Em 23 de fevereiro eu tinha feito esse post sobre o vídeo e a frase sem o vídeo, agora é mais. Fotos do Bruno Oliveira, amor maior do Rafinha Tomasetto.
A frase eu escrevi para o final desse slide de fotos, onde cada foto é a foto de uma criança olhando para a lente. Fotos de olhares. Olhares das crianças com as quais um amigo fez muito mais que um trabalho, fez grandes amizades. Montando o slide, os outros amigos que ajudavam a preparar a surpresa, falaram de pôr uma frase. Queriam que eu escrevesse, é do conhecimento geral dos meus amigos que eu gosto de escrever, mas fui procurar no google "olhar é" + frases. Não achamos algo que servisse. Aí, insistiram para eu fazer uma. Pensei na situação e sob a pressão deles algumas idéias foram vindo, mas com formas muito ruins na minha cabeça, porém que eu ia descartando e, buscando entender porque descartava, tentava novamente uma outra frase para expressar a idéia que queria. Até que eu cheguei nessa que vemos no fim. Só depois de tudo pronto, muita complicação no computador e o já dvd gravado, eu fui ver a frase com olhos novos e gostei mesmo do que escrevi. Ainda mais pelo contexto do amigo, Rafinha, que irá ver as fotos das humildes crianças sorrindo para o olho de uma câmera que sabiam que no momento do clique era os olhos de quem as ama e com elas caminhou e caminha em feliz.
Se botarmos o espelho da História Na nossa frente Veremos atrás de nós Todos os nossos antepassados Um a um Repararemos na glória dos momentos Nunca nos pecados
Quando me boto frente ao espelho da História Reparo num detalhe Ouço no coreto da memória O som que faz que eu pare
É o violino de meu avô Que era um artista E fez mais que muito doutô
Vou andar!
E o som ecoa... E me sinto rodeado de notas Que até parece uma garoa Harmoniosa, melodiosa, rítmica
O som ecoa, ecoa... A garoa é colorida me-di-ci-nal
Nessas horas, a alma voa Busco toda a vida que há no meu ser E encontro
Achei Por isso Posso ir embora Vitor Bustamante
No encontro dos ex-seminarista redentoristas de Aparecida 2008, na noite de apresentações, a pedido de Antonio Afonso de Carvalho, fiz uma homenagem para o meu avô violinista, que se foi quando eu era adolescente. Declamei essa poesia, que escrevi no mesmo dia.
Meu avô ia tocar nos eventos do seminário às vezes e, nos últimos anos de vida musical, tocava todo final de semana em frente a "basílica velha" no coreto da praça, com a banda da cidade de Aparecida. Era lindo e muito interiorano. Hoje as coisas mudaram um pouco, mas os corações ainda trazem batidas daquela época. Dentro de mim trago as batidas do coração de meu avô. Chamava-se Belmiro Bustamante, mas era conhecido como Seu Maninho.
A mim parece que lhe falta uma mulher presente em cada canto constantemente... Tá tudo uma bagunça. Cadê o feminino? O que é aquele carro?!? Mas se houvesse uma alma tão presente/acompanhante, haveria espaço para tanto mundo? Não importa o tamanho do coração masculino pois, quanto mais grande é o homem, maior a mulher que vai atrás. Se há mulher.
Não arrumei o gosto das palavras como faria Guimarães, como faria arte, estou bêbado de sono e outras coisas. Desligo.
"É da natureza humana a busca pela felicidade e a conservação da vida, dois aspectos que inspiram criações, geram mudanças e fazem com que homens e mulheres reinventem recursos que nutram tais aspectos" Vitor Bustamante Mesmo
"Muitos de nós permanecem como estranhos de si mesmos - escondemos o que somos e pedimos a outros estranhos, que também escondem o que são, para que nos amem" Leo Buscaglia
Sei que devia estar com o cérebro ocupado pelos pensamentos necessário para produzir o relatório de minha iniciação científica nesse momento, mas não. Ontem, fui repentinamente ver o mar. Sentir o sopro do oceano em meu rosto. Mergulhar... Joguei futebol, taco, ganhei, perdi, mais perdi que ganhei e foi tão bom. Me diverti! Aprendi. Treinei. Mergulhei!
Entrei na água inicialmente fria, mas era somente charme e ela logo estava acolhedora como uma grande mãe salgada e flácida. Boiei em seus braços, flutuei levado por suas ondas, molhei meus pés como a criança: de braços abertos para o vento e para mundo. E, agora, tanta foi a vontade de entrar no flickr atrás de uma foto para postar com um texto feito embaixo... Eis o texto, eis a foto, eis a vontade, eis alguém que escreve e sente saudades da saudade que sentiu de para o mar... Contudo, os olhos sempre colhendo as flores do presente, mesmo quando é preciso procurá-las. Interesso-me pelas flores.
Meu amor e a Vitorinha, criança linda que colore a vida de alguns felizardos adultos. Meu amor colore também muitas outras, mas principalmente a minha... Que "nasci virado para a lua" e fui premiado com a possibilidade de namorá-la. Um encontro histórico nesse planeta: Vitor e Juliana. Vide a lua lá perto dos prédios, outra beleza feminina nessa foto tirada ontem no parque villa lobos em São Paulo capital. =)
Vitor
Nunes Bustamante Reis é bastante jovem. Atualmente cursa comunicação em São Paulo, capital,
mas cresceu no interior paulista, em Aparecida. Foi num maluco mundo mágico cheio de encantos, alegrias,
cores e sabores, contradições, burradas, aventuras arrependidas e não arrependidas, indecisões, leitura lenta mas
que havia, filmes fascinantes, músicas manobrantes, ingênuas ilusões... Que ele descobriu a vida. Às vezes
ele pára e aprecia tudo isso num cabaré de canto de alma. _________________________ Leia aqui um ótimo texto de Pablo Turazzi Vilanova, padrinho do blog, companheiro e mais que amigo do
autor definindo com maestria o melhor do nosso Vitor Bustamante
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