Fica difícil para eu acompanhar essa intelectualidade densa das suas reflexões acadêmicas. Meu coração no mundo ainda é muito menor do que o meu coração no Espírito.
Pequeno no mundo, esse coração segura o potencial da mente, que ainda não foi, e dos braços, que ainda não foram. Abraços. Em alguns aspectos esse meu coração ainda é bem jovem e, mesmo já tendo sido maturado anos no vinagre das desilusões, muitas de suas partes ainda se mantém em conserva. Pode de vidro, tampado. Uma enormidade de células creem que sofrer é amar demais, ficam ouvindo Los Hermanos.
Que a psicanálise que alcança a mente pequena sempre tenha tato para as células tão singulares do coração e ajude na transformação desse sangue que me percorre e é a seiva espírito-emocional que possibilita a essência. Quero mais é nascimentos. Mais natureza e menos cimento. É hora de ir pro mato! Mente e braços.
quarta-feira, março 18, 2015
segunda-feira, março 16, 2015
Entrei no metrô e percebi a dádiva
Entrei no metrô e percebi a dádiva. Encontrava-me em um estado de espírito do qual estava com saudades, mas a intimidade com ele, por ser intimidade de melhor amigo, não criou distância entre nós. Ao revê-lo tudo voltou. Era como se nos tivéssemos visto ontem. Olhei para as pessoas e vi beleza em cada uma! Todos eram bonitos! Era como se a essência humana e espiritual de cada um estivesse simplesmente acessível. Assim como quando lemos um desses clássicos imortais da literatura universal e somos despidos das travas do olhar para enxergar a poesia existente na prosa dos fatos. Havia 40 poesias encarnadas ao alcance dos meus olhos e foi um estado de graça. A seiva da vida banhou meu sangue até os olhos. Recebi seu toque e tocado pude ir feliz com a paz para onde é minha toca, tocar o violão dos anjos internos criadores dos sonhos bons.
domingo, março 15, 2015
Para L.
Ah, que saudade desse fim de semana em que nossos corpos se encontraram e nossas vidas fluiam na harmonia de tudo, cachoeira de coincidências e bondade da Criação. Bondade da Criação há nos seios seus! Nos cabelo macios roçando-lhes ao lado, a superfície do seu corpo recebendo os olhos e dedos meus. Bondade em cada perna para percorrer o mundo em beleza feita em pé num ser que se chama "ah, que mulher". O gosto bom do entre elas, entra sai da minha boca ao deslizar salivas, que quando lembro tudo e te vejo inteira, pelada e disponível na minha frente, comanda minha garganta sem respeitar pensamento e faz sair de mim um gemido rouco e que de pouco a pouco me faz gozar de novo e de novo, de novo e de novo, na fractal em mandala que se formou na aura e se chama chacra de um dia que virou memória e reuniu desejos para realizar, os quais eu nem sabia que estavam lá.
Me perguntei se foi difícil para você também encarar o dia de hoje,
o trabalho que não agrada tanto quanto vida que recém viveu.
O almoço diferente do jantar na casa do amigo seu.
A conversa diferente da que teve entre os tantos terapeutas em volta...
Eu pensei e não se nota, que ao fechar a porta do domingo findo,
se afina o instrumento, nota a nota,
da imaginação presente nesse temperamento meu.
E o meu desejo maior é essa liberdade se manter
para quando eu me ver disponível na confiança da sua boa energia,
o mundo se alinhar e voltar a nos ter nos braços dessa entrega,
das coincidências e do apogeu do meu corpo no corpo seu.
Às vezes, vem um borbulhar
Às vezes, vem um borbulhar interno que a gente se sente vazio e as bolhas que estouram parecem contidas de vácuos. Outras vezes, vem um borbulhar que a gente se enche, as bolhas que estouram dentro parecem contidas de luz. Ora, o Ser é frágil ainda e se influencia por borbulhares do coração no estômago. Sim, acontece de o coração descer pro estômago e também acontece dele subir e quase pular pela boca, esquecendo-se dos conselhos soprados aos seus ouvidos na respiração calmante dos amigos pulmões. O Ser e os borbulhares... Quanta meditação ainda falta para que o primeiro retome o seu lugar e os borbulhares se apaziguem?
quinta-feira, março 12, 2015
Se você quisesse chorar em São Paulo
Se você quisesse chorar em São Paulo, sem ser na sua casa, qual chão da cidade escolheria para sustentar seu corpo choroso? Para onde você iria?
- Rosemeire Nobre Viaduto do chá...com uma tremenda chuva...p/lavar a alma kkk claro sem raio kkk
- Alecita Mauro Assistir um filme bem comovente e repleto de beleza, tipo " A vida é bela", ou um das antigas, preto e branco, numa sala de cinema aconchegante, como da Cinemateca, Cine Sabesp ou Cinesesc, onde pudesse fazer a minha catarse sem ser notada... E acompanhada por uma boa caixa de lenços de papel!!!
sexta-feira, fevereiro 27, 2015
Cautela, Mordaça
Se não te cuidares o corpo
Cuida teu espírito torto
Que teu corpo jaz perfeito
Se não te cuidares o peito
Cuida teu olho absurdo
Que teu peito tomba morto
Diante de tudo
Se não te cuidares, cuidado
Com as armadilhas do ar
Qualquer solto som pode dar tudo errado
CAUTELA (Paulo César Pinheiro)
Cuida teu espírito torto
Que teu corpo jaz perfeito
Se não te cuidares o peito
Cuida teu olho absurdo
Que teu peito tomba morto
Diante de tudo
Se não te cuidares, cuidado
Com as armadilhas do ar
Qualquer solto som pode dar tudo errado
CAUTELA (Paulo César Pinheiro)
terça-feira, fevereiro 17, 2015
Tristeza que veio
Quando me veio a tristeza, no meio de uma apresentação que assistia na cidade, a tratei como uma intrusa, como um miasma que precisava ser removido. Como algo que não fazia parte de mim. Foi difícil e demorou para eu aceitar que a tristeza nascia de mim, éramos a mesma natureza, eu era a pedra da sua água brotando. Tanta coisa melhor para brotar. Mas o que brota já foi filtrado, existe com pressão para a saída na superfície, seu florescimento é inevitável. A tristeza brotou. Eu não queria. Quando entendi, aceitei. Ao aceitar, ela fluiu com menos impecilhos em seu caminho. O peito sentiu seu borbulhar. Como era líquido, deixou menos espaço para o ar nos pulmões. O brotar não subiu para o rosto. Saiu direto pelo peito em algumas contrações musculares e pulsos magnéticos na caixa torácica, que pareceu uma TV chiando domingo a tarde esquecida por um corpo humano jogado no sofá e que vaga em sonhos e ilusões longe do mundo e ronca. Não pela vergonha de chorar em público evitou se verter em lágrimas, mas a naturalidade direcionou a tensão reta pela frente, pelo peito, pelo esterno, pelo chacra, pelos pêlos. Talvez atraído pela arte em palavras que estava a minha frente na apresentação de poesias, letras de músicas e literatura do Museu da Língua Portuguesa. A gravidade da arte puxou o que estava guardado; sem direcionamento, sem agendamento, sem projeto, foi direcionado, requisitado, evidenciado e concluído. Compreendi um pouco mais que arte liberta e dialoga com o invisível, mostrando-o sem mostrar, chorando sem chorar, respirando sem ar, vindo em onda sem mar.
quinta-feira, dezembro 25, 2014
Viver na noite de nós dois não dá. Já deu.
Às vezes, vou na contra-mão
Essa é a estrada sem chão
a que chamam Vão
...entre nós
Recheado de medo, ideias, ilusão
Nada conta nesse não
Basta(ria) abrir mão
...sermos nós
Eu te esperei pra ser eu
Eu te chamei pra ser seu
Mas eu corro, eu choro, eu morro em mim.
Entre o não e o sim.
Eu bato carro da persona propagada
Pra não sair desse lugar
Palco de mim
Romance em monólogo
Essa estrada é sem chão.
E eu a percebo com
Vista para o céu infinito,
Abro o paraquedas do amor e
Feito em pégaso posso e consigo ir
Apaixonado
Em fim...
Casar a vida de nós dois
É o futuro desse vôo
Inexiste o vão
É pra lá que vou
É pra lá que vôo
Vitoriso
Vencedor
Beijo você
Onde está a me esperar
Sublime
"Estive vivo sem viver
Mas não deixei de acreditar"
Essa é a estrada sem chão
a que chamam Vão
...entre nós
Recheado de medo, ideias, ilusão
Nada conta nesse não
Basta(ria) abrir mão
...sermos nós
Eu te esperei pra ser eu
Eu te chamei pra ser seu
Mas eu corro, eu choro, eu morro em mim.
Entre o não e o sim.
Eu bato carro da persona propagada
Pra não sair desse lugar
Palco de mim
Romance em monólogo
Essa estrada é sem chão.
E eu a percebo com
Vista para o céu infinito,
Abro o paraquedas do amor e
Feito em pégaso posso e consigo ir
Apaixonado
Em fim...
Casar a vida de nós dois
É o futuro desse vôo
Inexiste o vão
É pra lá que vou
É pra lá que vôo
Vitoriso
Vencedor
Beijo você
Onde está a me esperar
Sublime
"Estive vivo sem viver
Mas não deixei de acreditar"
quinta-feira, julho 03, 2014
Mas e a vida...
Ela é alegria, é, meu irmão. Quando voltamos pro peito e deixamos o leito da doce ilusão.
Falar, assim em verdade e em verdade, é tão complicado quanto viver é perigoso. E a Preguiça e o Medo? ...quando dão as mãos e se transformam num casal de praça de cidade do interior? O país da alma tem Caipiras nada Mazzaropis. Mas tem suas cachoeiras também. Transformando pedra em areia com o poder mágico que se espreme de um negócio chamado Tempo. Você insiste e aperta ele assim, que o feitiço pula. Pula porque o inacreditável é à vista, o cotidiano que vem nas prestações dos dias. O incrível vem em cash, meu amigo. Porque o que é real é rico e tem o todo o dinheiro do existir. Traz sobrando na carteira que vai enfiada no bolso esquerdo da frente da calça. O que é real não dá pra acreditar, pois nos acostumamos com a roda do candycrush caleidoscópico da ilusão. Deixar de ser criança não é pra qualquer um. E ainda pros que são, nunca é completo.
Venho pelos cantos internos de meus espaços musicais mais íntimos atingindo minha imperfeições. Eu miro o dardo da esperança na consciência mais plena e acerto ilusões. Miro na certeza de minhas qualidades orgulhosas e acerto imperfeições. E, dentro de mim, eu quero viver. Amar. E dar abraço de pele. Mas nudez é tão complicado quanto viver é perigoso. E a Preguiça e o Medo quando dão as mãos? Só com a mágica do tempo bem espremido... É que o orgasmo acontece. O músculo pula. E o corpo branda pro mundo indo nele se existir. Se esvai em líquido, sai da pedra brilhando excalibur. Puro, é nascente, é do rei bom e da lei correto. Impuro é até gostoso mas solitário e muito quebradiço. "Um" não faz multiplicação. E estar sozinho é ilusão, que eu já expliquei que não me serve.
segunda-feira, agosto 26, 2013
Ah, meus cabelos compridos
Aconteceu de, em certo momento do namoro,
A gente se intimar um pouco mais
As suas mãos treinaram em tesouras e
As dançou na minha cabeça
A meus meus cabelos cortar
Aprendeu como fazer e se
Apoderou da função
Aconteceu que você arte.
Aí, a gente ficou mal e grande os meus cabelos
Aí, você me deu o fora e eu entrei no guines book
Aí, só que não, a gente se acertou e estou já em versos a esperar.
terça-feira, julho 02, 2013
Atenção
O estado vai tentar, com a sua polícia, transformar tudo em um caos que assusta. É isso que ele sabe fazer: pôr medo no povo, para fique feliz ao ser o que dá para ser, com o que sobrou da má administração e roubos constantes dos políticos safados. Ele usa a televisão e outras mídias para manipular... Ou então ele vai incentivar o carnaval. Perceba quando você assiste TV que as manifestações vão parecer um caos assustado ou um carnaval festivo. Tudo para que deixe de ser algo político, para que seja dissolvido. Quanto mais na rua estivermos, mais vamos aprender a protestar. Discutindo com amigos nossas opiniões e nos (in)formando.
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