quarta-feira, fevereiro 07, 2007
E também um apito
Já tinha uma missa andando... Eram 10 horas. A próxima seria às 11h e a que já estava no fim havia começado às 9h. Como da happy-ública até a igreja são no máximo cinco minutos, voltei. Encontrei meu pai no gmail. Tecleie um pouquinho, deu a hora e fui para a missa das 11h. Quando estava quase chegando fui encontrado pelo Luís Paulo. Ele que me viu! Conversamos sobre o meu post do sábado à noite. Da sensação que eu estava da minha mudança penetrar todos os climas. Expliquei melhor que eu me vi num novo clima para ter a minha mudança e, quando voltei a um clima antigo, trouxe tudo o que de novo tem em opiniões, posições, julgamentos, valores, conclusões, provas concretas. Foi incrível a sensação que tive! Depois conversamos sobre falar com as pessoas na rua. Contei da Vó Alda e ele me contou que outro dia conversou com um cara que fazia esculturas em metal. Quando perguntou ao moço que mais ele sabia fazer além do que já estava a mostra, o artista lhe fez um apito incrível. De um design lindo e um bom som. Algo totalmente original aos meus olhos e aos de vocês também. E, para fazer da minha manhã de domingo definitivamente o céu, ganhei o apito do Luís! Veja só! Vou pôr esse texto na parede da happy-ública e pendurar o apito ao lado! Valeu, Luís! Obrigado, Vó Alda! Obrigado, Vi! Obrigado, Deus!
segunda-feira, fevereiro 05, 2007
Ganhei uma avó
Domingo de manhã, muito sol, um bom banho logo depois de quase acordar, acordar de verdade logo após um bom banho, planos para o dia! Mas, mais interessante foi o que não estava nos planos. Sempre é, não é?
Ao sair de casa, iria errar o horário da missa, porém, antes de chegar na igreja e descobrir o meu engano, encontrei no caminho uma velhinha de rosto muito simpático andando apoiada numa bengala. Carregava algumas sacolas de supermercado. Nada demais. Pelo o que vi eram coisas para um lanche que faria à tarde. O primeiro impulso de aproximação que tive foi para ajudá-la com as sacolas mas ela não deixou. Pessoas mais velhas são bem teimosas na maioria das vezes comigo.
Comecei uma conversa com ela e o papo fluiu. Fico tão feliz quando isso acontece com pessoas na rua! Ela sempre morou no Butantã os seus 77 anos. Seus filhos são casados e formados em economia, o menino, e a menina é contadora. Não tem mais o seu marido. Engraçado foi ouvir, quando eu lhe disse que sou de Aparecida, que era por isso que eu era tão simpático. Imagine! Ela que é muito simpática! Tanto quanto mostra a sua expressão ao nos olhar. É irresistível. Chama-se Alda, é minha vizinha. Mora sozinha e me convidou para ir a seu apartamento a hora que quisesse. Prometi ir essa semana. Espero que dê. Despedi-me de minha mais nova avó e fui para a igreja, onde iria descobrir que estava uma hora adiantado para a próxima missa.
Ao sair de casa, iria errar o horário da missa, porém, antes de chegar na igreja e descobrir o meu engano, encontrei no caminho uma velhinha de rosto muito simpático andando apoiada numa bengala. Carregava algumas sacolas de supermercado. Nada demais. Pelo o que vi eram coisas para um lanche que faria à tarde. O primeiro impulso de aproximação que tive foi para ajudá-la com as sacolas mas ela não deixou. Pessoas mais velhas são bem teimosas na maioria das vezes comigo.
Comecei uma conversa com ela e o papo fluiu. Fico tão feliz quando isso acontece com pessoas na rua! Ela sempre morou no Butantã os seus 77 anos. Seus filhos são casados e formados em economia, o menino, e a menina é contadora. Não tem mais o seu marido. Engraçado foi ouvir, quando eu lhe disse que sou de Aparecida, que era por isso que eu era tão simpático. Imagine! Ela que é muito simpática! Tanto quanto mostra a sua expressão ao nos olhar. É irresistível. Chama-se Alda, é minha vizinha. Mora sozinha e me convidou para ir a seu apartamento a hora que quisesse. Prometi ir essa semana. Espero que dê. Despedi-me de minha mais nova avó e fui para a igreja, onde iria descobrir que estava uma hora adiantado para a próxima missa.
sábado, fevereiro 03, 2007
Como me sinto
A noite caiu, eu parei um filme no meio clicando no controle-remoto, liguei para casa, vim para a internet, botei um rock and roll, encontrei o amigo on-line, fiz um lanche, li o blog dele, li o blog de uma amiga, fiz comentários, fui parar no blog do Danilo que é de fotos e versos-ou-fases.
Estou num clima estranho! Como estou confuso! De certa forma, sinto-me livre de alguns pensamentos que deixam o Vitor existir pouco. Acho que é tudo culpa do rock que estou ouvindo. Não! Minto. É culpa do que me fez colocar esse som, do que está me dando uma imensa vontade de andar de patins. Sinto-me um pouco como estava no show do Chico antes de entrarmos, antes de você me beijar. Será que conseguiremos ser bons amigos, Vi? O tempo irá dizer.
Nesse momento que vive agora, eu estar na frente do computador, atender minha tia ao telefone, falar animado, te escrever... Sinto que estou conseguindo desassociar coisas. Eu associava essa sensação a um modo de pensar antigo, onde conclusões mais maduras ainda não existiam, posturas em relações a certos assuntos não eram tão firmes. Posso manter meus novos valores e viver sensações que tinha antes deles existirem. E, quando eles estavam começando a aparecer, eu não me permitia essa sensação. Como estou diferente! Como me sinto jovem! Como me sinto! Obrigado, Vi.
Estou num clima estranho! Como estou confuso! De certa forma, sinto-me livre de alguns pensamentos que deixam o Vitor existir pouco. Acho que é tudo culpa do rock que estou ouvindo. Não! Minto. É culpa do que me fez colocar esse som, do que está me dando uma imensa vontade de andar de patins. Sinto-me um pouco como estava no show do Chico antes de entrarmos, antes de você me beijar. Será que conseguiremos ser bons amigos, Vi? O tempo irá dizer.
Nesse momento que vive agora, eu estar na frente do computador, atender minha tia ao telefone, falar animado, te escrever... Sinto que estou conseguindo desassociar coisas. Eu associava essa sensação a um modo de pensar antigo, onde conclusões mais maduras ainda não existiam, posturas em relações a certos assuntos não eram tão firmes. Posso manter meus novos valores e viver sensações que tinha antes deles existirem. E, quando eles estavam começando a aparecer, eu não me permitia essa sensação. Como estou diferente! Como me sinto jovem! Como me sinto! Obrigado, Vi.
segunda-feira, janeiro 08, 2007
2006
Já é 8, mas eu gostaria de colocar aqui no blog o meu texto de fim de ano, que lemos aqui em casa na noite do ano novo. Feliz 2007 ctrl+alt+blog!
Estamos no dia 365 e temos aqui um ano inteiro chamado 2006. Ainda é difícil para nós ter noção de quanto tempo cabe em um ano. A calculadora pode chegar até a dizer que um ano tem 31.536.000 segundos, mas - ora - as nossas lembranças podem muito mais! Esta reunião é para comemorarmos, para nos re-unir. Pergunto: o que comemorar? Quem está aqui nessa casa hoje? Por que vamos derramar um pouco de champagnhe no chão ao abrir a garrafa calorasamente entusiasmados? O que não tem aqui é acaso. Hoje, a casa está recheada e o nosso motivo é dos bons! Vamos então brindar com um pouco de cada um. Feliz ano novo! Vamos brindar!
Estamos no dia 365 e temos aqui um ano inteiro chamado 2006. Ainda é difícil para nós ter noção de quanto tempo cabe em um ano. A calculadora pode chegar até a dizer que um ano tem 31.536.000 segundos, mas - ora - as nossas lembranças podem muito mais! Esta reunião é para comemorarmos, para nos re-unir. Pergunto: o que comemorar? Quem está aqui nessa casa hoje? Por que vamos derramar um pouco de champagnhe no chão ao abrir a garrafa calorasamente entusiasmados? O que não tem aqui é acaso. Hoje, a casa está recheada e o nosso motivo é dos bons! Vamos então brindar com um pouco de cada um. Feliz ano novo! Vamos brindar!
segunda-feira, dezembro 25, 2006
Em busca do verdadeiro presente e de quem agradecer
Presentes: pensava em presentes já fazia umas duas semanas. Ganhei presentes de aniversário, dei presentes de aniversário antes, recebi presentes de amigo secreto e agora estou no maior momento dos presentes: o Natal. O dia do maior presente.
Presentes são coisas que ganhamos. Um vestido, um brinquedo, um almoço... Um encontro. Quais são os grandes presentes? Tudo me leva a crer que os grandes presentes são os encontros e não os objetos. No amigo secreto do começo de dezembro desse ano, vi mais uma vez que os objetos são sempre uma desculpa para termos um tipo de encontro, uma reunião, uma festa, comemorar. O que vale mesmo é o momento em que estamos dando ou recebendo aquele presente, aquele dia, e o que pode tornar um presente maravilhoso, muito mais do que sua utilidade, é como ele é dado, de quem o recebemos, o que o presente é naquele momento, que significados tem, em que contexto está com aquelas pessoas que presenteiam e são presenteadas. O que está representado naquele ato (passado e presente) e o que aquele ato está a criar (futuro).
Então, os nossos grandes presentes são se encontrar. Mas isso ainda está vago demais no raciocínio, precisamos enxergar mais além. É aí que descobrimos que os melhores presentes é poder estar nessas situações, nesses encontros, que eles são possíveis para nós. Mas...
Porque eles são possíveis? Quem possibilita? Deus, claro; que é luz. Porém poder estar nesses momentos ainda parece vago, não é o grande presente, o maior presente só pode ser um, único, algo que faz o mundo acontecer. Concluo que o grande presente de todos - a humanidade perceberá - é a vida! Sim, a vida!
A vida de cada um é o maior presente que cada um pode receber. E quem nos dá é Deus. E Ele nos dá a vida de inúmeras maneiras. Nos dá a vida a todo momento. Nos deu quando mandou para cá o Salvador, Deus encarnado. E Cristo deu sua vida na cruz: para nós, por nós. Ele nos deu a vida mais uma vez. Nos dá a vida a todo momento.
Refletindo sobre os presentes, podemos entender que o grande presente é a vida. E, assim, pensamos em quem agradecer por essa dádiva maravilhosa. Nossos pais? Sim. Mas não importa a quem agradeceremos porque o último agradecimento que pode ser feito será a Deus.
Todos os agradecimentos levam a Deus. Todos os agradecimentos agradecem a vida e dão graças! E Ele nos deu a vida, nos abençoou com o poder existir.
Todos os filhos merecem ser gerados do amor, nascer do amor de um casal e lembremos que Deus é amor. Ele é o Amor. Viva! Todos os filhos merecem gerar novos filhos. Todos os filhos merecem uma família, a grande exemplo da Sagrada Família. Os exemplos são importantes. Deus nos dá a vida e nos mostra para onde caminhar, por onde caminhar, ilumina os caminhos e, assim, podemos fazer escolhas, podemos andar. Pois Ele é a luz que ilumina muito mais do que os objetos materiais que podemos pegar com a mão e chamar de presentes, ele ilumina a vida e nos mostra que a vida (objeto impalpável) está, no natal, mais do que nunca em nossas mãos. Eu agora ergo as minhas mãos para o céu e agradeço: Obrigado, Senhor! Pelo presente da vida! Por Cristo Luz e Salvador! Por merecer estar numa família imensamente boa! Por poder amar e ser amado! Obrigado.
Presentes são coisas que ganhamos. Um vestido, um brinquedo, um almoço... Um encontro. Quais são os grandes presentes? Tudo me leva a crer que os grandes presentes são os encontros e não os objetos. No amigo secreto do começo de dezembro desse ano, vi mais uma vez que os objetos são sempre uma desculpa para termos um tipo de encontro, uma reunião, uma festa, comemorar. O que vale mesmo é o momento em que estamos dando ou recebendo aquele presente, aquele dia, e o que pode tornar um presente maravilhoso, muito mais do que sua utilidade, é como ele é dado, de quem o recebemos, o que o presente é naquele momento, que significados tem, em que contexto está com aquelas pessoas que presenteiam e são presenteadas. O que está representado naquele ato (passado e presente) e o que aquele ato está a criar (futuro).
Então, os nossos grandes presentes são se encontrar. Mas isso ainda está vago demais no raciocínio, precisamos enxergar mais além. É aí que descobrimos que os melhores presentes é poder estar nessas situações, nesses encontros, que eles são possíveis para nós. Mas...
Porque eles são possíveis? Quem possibilita? Deus, claro; que é luz. Porém poder estar nesses momentos ainda parece vago, não é o grande presente, o maior presente só pode ser um, único, algo que faz o mundo acontecer. Concluo que o grande presente de todos - a humanidade perceberá - é a vida! Sim, a vida!
A vida de cada um é o maior presente que cada um pode receber. E quem nos dá é Deus. E Ele nos dá a vida de inúmeras maneiras. Nos dá a vida a todo momento. Nos deu quando mandou para cá o Salvador, Deus encarnado. E Cristo deu sua vida na cruz: para nós, por nós. Ele nos deu a vida mais uma vez. Nos dá a vida a todo momento.
Refletindo sobre os presentes, podemos entender que o grande presente é a vida. E, assim, pensamos em quem agradecer por essa dádiva maravilhosa. Nossos pais? Sim. Mas não importa a quem agradeceremos porque o último agradecimento que pode ser feito será a Deus.
Todos os agradecimentos levam a Deus. Todos os agradecimentos agradecem a vida e dão graças! E Ele nos deu a vida, nos abençoou com o poder existir.
Todos os filhos merecem ser gerados do amor, nascer do amor de um casal e lembremos que Deus é amor. Ele é o Amor. Viva! Todos os filhos merecem gerar novos filhos. Todos os filhos merecem uma família, a grande exemplo da Sagrada Família. Os exemplos são importantes. Deus nos dá a vida e nos mostra para onde caminhar, por onde caminhar, ilumina os caminhos e, assim, podemos fazer escolhas, podemos andar. Pois Ele é a luz que ilumina muito mais do que os objetos materiais que podemos pegar com a mão e chamar de presentes, ele ilumina a vida e nos mostra que a vida (objeto impalpável) está, no natal, mais do que nunca em nossas mãos. Eu agora ergo as minhas mãos para o céu e agradeço: Obrigado, Senhor! Pelo presente da vida! Por Cristo Luz e Salvador! Por merecer estar numa família imensamente boa! Por poder amar e ser amado! Obrigado.
sexta-feira, dezembro 22, 2006
Sendo escrito
Hoje, o dia está sendo lindo demais. Parecia que começava agora a escrever mentalmente tudo o que estava acontecendo. Maravilhoso presente de Deus. Maravilhosa energia. E aí eu percebi que quem escrevia tudo aquilo era o mundo em mim.
E, no final dessas linhas, eu me lembrei que tinha alguém rezando por nós.
E, no final dessas linhas, eu me lembrei que tinha alguém rezando por nós.
Minhas mãos
Minhas mãos não são para construir ou destruir muros, são para escrever neles. Tornando-os transparentes e transpassáveis. Sou um artista final.
domingo, dezembro 17, 2006
Atrás do navio
Já era tarde da noite em São Paulo e a rua estava deserta. Ele tinha parado e descido do carro. Estava muito confuso, apoiava-se no capo, olhava aquela parte da cidade que não tinha ninguém naquele momento. Não sabia o que fazia, o que havia feito, não sabia nada mais uma vez. Confuso. Ao longe na rua viu surgir um caminhão. E não era um caminhão qualquer. Era um caminhão carregando um navio no meio do asfalto. Um navio. Na cidade? Sem saber por que, entrou rápido no carro e seguiu o navio pelos bairros. Do alto, se via seu carro a seguir e seu carro era visivelmente aquela marcação que o navio faz na água. Aquela marcação que o navio deixa atrás mas nunca deixa pra trás. Traz sempre consigo. É impossível se livrar dela porque também é impossível parar de navegar. E não se navega sem que se deixe alguma marca na água no momento.
segunda-feira, dezembro 04, 2006
4 de dezembro, 2006 – dia do meu aniversário
É segunda-feira. É fim de mais uma volta no ciclo, que recomeça agora no número 21. Está chovendo muito em São Paulo. O que muito me agrada nesse momento em que me deito no sofá, ao lado da janela, e vejo os quatro vidros grandes a receber 21 mil pingos d’água por minuto. Alguma coisa respinga em minha perna e me molha. Os vidros estão trincados por causa das obras do metro aqui no Butantã. Também respingam gotículas de vida a cada gota de lembrança que pinga no meu peito. Minha memória, desde que nasci, tem um vazamento que a cada dia vai encharcando o coração.
Parece estranhamente que quanto mais molhado de lembranças, mais leve ele ficou nesses dias bons que rechearam os meus 20 anos. Mas houve também dias ruins e o coração encharcado pesou mais de vinte toneladas.
Assim, vi as lembranças ora me empurrar para frente, ora me puxar para trás. O melhor de tudo é que Deus é bom e os dias ruins foram muito raros. É engraçado constatar que nesses dias raros pingaram mais as lembranças de sonhos ainda não realizados, vontades infantis, lembranças de futuros inventados que enxergara.
O melhor é sempre viver bem o momento presente, assim como, o presente do momento. Ter consciência de que o que está agora acontecendo será, no futuro, lembrança em dias que empurrarão para frente.
Parece estranhamente que quanto mais molhado de lembranças, mais leve ele ficou nesses dias bons que rechearam os meus 20 anos. Mas houve também dias ruins e o coração encharcado pesou mais de vinte toneladas.
Assim, vi as lembranças ora me empurrar para frente, ora me puxar para trás. O melhor de tudo é que Deus é bom e os dias ruins foram muito raros. É engraçado constatar que nesses dias raros pingaram mais as lembranças de sonhos ainda não realizados, vontades infantis, lembranças de futuros inventados que enxergara.
O melhor é sempre viver bem o momento presente, assim como, o presente do momento. Ter consciência de que o que está agora acontecendo será, no futuro, lembrança em dias que empurrarão para frente.
quinta-feira, novembro 30, 2006
terça-feira, novembro 07, 2006
Às vezes, esperar o ônibus pode ser o melhor da viagem
Indo embora, ergui a cabeça, olhei para o sinal e esperei a luz vermelha vir depois da amarela, atravessei a Cardeal Arcoverde e a subi até o ponto de ônibus. Uma menininha, ainda com o uniforme da escola às 22:30, sentada no banco do ponto, estava vomitando. Sua mãe a acudia um pouco. Tinha o irmão sentado lado com um uniforme igual. As pessoas olhavam com um pouco de nojo. Foi a primeira coisa que senti também, infelizmente. Acho que é o sentimento comum das pessoas, o sentimento social que veio em mim primeiro, a reação espontânea era a comum e não a que seria realmente minha, de mim. Depois que enxerguei alguém ali, um ser humano e não o ato de vomitar; dei um sorriso. Perguntei para a mãe se ela queria água para a menina. Tinha uma garrafa na mochila, ia lhe dar. Mas ela disse que também tinha uma nas bolsas que carregava e perguntou se a menina queria um pouco de água. Ela fez que não com a cabeça no seu jeitinho de criança. Falei que ela não precisava beber porém podia fazer uma bochechinha para diminuir o gosto ruim na boca. Mas ela não quis. Perguntei se ela estava se sentindo melhor depois que recostou no banco e aquilo parecia ter acabado. Ela disse que sim. Perguntei se estava com frio, pois só vestia shorte e camiseta. Disse que não tinha frio sem dizer palavra. Eu vesti um moletom que trazia na mochila. Falei um pouco com a mãe dela. Eles ainda iriam para Santo Amaro. Longa viagem. Iam pegar o Socorro. Esse ônibus sempre demora. O meu ônibus logo veio. E, se eu e a menina não trocamos palavras, no fundo, nós conversamos muito. Adorava quando ela sorria quando lhe perguntava alguma coisa e ela parecia melhorar, parecia que eu a distraia um pouco daquela situação. Legal demais foi dar tchau para ela, foi quando ela mais sorriu para mim. Dei um tchau no ponto falando tchau; com as mãos, dei tchau da porta do ônibus e, parado na catraca, dei-lhe um último tchau com o ônibus já se afastando que quase não dava mais para vê-la. Foi a coisa mais linda.
Dedico esse post a Lídia, minha prima, que passou por aqui e deixou alguns comentários que me deixaram feliz.
Dedico esse post a Lídia, minha prima, que passou por aqui e deixou alguns comentários que me deixaram feliz.
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