Recado Matemático
Você esqueceu 1/3 em 1/4 aqui em casa.
Vou encontrar 1/2 de mandá-lo.
Seu pai poderá levá-lo.
Bj
Mãe Áurea
segunda-feira, outubro 15, 2007
Um terço
quarta-feira, outubro 10, 2007
Amizade de portão
quinta-feira, setembro 13, 2007
Sol
Ju (da pastoral) diz:
(não sei como me identificar sem esse "pseudônimo" péssimo)
...nos preocupamos demasiado com tudo, com todos, conosco, com medo, com desejos, com conversas, com o nada, com o tempo; com tudo aquilo que não nos pertence.
Não nos preocupamos em perceber as pequenas coisas que nos são dadas gratuitamente e por acréscimo, sem nada termos feito por merecer, mas por simples e grandioso fato de termos sido um dia um sonho de Deus. Não nos preocupamos se um dia não nos fosse dado a luz, os sorrisos, as saudades, as flores, o azul, o entardecer, as estrelas, o orvalho, os perfumes, os bolos-de-chocolate, as poesias, as brisas, a grama molhada, as primaveras, os ataques de riso, as piadas sem graça, os violoncelos, os morangos, os passos, os sonhos, a infância, os abraços... não lembramos que mesmo se um dia não estarmos aqui, o sol aquece a cada manhã.
domingo, agosto 26, 2007
Bandeja na mão do tempo
Cada lado vive em vez
Nessa vida desequilibrada
Vitor visto em partes
Cortes que eu não queria ter
Nessa vida tipo errada
No mundo, sua mão passeia em mim bandeja
O tempo, se pudesse, achava o centro
e fazia dele o meu pesar
No fundo, só passeia em mim deseja
E, se eu crescido houvesse,
menos seria esse provar
Conto será com o eu que eu queria ser?
No mundo, sua mão passeia em mim-bandeja
Atendendo o quês, que pesam em mim efêmeros
O tempo, só ele pode, achar o centro
e fazer dele o meu pesar
No fundo, só passeiam em mim desejos
de segundo em segundo desejo desejar
E, contudo, se eu-crescido houvesse,
menos seria esse meu infinito provar
terça-feira, agosto 21, 2007
usei tua foto, luisa morais
Se ousei ou não, a publiquei sobre meus versos
E já enviei o par aos meus amigos
Não peço que não fiques brava comigo
Só que carregues consigo
As palavras que digo
Tic Tac Tum. Tic Tac Tum.
No relógio, fui ponteiro
Apontando todo segundo
Para os tristes pontos
do meu tempo
Tempo fui e não vi mais
o tempo passar
minha única atividade era apontar
e apontar e apontar
Era uma inútil tentativa
de apontar para o presente
constantemente só
Mas sem saber para quê
Só me sabendo como tal
e que um dia eu estaria
livre das horas de agora
sábado, agosto 18, 2007
Rainer Maria Rilke – Elegias de Duíno
Penetrar no universo poético das Elegias não é fácil, assim como viver também não é fácil – e é a existência humana em todas as suas implicações que elas transfiguram em imagens singulares. Rilke mesmo reconheceu o hermetismo destes poemas, e, se hoje é possível a sua exegese, nós o devemos a certas observações que fez em carta a seu tradutor polonês W. Hulewicz.
As Elegias se constroem a partir da consciência da separação ontológica e da fugacidade da existência. Num primeiro momento, a vida é sentida como uma impossibilidade, pois o desejo de posse a falseia a cada instante e a visão da morte a tolhe em todas as suas manifestações. Não podemos ser simplesmente, pois a nossa consciência transforma a vida numa floresta de signos que nos distraem e nos desviam de nosso destino. Entre os animais, que, ignorantes da morte e desprovidos de ambição, se sentem imersos no curso universal, e os anjos imortais e perfeitos, estamos colocados numa posição ambígua, vítimas da voracidade do tempo. O amor, que poderia fazer-nos transcender as nossas limitações, também se mescla do desejo de possuir o amado. Por isso, felizes são os que morrem crianças e as amantes abandonadas, que libertam seu amor do objeto amado e superam-se “como a flecha ultrapassa a corda, para ser no vôo mais do que ela mesma”.
Contudo, gradualmente se impõe ao poeta o valor da existência. É nossa missão eternizar as coisas, reduzir a vida das coisas ao espírito através da conscientização. E, afinal, vitorioso o espírito, é possível celebrar a morte e aceitá-la como um momento a mais do Ser universal.
segunda-feira, agosto 13, 2007
A um amigo
quinta-feira, agosto 09, 2007
É tanto carinho...
Faço questão de comentar....
Lembro quando eu e a Ju, ao chegarmos a escola, no cursinho, já íamos te perguntar se tinham textos novos...
Adorávamos lê-los. Lembro um texto que você contava de ter pintado seus cabelos de vermelho... alguma coisa “dragão”, viu como lembro... (uahahah), tbm um outro texto que vc descreve com detalhes sua ida a cozinha de sua casa e menciona “pírula zul”(uahahah), eram textos que nos faziam rir, sorrir. O dom de dizer coisas simples, com palavras simples, resultando um texto sofisticado e prazeroso... Conversei com a Ju esses dias (que me falou do seu blog), e lembrei um dia que te perguntei (na cantina da escola) de que disciplina vc gostava mais, vc rapidamente respondeu: “gosto de tudo e não gosto de nada, tudo é lindo”. Que memória hein uahahahah...
E se me permite, emprestando seu texto... Depois de muitos anos, ao ler seu blog, vc não me fez contrair os músculos do rosto, mas repousá-los na alegria.
Fica com Deus.
Elisa Mathias
Cama carnal, alma calma
Desci no quarto para fechar a janela porque havia começado a chover. Vi a cama aberta, as cobertas mais amontoadas e o lençol exposto... me...