quarta-feira, janeiro 18, 2017

Labirintimiei

Labirintimiei no ritmo e signos e, no último verso, o chão, voraz, me tragou. Feito em água, e da água tendo vindo a erguer o barro, esse chão que se imensa e traga, me secou. Há coisas que não se podem dizer mas se podem mostrar e a poesia, por absurdo, não diz, mas mostra e com ela podemos saber, sentir, sem ter, com Ser. Não há ponte maior na Terra do que a arte. Não barco maior e mais poderoso do que signos. Neles vamos, neles habitamos tudo aquilo que somos e não pode ser dito mas derramamos!

terça-feira, janeiro 17, 2017

Ondas vem

Ondas vem
Pessoas superfície se deformam ao seu impulso. Algumas espumam, brilham como metal e do metal por sorte são só a ilusão do corte!
"Nem tudo que aparenta ser é. Tudo que é é."
Peixes, tartarugas de óculos, golfinhos marinhos, estrelas num chão que imita o céu.
O paraíso dos que são, o medo dos que não.
Ah, profundidade! Há profundidade! Há profundidade!
Quando a onda passa,
na superfície vai a massa.
Um abacaxi só de casca.
De doce possível
apenas o ridículo de um açúcar união...
Quando a onda passa,
Embaixo está a graça
De uma roupa que amassa
Amor possível
Dos que podem coração!
Se coração fosse para parar, não tinha ação no nome. Tinha azar. Se fosse em branco e preto, não começava com cor. Seria Xadrezar!

sexta-feira, novembro 04, 2016

Diálogo 04112016

Ela adora massas e doces
Ele nasceu pra seu vegano mas tem uma vontade de comer carne de vez em quando que saia da frente

Ela: o almoço no restaurante me fez mal...
Ele: a mim também...
Ela: acho que foi o alface
Ele: ah, vá! Eu nem comi alface e também estou estranho
Ela: é verdade!, deve ter sido o alface sim. E a gente comeu tudo diferente um do outro
Ele: isso é trauma de quando você era modelo
Ela: nunca fui modelo
Ele: perdeu duas oportunidades, a de ser modelo e a de comer muito alface.

quarta-feira, novembro 02, 2016

Cantora de Verdade

Existe uma vontade latente em falar "cantora de verdade" sobre a Marisa Monte, principalmente agora vendo esse vídeo. Midiaticamente a nossa espécie tem incluído um item, uma especialidade como critério para as cantoras que divulga e que nelas põe envolta a aura do sucesso: a habilidade de desenvolver no palco a dança do acasalamento. A meu ver, algo imaturo no quis diz respeito a arte de trazer para mundo na expressão da voz aqueles raciocínios, sentimentos e sensações que são quase indizíveis senão pela arte de cantar compassado com o coração recheado, arte que se mescla em meio-mensagem dessa expressão. Dança do acasalamento ativa nosso aspecto mariposa, que vai para o que lhe atrai, num automatismo simplório, raso, de qualquer um. Cantora de verdade, entra na alma, mexe com ela em sentidos diversos e o emocional é regido pelo que há de profundo em nós. Atinge, investiga e nutre o nosso ser. A formatação do meu coração em amarelo ansioso estou dispensando desde que o reconheci nesse estado pela primeira vez na adolescência e vi que vazio posso ter impulsão. Meu coração é o seu potencial vermelho, recheado com sangue emocionado nascido do elixir da vida, que encantado com a existência e com sua capacidade de sentir vai em busca de encantados e de encantar outros corações.

https://www.youtube.com/shared?ci=Oxw8kgfcMK0

quarta-feira, outubro 26, 2016

terça-feira, abril 26, 2016

Carta para as minhas ex-namoradas

(carece revisão, careço descanso: amanhã) Eu vou casar. Sim, um começo assim retumbante na carta de um ser que volta a falar. A conexão com papel, ao escrever, ao jorrar alma pela catarata das letras é similar a conexão com vocês. Que nela reste apenas a eternidade dos seres que somos, do encontro que já foi. As miudezas das mazelas humanas queimaram como incenso de cheiros azuis e violetas subindo em fumaça incolores... E descendo em cinzas indolores, a serem levadas pelo vento do dias. Feito relva andada. Ninguém larga a grande roda. Não se sabe onde é que andou. De tudo fica um pouco. Ficou um pouco em mim nos nascimentos meus que tive com vocês. Amo esses momentos. Ficou um pouco em vocês dos nascimentos que tiveram comigo... É sacrilégio unificá-las em um plural. Eu sei. Tão única cada experiência que nem encarnações poderiam ser suficientes para propor as diferenças. Mas o marco que se aproxima, a floricultura nova que eu estou abrindo depõem a favor da calcificação desse passado, que com carinho tanto guardo. O sentimento amor que um dia eu tive carrego com um nutrir vitalício em um potinho artesanal que comprei no interior das terras da vida e da dor chamado gratidão. As lembranças mais valiosas me constroem e relampeio o pensamento para não chorar. Tudo fez de mim, que antes era um jovem ladrão de flores, jardineiro. Os passeios pelo jardim valeram muito, como os pés na areia da praia que ante-vêem o oceano, e vou entrar na floresta finalmente em busca do cálice sagrado. Aprender, quem sabe somente pelo ato fazer, com a multiplicidade do sonhar já passada, a gerar novas vidas a quem chamamos filhos. Ninguém larga a grande roda. Ninguém sabe onde é que andou. Aquele menino canta, a cantiga do Pastor.

O Pastor
Madredeus

Ai que ninguém volta
Ao que já deixou
Ninguém larga a grande roda
Ninguém sabe onde é que andou

Ai que ninguém lembra
Nem o que sonhou
(E) aquele menino canta
A cantiga do pastor

Ao largo
Ainda arde
A barca
Da fantasia
E o meu sonho acaba tarde
Deixa a alma de vigia
Ao largo
Ainda arde
A barca
Da fantasia
E o meu sonho acaba tarde
Acordar é que eu não queria.

quinta-feira, março 24, 2016

A Voz de Deus

Se Deus voasse pela Terra
Resolvendo num rasante de Amor
A Liberdade decolar nos corações de quem erra,
Só penso que seria possível na voz e na cor de um cantor Nascimento

https://youtu.be/KHuhHlE5pIM

sábado, janeiro 23, 2016

Bróquiflix & Star Wars


Nessas semanas de agora assisti o bilionário e tão falado novo Star Wars, no super cinema do JK Iguatemi, IMAX pipoca plus e tudo mais size size, e também assisti mais dois outros filmes no Netflix. Todos valeram muito. Mas os dois do Netflix mexeram mais comigo, muito mais.
Comparando com alimentos, me nutre em partes muito mais importantes a reflexão e do que o mainstream, embora eu não o dispense nas minhas escolhas. De forma que se eu fosse mulher iria ligar muito mais para intelectualidade e espiritualidade de um rapaz do que para o tamanho da sua pica, embora não dispensasse... Assisti A Onda, filme alemão embasado em uma história real que mais me fez absorver o significado da palavra fascismo e me deu muita clareza sobre a nossa bancada evangélica radical boiando na política do país e explodindo os seus rojões. Porém, indo mais além na reflexão gerada pelo filme, todos estamos em alguma onda, alguma cultura, e a única liberdade real é se iluminar. Descobrir que a única coisa que você é: esse momento. O que você é? Você é esse momento em que você está lendo facebook. Você é um momento, nada mais. A música só existe quando é tocada. Mas para aprofundar minha reflexão sobre A Onda sorvi das maravilhosas falas contidas no filme Poder Além da Vida, que conta a história real de um atleta olímpico que encontra um homem liberto. Recomendo a assistição desses dois filmes. Principalmente a você que fica 10 minutos rodando no Netflix até escolher alguma coisa pra ver. O Netflix é mais nutritivo com brócolis do que com sorvete. O que não significa uma sugestão de dispensa da bondade térmica e gustativa da guloseima num dia de calor. Entendo que a mini árvore toda verde não terá tronco suficiente para gerar dentro de você a sombra para uma refrescância merecida.
Obs.: Estou lendo Carpinejar.
"Não reagimos bem à felicidade do outro simplesmente porque ela ameaça nossa tristeza" Carpinejar

A Máquina - Padre Fábio de Melo (Programa Completo)





Fabrício Carpinejar entrevistando Padre Fábio de Melo
é um brócolis clerical respondendo a um liberto girassol de parmesão
(disfarçado de outdoor humano - urbano). Nunca imaginei esse encontro...
mas, ao vê-lo, senti faltar alguém equilibrista bambo de metais curtos.
Pois a dupla não dinamizou a estética mercurial e salina da marchinha
antropofágica da cumplicidade. Carnaval a dois não mantém o abraço
lateral da amizade, falta mais alguém para ser turma... Já sei, já
sei!!! Faltou foi eu!



"O seu equilíbrio está justamente na parte que está precisando de mudança" Padre Fábio de Melo



terça-feira, setembro 08, 2015

Sentimento

Vestido na pele crua dos fatos vividos
Vai um lado que pesa e outro que flutua
Verdade entra e vai, verte, verde, fluída, desvestida
A enxurrada invade os bancos da minha igreja interna na inundação
A luz explode em vitrais mandalas consteladas
Atravessa a água, se mistura e eu desterro
Me ergo dos sonhos e sou um sopro, um ego
Respiro o que vem do imediato e caminho
De tudo fica um pouco no não sei onde do corpo
O corpo é outro
O toque é necessário para quem quer ter lembranças
Munido de mim mesmo eu vou
Vivenciando sinais
O Ás dos dias
Joker descartado
Liberto em único um
Me encontro e, por me encontrar,
Sou também coração