domingo, outubro 10, 2004

Discretamente

Se lembram que eu ia comer batatas rufles? Comi-as. E de brinde, por sinal uma bela jogada de marketing, veio um torpedinho, digamos assim, para você mandar à sua paquera. Nele há um item que indica a ação (beijo, abraço, ou, acredite se quiser, apertadinha) e mais três itens, dentre eles dois "sins" diferenciados por intensidade com que a ação deverá ser executada ou local, e há um "sai pra lá!", ou seja, "não". Fica tudo oculto e só se vê os que são raspados (já comprou raspadinha na casa lotérica?) O primeiro, dos três itens de resposta, dois "sins" e um "não", que é raspado é o escolhido e o que deverá ser executado; os outros são raspados depois só para matar a curiosidade.

Bem... Como não tenho paquera, resolvi brincar com a minha melhor amiga, senta-se atrás de mim na aula, Valéria. Nós queríamos saber logo o que apareceria após a raspagem desvendadora. Brincamos! Pra mim a proposta foi a tal da esquisita "apertadinha". Ô, falta de idéia dos responsáveis pela criação do jogo! "Uma apertadinha? Ham?" pensei. "Vamos ver", escolhi uma das opções para raspar. E, olhem que legal!, ganhei uma apertadinha na orelha. Não é demais?

Vistas as outras opções que poderiam ter sido escolhidas: "no nariz" ou "sai pra lá", chegava a vez da Valéria. Saiu, o que fez o garoto que vos fala sorrir com olhar malicioso para a nossa menina, "Selinho"! Ah, como deveria ser aplicado esse selinho? De leve? Forte? Fiquei, com humor, sorrindo meio safado e não disse nada. Valéria pegou o papelzinho e após ler e achar graça, me disse: "Vamos ver...". A palavra "discreto" foi a que lemos! Selinho discreto. Nós, eu e Valéria, não transpassamos o limite da amizade. Olhei para a cara de "essa brincadeira não é séria" que ela fez e respondi: "Aqui na disse onde". "Você é tão especial, Vitinho", foi o que ela declarou. Peguei sua mão e a beijei, discretamente.

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