Capítulo 1

No interior do estado de São Paulo, jazia um quase homem. Era um rapaz, era um destino fantástico, sortido e fabuloso. Deitado em sua cama, lia o Código Da Vinci – emprestado de uma amiga de sua mãe. Portava o livro em uma das mãos, a outra mexia no sexo distraidamente, sem culpa ou inocência alguma. Os olhos passavam regularmente entre as linhas e seu espírito estava em outro lugar. Era mundo das histórias dos livros. Antes que pudesse virar mais uma página, seu espírito voltava. Novamente seus olhos saltavam para o relógio ao outro lado do quarto e verificavam que ainda não era hora. E ia de novo a ler, ia novamente àquele mundo. Achava a narrativa genial, mas era totalmente estranho o fato de não ter parado em uma frase sequer para lê-la novamente bradando a sua qualidade. Literatura esquisita. Agora, faltavam apenas dois minutos. Já tinha deixado o computador ligado e já na página. Pressionar o F5 e aguardar menos de 5 segundos era o único movimento que teria que fazer para saber de dois grandes destinos.

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Bustamante

Texto que escrevi e li como orador dos formandos de 2008 do curso de Comunicação e MultiMeios da PUC/SP

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