Corrigindo contos - capítulo 5 de 8

Ergueu o queixo, colocou uma das minhas mãos sobre sua barriga e a outra em seu pescoço onde artérias transportavam fogo e prazer. Eu não podia sentir a sua pele, mas extraía toda a sua forma com os toques exploradores que dava de olhos fechados. Encostei-me com o corpo do melhor jeito que nossas carnes permitiram. Corria seu pescoço subindo e descendo com os dedos e, com a palma da outra mão, percorria toda a arquitetura de sua barriga querendo descer, descer e tarado descer.


Com a mão de cima resolvi ariscar e percorri o vale dos seus seios podendo sentir as duas mamas em cada um dos dedos pois a cortina os aproximara, contraia um contra o outro enquanto os explorava. Entre eles havia as pontas extremas de um corpo meu e a essência do meu prazer. Minhas mãos se encontraram num abdômen sagaz e meus dedos pousaram uns sobre os outros, entrelaçaram-se e assim contraí toda a fêmea contra mim a fim de desmaterializar qualquer distância existente.


Ela forçou um afastamento e me fez deixa-la quando abriu os braços. Voltávamos ao início com uma pequena variação: tinha eu perdido o medo. Quando ela ergueu os braços, percorri uma paisagem que sempre sonhara ver, toda aquela carne, o contorno de um seio... Chegando com o olhar aos pés, fui distraído por um pequeno som que se produziu ao primeiro gancho solto; segui todos os outros que iam sendo tirados muito calmamente. No desprender do último ela se vestiu no seu tomara-que-caia original, virou de frente e me dirigiu a palavra:
- Você precisa de um banho.

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Bustamante

Texto que escrevi e li como orador dos formandos de 2008 do curso de Comunicação e MultiMeios da PUC/SP

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