[editado]
Pô, meu! O que dizer sobre o Átila? Ainda mais... visto que eu o conheci só no universo de uma sala de aula. Mal o encontrei na rua ou em qualquer outro lugar. Dentro daquele colégio particular as aulas eram estranhas, havia uma forma de respeito muito sério na relação aluno-professor, bem... Isso era "Antes do Átila". E a sua estréia foi assim: O professor de matemática perguntava ao mostrar a fórmula: "Agora, como é que Pitágoras chegou nisso?", lá do fundo, das últimas carteiras, das profundezas da sala, uma voz indefinível, numa pronúncia desprovida de dúvidas e carregada de espontaneidade, lavrou caminho atravessando a sala: "Se foda, sorrr!". Era Átila, o aluno de colégio do Estado fazendo rir um mundo particular muito sério e preocupado. A sala inteira riu do chute-no-balde que o Átila deu e o professor de matemática gostou: "Se foda então! Exercício 1", disse, chutando o coitado do balde para mais longe ainda. Estávamos atrasados com a apostila e explicar o que não era muito necessário e já foi explicado na oitava série e no primeiro ano era totalmente desnecessário. Todos já decoramos que hip²=cat²+cat².
A partir do "se foda", começou-se a contar os tempos assim: A era antes de Átila e a era após Átila. O Danado, além de soltar uma ou outra nas aulas dos "professores que sabiam levar na esportiva" e fazer rir toda uma sala, sentava-se junto à garota mais bonita do colégio. E ainda, para o acharmos mais danado ainda, conseguia deixar a menina sempre rindo ou exibindo o seu sorriso delicioso de se observar. Eu sentava lá na frente, conversava às vezes com meus vizinhos próximos e sempre ria, era um riso de barriga fenomenal. Agora eu e o Átila nos falamos pela internet e parece que foi aqui que ficamos amigos de verdade! Não era pra menos, sabemos que ele é gente-fina, bonito e de pensamento afiado. Bem, esse é Átila que eu conheço.
terça-feira, novembro 30, 2004
segunda-feira, novembro 29, 2004
Vaidade [por Herbert Viana]
"Cantor do LS Jack é internado em coma no Rio após lipoaspiração. É possível isso? É admissível isso? Um rapaz de 27 anos ter uma parada cardíaca e entrar em coma após uma cirurgia de lipoaspiração? Pelo amor de Deus, eu não quero usar nada nem ninguém, nem falar do que não sei, nem procurar culpados, nem acusar ou apontar pessoas, mas ninguém está percebendo que toda essa busca insana pela estética ideal é muito menos lipo-as e muito mais piração? Uma coisa é saúde outra é obsessão. O mundo pirou, enlouqueceu. Hoje,

Deus é a auto imagem.
Religião, é dieta.
Fé, só na estética.
Ritual é malhação.
Amor é cafona, sinceridade é careta, pudor é ridículo, sentimento é bobagem.
Gordura é pecado mortal.
Ruga é contravenção.
Roubar pode, envelhecer, não.
Estria é caso de polícia.
Celulite é falta de educação.
Filho da puta bem sucedido é exemplo de sucesso.
A máxima moderna é uma só: pagando bem, que mal tem? A sociedade consumidora, a que tem dinheiro, a que produz, não pensa em mais nada além da imagem, imagem, imagem. Imagem, estética, medidas, beleza. Nada mais importa. Não importam os sentimentos, não importa a cultura, a sabedoria, o relacionamento, a amizade, a ajuda, nada mais importa. Não importa o outro, ou a volta, o coletivo. Jovens não tem mais fé, nem idealismo, nem posição política. Adultos perdem o senso em busca da juventude fabricada. Ok, eu também quero me sentir bem, quero caber nas roupas, quero ficar legal, quero caminhar correr, viver muito, ter uma aparência legal mas... uma sociedade de adolescentes anoréxicas e bulímicas, de jovens lipoaspirados, turbinados, aos vinte anos não é natural. Não é, não pode ser. Deus permita que ele volte do coma sem seqüelas. Que as pessoas discutam o assunto. Que alguém acorde. Que o mundo mude. Que eu me acalme. Que o amor sobreviva". "Cuide bem do seu amor, seja quem for"Herbert Vianna
[edit] Na verdade esse texto não é do Herbert, desculpem.
Religião, é dieta.
Fé, só na estética.
Ritual é malhação.
Amor é cafona, sinceridade é careta, pudor é ridículo, sentimento é bobagem.
Gordura é pecado mortal.
Ruga é contravenção.
Roubar pode, envelhecer, não.
Estria é caso de polícia.
Celulite é falta de educação.
Filho da puta bem sucedido é exemplo de sucesso.
A máxima moderna é uma só: pagando bem, que mal tem? A sociedade consumidora, a que tem dinheiro, a que produz, não pensa em mais nada além da imagem, imagem, imagem. Imagem, estética, medidas, beleza. Nada mais importa. Não importam os sentimentos, não importa a cultura, a sabedoria, o relacionamento, a amizade, a ajuda, nada mais importa. Não importa o outro, ou a volta, o coletivo. Jovens não tem mais fé, nem idealismo, nem posição política. Adultos perdem o senso em busca da juventude fabricada. Ok, eu também quero me sentir bem, quero caber nas roupas, quero ficar legal, quero caminhar correr, viver muito, ter uma aparência legal mas... uma sociedade de adolescentes anoréxicas e bulímicas, de jovens lipoaspirados, turbinados, aos vinte anos não é natural. Não é, não pode ser. Deus permita que ele volte do coma sem seqüelas. Que as pessoas discutam o assunto. Que alguém acorde. Que o mundo mude. Que eu me acalme. Que o amor sobreviva". "Cuide bem do seu amor, seja quem for"
[edit] Na verdade esse texto não é do Herbert, desculpem.
domingo, novembro 28, 2004
sábado, novembro 27, 2004
Ontem fui pegar de carro a minha mãe. Tinha um colega dela para nós darmos carona. Claro que a Senhora Mãe do Vitor já falou para metade da cidade que o filho dela passou em segundo lugar na faculdade daqui. Bem, quando ela contou no carro a notícia para o Seu Paulo, o carona, um senhor já, eu falei que o primeiro lugar deve pertencer a um maldito dum japonês. E ele me respondeu: “Nos anos 70 nós dizíamos que, se você quisesse uma vaga na faculdade, você tinha que matar um japonês".
sexta-feira, novembro 26, 2004
Eu troco e-mails com a :Dani, minha amiga, que está no segundo ano de psicologia da faculdade que eu passei. Na verdade é mais ela que me manda e-mails e mantém a amizadade bem viva, eu sou meio desleixado, admito. Olhem o último que ela me mandou:
É Vitor... Deus te ama mesmo, tah sabendo q passou em 2º
lugar???? Pois eh...hehehehe.... Parabéns de novo! A lista
com a classificação geral por curso saiu hj aki na Unisal, no
site acho q naum tem. =)
E olha só... vai se acostumando com a mulherada... é assim
msm. Na minha sala, no inicio do ano tinha uns 7 "homens",
agora são só 4, e o resto tudo mulher...hehehe.
Boa sorte no vest que ainda falta pra vc.
Bjnhos =***
Dani.
Bem, Dani, agora eu tô feliz pra caramba! E você não ligou de ter postado isso aqui, né? Tomei a liberdade... Obrigado, amiga!!! Te adoro! (não por causa disso, da notícia, mas por causa de ti mesmo. É a minha amiga mais atenciosa! ;)
É Vitor... Deus te ama mesmo, tah sabendo q passou em 2º
lugar???? Pois eh...hehehehe.... Parabéns de novo! A lista
com a classificação geral por curso saiu hj aki na Unisal, no
site acho q naum tem. =)
E olha só... vai se acostumando com a mulherada... é assim
msm. Na minha sala, no inicio do ano tinha uns 7 "homens",
agora são só 4, e o resto tudo mulher...hehehe.
Boa sorte no vest que ainda falta pra vc.
Bjnhos =***
Dani.
Bem, Dani, agora eu tô feliz pra caramba! E você não ligou de ter postado isso aqui, né? Tomei a liberdade... Obrigado, amiga!!! Te adoro! (não por causa disso, da notícia, mas por causa de ti mesmo. É a minha amiga mais atenciosa! ;)
quinta-feira, novembro 25, 2004
Sobre idéias
[editado]
É horrível ter uma idéia que alguém já teve. Primeiro, porque sempre tem um chato que não acredita em você; segundo, porque você pode ter visto algo por aí, esquecido que viu e seu cérebro repensar o assunto te enganando que é idéia sua.
Terceiros, a sua idéia pode ser totalmente impossível e boba (inicialmente você a acha um máximo, depois percebe). Ou, a sua idéia pode ser roubada e registrada por quem já tem dinheiro. Ou então, você pode contar a sua idéia à toa, por cair em ciladas de alguma conversa, e acabar perdendo qualquer espécie de paternidade que tinha sobre esse seu rebento. Tudo por causa do espalhar dos faladeiros. A sua idéia pode, um dia, de repente, aparecer no noticiário, é de outro alguém. Essa pessoa teve a mesma idéia e soube melhor lidar com ela, colocando-a em prática antes de você. Enfim, umacaralhada pilha de coisas.
Mas a sua idéia pode dar certo! Não desista, Vitor (eu). Algum dia, alguma idéia sua vai... quem sabe? O que a gente acaba descobrindo é que, melhor do que as idéias, são as realizações delas. É como se a idéia fosse o papel, e a realização, o poema que é escrito nele, o que encanta de verdade. Entretanto não são infelizes as pessoas que têm em suas idéias algum dos citados a cima; infelizes mesmo são aquelas que já não têm mais idéias.
É horrível ter uma idéia que alguém já teve. Primeiro, porque sempre tem um chato que não acredita em você; segundo, porque você pode ter visto algo por aí, esquecido que viu e seu cérebro repensar o assunto te enganando que é idéia sua.
Terceiros, a sua idéia pode ser totalmente impossível e boba (inicialmente você a acha um máximo, depois percebe). Ou, a sua idéia pode ser roubada e registrada por quem já tem dinheiro. Ou então, você pode contar a sua idéia à toa, por cair em ciladas de alguma conversa, e acabar perdendo qualquer espécie de paternidade que tinha sobre esse seu rebento. Tudo por causa do espalhar dos faladeiros. A sua idéia pode, um dia, de repente, aparecer no noticiário, é de outro alguém. Essa pessoa teve a mesma idéia e soube melhor lidar com ela, colocando-a em prática antes de você. Enfim, uma
Mas a sua idéia pode dar certo! Não desista, Vitor (eu). Algum dia, alguma idéia sua vai... quem sabe? O que a gente acaba descobrindo é que, melhor do que as idéias, são as realizações delas. É como se a idéia fosse o papel, e a realização, o poema que é escrito nele, o que encanta de verdade. Entretanto não são infelizes as pessoas que têm em suas idéias algum dos citados a cima; infelizes mesmo são aquelas que já não têm mais idéias.
quarta-feira, novembro 24, 2004
Quando for escrever meu livro...
Vai ter um parágrafo assim:
Aqui, quando estou falando com vocês no livro, eu respeito as normas da gramática o melhor que eu posso, o tanto de regras que consigo resgatar da cachola; se eu termino uma frase com três pontos... A letra que segue é maiúscula como manda a lei e como corrigiu o meu editor. Mas, quando os meus personagens estão falando, nada de regras. Eles falam do jeito deles, livres como passarinhos. Se querem inventar palavras, e isso sempre surge naturalmente, as inventam e as repetem quantas vezes os seus pensamentos solicitam o uso delas para se comunicarem na linguagem geral da escrita. Se um personagem disser: "Eu amo-la como nunca amei ninguém", assim será gravado; foi o que ele disse! Nada me dá o direito de distorcer as falas e eu nunca mataria o modo de falar deles por causa da norma. É lógico.
Aqui, quando estou falando com vocês no livro, eu respeito as normas da gramática o melhor que eu posso, o tanto de regras que consigo resgatar da cachola; se eu termino uma frase com três pontos... A letra que segue é maiúscula como manda a lei e como corrigiu o meu editor. Mas, quando os meus personagens estão falando, nada de regras. Eles falam do jeito deles, livres como passarinhos. Se querem inventar palavras, e isso sempre surge naturalmente, as inventam e as repetem quantas vezes os seus pensamentos solicitam o uso delas para se comunicarem na linguagem geral da escrita. Se um personagem disser: "Eu amo-la como nunca amei ninguém", assim será gravado; foi o que ele disse! Nada me dá o direito de distorcer as falas e eu nunca mataria o modo de falar deles por causa da norma. É lógico.
terça-feira, novembro 23, 2004
E, no céu, as nunvens se abriram e Deus disse:
Oh, Vitor, meu filho, não desesperançarás, pois eu ainda te amo.
Oh, Vitor, meu filho, não desesperançarás, pois eu ainda te amo.
sexta-feira, novembro 19, 2004
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