Corrigindo contos - capítulo 7 de 8

No outro quarto do apartamento ela estava só, havia um rapaz na sua cama ansioso para matar uma vontade crescente no corpo de jovem. Parou, respirou, botou a mão na cabeça e conflitos entre aquilo ser certo ou errado lhe invadiram a paz. Sentou-se na cadeira de balanço e parecia que “sim” e “não” guerreavam dentro de si. De repente a expressão de dúvida em seu rosto transformou-se em absoluta decisão. Chegou na porta do seu quarto e encontrou o rapaz com um sorriso do tamanho do mundo sentado em sua cama. O sorriso logo se foi e expressão de vassalo que antes habitava aquele rosto de “nem menino nem homem” retornou à face lisa e sem barba. Ela, com um olhar sensual, ordenou um “Venha” e ele a seguiu até o outro quarto:


- Está vendo aquela barra de ferro no batente da porta?
- Sim, estou vendo, professora.
- Faça dez.
E ele as fez. Foi premiado com um “muito bom” que julgou totalmente insuficiente, não bastava de recompensa ao esforço aplicado. A professora já tinha tudo em mente:
- Hoje você terá o melhor conto erótico que ganhará em vida. Pegue a cadeira de balanço e ponha na porta.


Ela saiu do quarto e ele pegou a cadeira, mas estava pondo errado:- Você, meu querido, (risos) tem que ficar para fora do quarto junto de mim e a cadeira virada para nós.

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Bustamante

Texto que escrevi e li como orador dos formandos de 2008 do curso de Comunicação e MultiMeios da PUC/SP

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