem
Deus

Você já pensou?
Já, pois ela pediu isso, claro
Já, pois pensei
Como seria?
Não seria bom
Para nenhum dos dois
Seria mentira
Seriam personagens
Pular do mundo e
Cair no palco do desistir
Insatisfeito eternamente

Que bom
Podemos escolher
Sorrir

Mensagem

Chega de escrever
Desligo o computador
E vou correr a noite quente!
Colhendo a brisa fresca

Não só alegria mas, FELICIDADE

Ontem me senti o mais sincero no e-mail que para ela escrevi. E ontem o Valter nos deu um texto o mais sincero em seu blog. Gostaria de fazer minhas as palavras dele, pois "Sei que estou vivendo basicamente uma situação como esta. A falta que sinto do meu amor me faz ESTAR sempre triste, mas SER cada vez mais feliz, pois, somente agora, percebo que posso realmente viver cada momento por ela, sem nenhum retorno humano, é um doar-me completa e gratuitamente" - Valter Hugo.

Cama carnal, alma calma

 Desci no quarto para fechar a janela porque havia começado a chover. Vi a cama aberta, as cobertas mais amontoadas e o lençol exposto... me...