O colar é rosa. É de esferas. São furadas. Passa um fio. Ele une. Não é frio, mas o contrário. Olho-o (o colar) como otário, indivíduo tolo, simplório, fácil de ser enganado... O colar envolve o pescoço de alguém, senão não seria senão uma jóia, nunca um colar. E eu assim, dessa forma nunca estaria a olhá-lo, a admirá-lo. Ele e sua dona.
quinta-feira, janeiro 26, 2006
sexta-feira, janeiro 13, 2006
Bretodeau? Bredoteau? - Branco Leone
Eu trabalhei em São Paulo com um senhor por um tempo na Faria Lima, o nome dele era Mário Otobrini (ou Otobrinni ou Qualquer sobrenome com esse som). Ele era o rei do super-8 (ainda é) e tudo quanto é tipo de fita que veio antes ou depois. Agora começa a usar o dvd. Ele tinha umas máquinas loucas, vídeos vhs desmontados que serviam para tirar bolor e ressuscitar fitas que até rato já tinha comido. Eu era o menino do computador, das edições. Era legal ver os vídeos dos clientes. O engraçado é que todos pediam para “pôr uma música de fundo” nas imagens de seus super-8. Perguntávamos: qual música quer?, Respondiam: Vocês escolhem... E todos mandavam trocar ou tirar depois que assistiam, mas também eles pediam para a gente escolher a trilha sonora do vídeo mudo deles!
Foi muito legal ter pensando no filme da Amélie logo de cara quando li o título. Mas só agora eu entendi o porquê do seu título. Pois só agora lebrei do personagem que pega a caixinha na cabine telefônica. Nossa, o post ficou mais foda, Bredoteau! Ou Bretodeau! Ou Bracon! Ou Branco.
Foi muito legal ter pensando no filme da Amélie logo de cara quando li o título. Mas só agora eu entendi o porquê do seu título. Pois só agora lebrei do personagem que pega a caixinha na cabine telefônica. Nossa, o post ficou mais foda, Bredoteau! Ou Bretodeau! Ou Bracon! Ou Branco.
quinta-feira, janeiro 12, 2006
terça-feira, janeiro 03, 2006
segunda-feira, janeiro 02, 2006
Mensagem de ano novo
2006 começa. Todo começo é um lugar onde parar para pensar e tomar decisões se faz necessário. Nos vemos a escolher caminhos e que sapatos calçar. Mas sabemos com quais óculos vestir um rosto que quer sorrir?
Estou lendo nesse começo de ano. Minhas leituras são livros, a minha família, o mundo, meu cachorro, filmes, conversas, amigos, amor, eu mesmo. Fica aqui um trecho lido em livro que quero dividir com vocês, sobre os tempos de agora, tempos contemporâneos, tempos atuais.
"...este momento em que vivemos, que nos convoca a uma escuta generosa, a um olhar aberto, posto nessa tocha de humanidade vasta que cada um de nós recebeu dos pais e que precisamos passar, com maior dignidade possível, para as gerações seguintes.
Gosto de me lembrar de um simpósio sobre As Crianças do Trauma, coordenado por Christina Grof, num congresso internacional de abordagem transpessoal. Uma terapeuta americana, filha de pai europeu e de mãe indígena, Nancy Puhlmann, ergueu a voz sonoramente para afirmar o que se segue, num exercício livre de memória:
Pertenço a uma família em que, em três gerações, as mulheres suicidaram-se no mesmo dia, na mesma hora, do mesmo jeito. Eu não tive bisavó, não tive avó, não tive mãe. Fui violentada física e emocionalmente. Estava totalmente perdida quando encontrei alguém. Era um homem que não tinha nenhum diploma; era representante de sociedade nativa. Ele olhou nos meus olhos e disse: “Ninguém pode machucar o seu espírito, exceto você!” E tudo o que eu sei, aprendi com esse homem. Depois fiz um doutorado para vocês me escutarem.
Ela terminou recitando o poema que uma menina, muito pequena, fez para a mãe:
Este momento nos conclama a “caminhar um pouco mais firme”, só isso. Ser, a cada dia, um pouco mais transparente, um pouco mais amoroso. A mística de Santiago de Compostela, da qual sempre nos fala Jean-Yves Leloup, consiste apenas em dar o passo com atenção e confiança.
Nossos jovens estão nos observando. Eles necessitam de menos discurso e mais testemunhos. Temos de ousar ser ativistas da transformação, inspirando a proeza do lótus e conspirando dela, que surge do lodo e se transforma em flor. Talvez este seja o maior desafio dos tempos em que vivemos: transmutar o lodo da normose, do comodismo, da estagnação evolutiva e da perda do sagrado e dos valores perenes numa flor de consciência, de amor e de solidariedade."
Essas palavras são de Roberto Crema e foram retiradas do livro Normose – a patologia da normalidade.
Estou lendo nesse começo de ano. Minhas leituras são livros, a minha família, o mundo, meu cachorro, filmes, conversas, amigos, amor, eu mesmo. Fica aqui um trecho lido em livro que quero dividir com vocês, sobre os tempos de agora, tempos contemporâneos, tempos atuais.
Gosto de me lembrar de um simpósio sobre As Crianças do Trauma, coordenado por Christina Grof, num congresso internacional de abordagem transpessoal. Uma terapeuta americana, filha de pai europeu e de mãe indígena, Nancy Puhlmann, ergueu a voz sonoramente para afirmar o que se segue, num exercício livre de memória:
Pertenço a uma família em que, em três gerações, as mulheres suicidaram-se no mesmo dia, na mesma hora, do mesmo jeito. Eu não tive bisavó, não tive avó, não tive mãe. Fui violentada física e emocionalmente. Estava totalmente perdida quando encontrei alguém. Era um homem que não tinha nenhum diploma; era representante de sociedade nativa. Ele olhou nos meus olhos e disse: “Ninguém pode machucar o seu espírito, exceto você!” E tudo o que eu sei, aprendi com esse homem. Depois fiz um doutorado para vocês me escutarem.
Ela terminou recitando o poema que uma menina, muito pequena, fez para a mãe:
Uma menina, no caminho simples, disse à sua mãe: “Estou seguindo as suas pegadas, mãe, e não quero cair. Algumas vezes eu as vejo nitidamente. Outras, mal posso enxergá-las. Caminhe um pouco mais firme, mãe! Para eu poder segui-la. Eu sei que há muitos anos você percorreu caminhos Que não queria percorrer. Conte-me tudo sobre esse tempo, mãe, Pois eu preciso saber. Porque, às vezes, quando eu duvido, Eu não sei o que fazer. Caminhe um pouco mais firme, mãe! Para eu poder segui-la. Um dia, quando eu crescer, Você é quem eu gostaria de ser. Então, terei uma pequena garotinha, Que vai querer me seguir. Eu quero poder saber conduzi-la à verdade! Caminhe um pouco mais firme, mãe! Para eu poder segui-la" |
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Este momento nos conclama a “caminhar um pouco mais firme”, só isso. Ser, a cada dia, um pouco mais transparente, um pouco mais amoroso. A mística de Santiago de Compostela, da qual sempre nos fala Jean-Yves Leloup, consiste apenas em dar o passo com atenção e confiança.
Essas palavras são de Roberto Crema e foram retiradas do livro Normose – a patologia da normalidade.
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