sábado, janeiro 23, 2016

Bróquiflix & Star Wars


Nessas semanas de agora assisti o bilionário e tão falado novo Star Wars, no super cinema do JK Iguatemi, IMAX pipoca plus e tudo mais size size, e também assisti mais dois outros filmes no Netflix. Todos valeram muito. Mas os dois do Netflix mexeram mais comigo, muito mais.
Comparando com alimentos, me nutre em partes muito mais importantes a reflexão e do que o mainstream, embora eu não o dispense nas minhas escolhas. De forma que se eu fosse mulher iria ligar muito mais para intelectualidade e espiritualidade de um rapaz do que para o tamanho da sua pica, embora não dispensasse... Assisti A Onda, filme alemão embasado em uma história real que mais me fez absorver o significado da palavra fascismo e me deu muita clareza sobre a nossa bancada evangélica radical boiando na política do país e explodindo os seus rojões. Porém, indo mais além na reflexão gerada pelo filme, todos estamos em alguma onda, alguma cultura, e a única liberdade real é se iluminar. Descobrir que a única coisa que você é: esse momento. O que você é? Você é esse momento em que você está lendo facebook. Você é um momento, nada mais. A música só existe quando é tocada. Mas para aprofundar minha reflexão sobre A Onda sorvi das maravilhosas falas contidas no filme Poder Além da Vida, que conta a história real de um atleta olímpico que encontra um homem liberto. Recomendo a assistição desses dois filmes. Principalmente a você que fica 10 minutos rodando no Netflix até escolher alguma coisa pra ver. O Netflix é mais nutritivo com brócolis do que com sorvete. O que não significa uma sugestão de dispensa da bondade térmica e gustativa da guloseima num dia de calor. Entendo que a mini árvore toda verde não terá tronco suficiente para gerar dentro de você a sombra para uma refrescância merecida.
Obs.: Estou lendo Carpinejar.
"Não reagimos bem à felicidade do outro simplesmente porque ela ameaça nossa tristeza" Carpinejar

A Máquina - Padre Fábio de Melo (Programa Completo)





Fabrício Carpinejar entrevistando Padre Fábio de Melo
é um brócolis clerical respondendo a um liberto girassol de parmesão
(disfarçado de outdoor humano - urbano). Nunca imaginei esse encontro...
mas, ao vê-lo, senti faltar alguém equilibrista bambo de metais curtos.
Pois a dupla não dinamizou a estética mercurial e salina da marchinha
antropofágica da cumplicidade. Carnaval a dois não mantém o abraço
lateral da amizade, falta mais alguém para ser turma... Já sei, já
sei!!! Faltou foi eu!



"O seu equilíbrio está justamente na parte que está precisando de mudança" Padre Fábio de Melo



terça-feira, setembro 08, 2015

Sentimento

Vestido na pele crua dos fatos vividos
Vai um lado que pesa e outro que flutua
Verdade entra e vai, verte, verde, fluída, desvestida
A enxurrada invade os bancos da minha igreja interna na inundação
A luz explode em vitrais mandalas consteladas
Atravessa a água, se mistura e eu desterro
Me ergo dos sonhos e sou um sopro, um ego
Respiro o que vem do imediato e caminho
De tudo fica um pouco no não sei onde do corpo
O corpo é outro
O toque é necessário para quem quer ter lembranças
Munido de mim mesmo eu vou
Vivenciando sinais
O Ás dos dias
Joker descartado
Liberto em único um
Me encontro e, por me encontrar,
Sou também coração

segunda-feira, junho 22, 2015

Era gravíssimo!
O descompasso havia sumido
O amor não lhe deixava espaço

Era gravíssimo!
Voava um sanhaço azul pégaso
Cada vez que lembrava do abraço

Era gravíssimo!
Ansiedade queria o faço nó de aço
No fácil infantil do apego, pondo a coisa em dúvida

Era um erro!
Em cidade orgânica aqueles dois
Deixar o amor pra depois, em recusa a dádiva

Era um acerto!
Sorrir e ir, no ir e vir, ir e vir do encontro pois
Amor que vem deixar entrar e vê-lo andar nos trilhos da legitimidade

Era uma paz!
A intimidade plena em terras de verde
Sementes do livre brotando de cada mão

[...]

Espero ao longo do encontro
ir de trem com você
passando por cenários da vida e
cruzando o não-tempo do Amor

domingo, junho 07, 2015

Me apaixonei pelo fogo

Estou no sítio da Edna, amiga dos meus mais e, por conseguinte, minha. A sala é dividida em dois ambientes, um com o sofá, tapete, livros, janela e cômoda, o outro ambiente da sala contém a mesa de oito lugares, de madeira, estilo antigo, uma porta de vidro pro quintal. No meio dos dois ambientes, está uma lareira de centro. Linda e que aquece a casa quando ligada. Hoje assumi um pouco mais a responsabilidade sobre o fogo. Como bom novato, na hora que peguei o jeito me empolguei. rs. Ficou um fogão e todo mundo tirou a blusa por causa do calor. Estamos eu, meus pais, a Marcia e a Edna. Por causa do calor, mudamos para a cozinha ao lado. rs. 

Meu signo e ascendente são do elemento fogo, Sagitário com ascendente em Aires. Ainda não sei bem direito o significado misterioso dos signos mas sei indireito o suficiente pra conversar sobre os arquétipos. Não sei se por causa da minha astrologia no elemento, mas provavelmente não... Em certo momento, me dei conta do fogo em seu ser. Hipnotizado, me vi conversando com ele num diálogo de almas. Muitas vezes imaginei a alma como fogo em luz. A imagem do que seria o espírito, seria fogo espiritual. Um outro estado da matéria, indefinido como o fogo e muito próximo a ele. Quando olhei o fogo e o reconheci, era como se eu o sentisse queimando dentro de mim, atingindo minhas memórias, estando nelas, se gravando naquela hora na minha lembrança, estando totalmente presente. Me apaixonei! O momento durou alguns minutos e logo vieram os pensamentos, a comunicação trivial com as pessoas, a organização de pequenos objetos e o fogo foi saindo do protagonismo em mim e voltando para a composição do ambiente. Ficou lá, e lá ficará nessa minha história a levar pelos anos. No ambiente que ele ajudava a compor, ficou, e também com o seu poder reconhecido pelo meu eu-alma, sabido das coisas da vida e da natureza, sabido que não sabe nada, sabido que há coisas que não se podem dizer mas estão lá como um fogo, encantando e aquecendo. Percorrendo as madeiras comunicáveis e irradiando o seu calor sobre o qual não conseguimos dizer palavras, mas com a luz dos olhos confirmamos a existência quando o reconhecemos e olhamos para alguém que também está reconhecendo, naquele momento, o indizível. Cúmplices do que não sabemos mas temos certeza.

quarta-feira, março 18, 2015

Meu coração no mundo

Fica difícil para eu acompanhar essa intelectualidade densa das suas reflexões acadêmicas. Meu coração no mundo ainda é muito menor do que o meu coração no Espírito.

Pequeno no mundo, esse coração segura o potencial da mente, que ainda não foi, e dos braços, que ainda não foram. Abraços. Em alguns aspectos esse meu coração ainda é bem jovem e, mesmo já tendo sido maturado anos no vinagre das desilusões, muitas de suas partes ainda se mantém em conserva. Pode de vidro, tampado. Uma enormidade de células creem que sofrer é amar demais, ficam ouvindo Los Hermanos.

Que a psicanálise que alcança a mente pequena sempre tenha tato para as células tão singulares do coração e ajude na transformação desse sangue que me percorre e é a seiva espírito-emocional que possibilita a essência. Quero mais é nascimentos. Mais natureza e menos cimento. É hora de ir pro mato! Mente e braços.

segunda-feira, março 16, 2015

Entrei no metrô e percebi a dádiva

Entrei no metrô e percebi a dádiva. Encontrava-me em um estado de espírito do qual estava com saudades, mas a intimidade com ele, por ser intimidade de melhor amigo, não criou distância entre nós. Ao revê-lo tudo voltou. Era como se nos tivéssemos visto ontem. Olhei para as pessoas e vi beleza em cada uma! Todos eram bonitos! Era como se a essência humana e espiritual de cada um estivesse simplesmente acessível. Assim como quando lemos um desses clássicos imortais da literatura universal e somos despidos das travas do olhar para enxergar a poesia existente na prosa dos fatos. Havia 40 poesias encarnadas ao alcance dos meus olhos e foi um estado de graça. A seiva da vida banhou meu sangue até os olhos. Recebi seu toque e tocado pude ir feliz com a paz para onde é minha toca, tocar o violão dos anjos internos criadores dos sonhos bons.

domingo, março 15, 2015

Às vezes, vem um borbulhar

Às vezes, vem um borbulhar interno que a gente se sente vazio e as bolhas que estouram parecem contidas de vácuos. Outras vezes, vem um borbulhar que a gente se enche, as bolhas que estouram dentro parecem contidas de luz. Ora, o Ser é frágil ainda e se influencia por borbulhares do coração no estômago. Sim, acontece de o coração descer pro estômago e também acontece dele subir e quase pular pela boca, esquecendo-se dos conselhos soprados aos seus ouvidos na respiração calmante dos amigos pulmões. O Ser e os borbulhares... Quanta meditação ainda falta para que o primeiro retome o seu lugar e os borbulhares se apaziguem?

quinta-feira, março 12, 2015

Se você quisesse chorar em São Paulo

Se você quisesse chorar em São Paulo, sem ser na sua casa, qual chão da cidade escolheria para sustentar seu corpo choroso? Para onde você iria?


sexta-feira, fevereiro 27, 2015

Cautela, Mordaça

Se não te cuidares o corpo
Cuida teu espírito torto
Que teu corpo jaz perfeito

Se não te cuidares o peito
Cuida teu olho absurdo
Que teu peito tomba morto
Diante de tudo

Se não te cuidares, cuidado
Com as armadilhas do ar
Qualquer solto som pode dar tudo errado



CAUTELA (Paulo César Pinheiro)



terça-feira, fevereiro 17, 2015

Tristeza que veio

Quando me veio a tristeza, no meio de uma apresentação que assistia na cidade, a tratei como uma intrusa, como um miasma que precisava ser removido. Como algo que não fazia parte de mim. Foi difícil e demorou para eu aceitar que a tristeza nascia de mim, éramos a mesma natureza, eu era a pedra da sua água brotando. Tanta coisa melhor para brotar. Mas o que brota já foi filtrado, existe com pressão para a saída na superfície, seu florescimento é inevitável. A tristeza brotou. Eu não queria. Quando entendi, aceitei. Ao aceitar, ela fluiu com menos impecilhos em seu caminho. O peito sentiu seu borbulhar. Como era líquido, deixou menos espaço para o ar nos pulmões. O brotar não subiu para o rosto. Saiu direto pelo peito em algumas contrações musculares e pulsos magnéticos na caixa torácica, que pareceu uma TV chiando domingo a tarde esquecida por um corpo humano jogado no sofá e que vaga em sonhos e ilusões longe do mundo e ronca. Não pela vergonha de chorar em público evitou se verter em lágrimas, mas a naturalidade direcionou a tensão reta pela frente, pelo peito, pelo esterno, pelo chacra, pelos pêlos. Talvez atraído pela arte em palavras que estava a minha frente na apresentação de poesias, letras de músicas e literatura do Museu da Língua Portuguesa. A gravidade da arte puxou o que estava guardado; sem direcionamento, sem agendamento, sem projeto, foi direcionado, requisitado, evidenciado e concluído. Compreendi um pouco mais que arte liberta e dialoga com o invisível, mostrando-o sem mostrar, chorando sem chorar, respirando sem ar, vindo em onda sem mar.

quinta-feira, dezembro 25, 2014

Viver na noite de nós dois não dá. Já deu.

Às vezes, vou na contra-mão
Essa é a estrada sem chão
a que chamam Vão

...entre nós

Recheado de medo, ideias, ilusão
Nada conta nesse não
Basta(ria) abrir mão

...sermos nós

Eu te esperei pra ser eu
Eu te chamei pra ser seu
Mas eu corro, eu choro, eu morro em mim.

Entre o não e o sim.

Eu bato carro da persona propagada
Pra não sair desse lugar
Palco de mim
Romance em monólogo

Essa estrada é sem chão.
E eu a percebo com
Vista para o céu infinito,
Abro o paraquedas do amor e
Feito em pégaso posso e consigo ir
Apaixonado
Em fim...

Casar a vida de nós dois
É o futuro desse vôo
Inexiste o vão
É pra lá que vou
É pra lá que vôo
Vitoriso
Vencedor
Beijo você

Onde está a me esperar
Sublime

"Estive vivo sem viver
Mas não deixei de acreditar"